A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 177
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177: A Menina Carregando Um Fardo de Tecido 177: A Menina Carregando Um Fardo de Tecido Rosina puxou o capuz preto de seu manto para cobrir o rosto. Ela lançou um olhar triste para o Castelo antes de se afastar.
“Ah, isso é insuportável,” Rosina sussurrou para si mesma enquanto caminhava pela vasta floresta do 13º bando. Era muito cedo na manhã e a maioria dos lobos ainda dormia em suas câmaras.
As névoas eram densas e nebulosas na floresta, tornando difícil para Rosina enxergar, mas ela continuou caminhando em uma direção específica, onde suas memórias começaram a surgir em sua mente.
O caminho se tornou familiar, e a sensação apertada em seu peito fez sua respiração se tornar rígida.
“Odeio isso,” Rosina suspirou profundamente antes de parar. Ela olhou para a imensa árvore à sua frente. “Vejo que você ainda está de pé.”
Rosina olhou para a árvore com uma expressão amarga. Era a árvore onde ela pisou em uma armadilha, que a levou ao 13º bando quando era jovem. Ela deu um passo à frente com os braços estendidos e tocou no tronco da árvore.
“Ah!” Rosina exclamou quando as memórias que ela havia trancado em seu cérebro se quebraram. Múltiplas imagens piscaram em seus olhos como um caleidoscópio que girava em diferentes cores de eventos.
Os olhos de Rosina tremeram, e ela quase teria caído no chão se não se segurasse firmemente na árvore para apoio.
“Como você está se sentindo?” uma voz infantil perguntou suavemente.
Rosina se virou bruscamente na direção da voz e viu uma pequena garota diante dela. Ela vestia um vestido preto esfarrapado com muitos buracos.
A garota tinha a pele pálida e branca como se tivesse banhado em leite. As olheiras negras combinavam com a cor de suas íris. Ela tinha cabelos curtos e emaranhados, com algumas áreas calvas na cabeça, mas os fios de cabelo ruivo ardente se destacavam mais.
“Quem é você?” Rosina perguntou, apertando os olhos, pois a neblina dificultava ver claramente o rosto da menina.
“Venha comigo,” a garota disse sem responder à pergunta de Rosina. Ela se virou e começou a caminhar sem esperar que Rosina a seguisse.
Rosina ficou parada, hesitando se deveria seguir a garota ou não, mas devido à sua curiosidade, ela foi atrás da menina.
“Para onde estamos indo?” Rosina perguntou, mas ainda foi ignorada. Ela olhou ao redor e percebeu que estavam indo na direção da matilha Palecrest, mas a garota desviou para o lado direito, onde uma área inabitada estava localizada.
Era uma parte da floresta que ficava entre o 12º e o 13º bandos, separando-os.
O coração de Rosina batia alto à medida que avançavam na área. Ela olhou para cima e mal viu o céu devido à espessura das folhas cobrindo o lugar.
“Eu nunca estive aqui,” Rosina sussurrou e olhou para a frente mas viu que a menina havia desaparecido. Ela olhou ao redor e caminhou alguns passos. Demorou um pouco até que ela visse a menina parada à distância.
“Ei!” Rosina gritou quando uma névoa espessa turvou sua visão. Ela caminhou mais rápido, agitando os braços, pois as névoas estavam a irritando, mas quando chegou ao local. A menina havia desaparecido.
“Onde está ela?” Rosina suspirou de irritação com as mãos nos quadris. Ela encarou a árvore à frente que era semelhante às outras árvores, exceto que o tronco tinha uma gravação em metal incrustada.
Rosina se aproximou, curiosa. Sua mão inconscientemente extraiu suas garras e começou a cavar no tronco para ver o que estava escrito na lápide.
“Oh deusa,” Rosina arfou antes de puxar a lápide para fora do tronco, o que a fez cair no chão, com o bumbum primeiro.
“Ah, isso dói,” Rosina gemeu e colocou a lápide de lado, pois era pesada. Ela se limpou antes de olhar o que estava escrito.
Rosina franziu a testa, visto que não havia nome nem data de morte indicados. Havia apenas uma frase escrita no meio.
“Você é meu erro favorito,” Rosina leu a frase com a testa franzida. Seus olhos olharam para o chão em que estava pisando.
Algo dentro de Rosina a mandou cavar, e ela não hesitou em seguir seu instinto. Ela se ajoelhou no chão e começou a cavar, usando suas garras para quebrar a terra.
Levou mais de 30 minutos até que suas garras atingissem algo.
“Aí está,” Rosina sussurrou e limpou a terra que cobria a caixa. Ela esperava que houvesse um caixão do tamanho de um adulto, mas era menor.
Rosina não tinha medo da morte, pois havia vivido isso por anos. Ela respirou fundo antes de levantar cuidadosamente a tampa apertada para ver quem estava dentro.
Para Rosina, a menina a levou até lá por uma razão, e ela queria saber qual era.
“Ah…” Rosina arquejou com os olhos bem abertos de surpresa. Dentro do caixão havia um esqueleto de uma criança.
A mão de Rosina tremeu, fazendo-a deixar cair a tampa. Ela cobriu a boca em choque enquanto dava um passo para trás.
“N-não… Para!” Rosina agarrou os cabelos e se afastou do túmulo em uma tentativa de escapar da realidade.
“Para onde você está indo?” a voz da menina ecoou na floresta, fazendo Rosina parar e olhar para trás.
“Você! O que você fez comigo!” Rosina gritou enquanto agarrava os cabelos, já que a dor era insuportável. Ela viu a menina carregando um embrulho de pano nos braços.
“Você não se lembra de nós?” a menina disse e mostrou a Rosina o que ela estava carregando. Um feto sem vida encharcado em sangue estava dentro do pano.
O corpo de Rosina tremia enquanto ela recuava. Ela não sabia o que fazer além de fugir da garota. Lágrimas escorriam pelos olhos de Rosina, tornando difícil para ela ver o ambiente claramente.
“Ack!” Rosina gritou quando tropeçou na raiz de uma árvore, fazendo-a cair no chão com força, batendo a cabeça na pedra.