A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 159
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159: A Voz no Canto 159: A Voz no Canto Rosina estalou a cabeça para os dois lados enquanto alongava seu corpo dolorido. Ela estava na cela do Castelo há dois dias sem comida ou água.
“A gente vai ficar aqui mesmo?” Vanda resmungou contra a escuridão. Ela estava numa cela ao lado da de Rosina e não conseguia dormir direito por causa do chão frio e duro.
“Quer sair?” Rosina sussurrou e se deitou de volta no tapete de palha para dormir mais um pouco já que estava conservando sua energia.
“Não,” Vanda respondeu com um suspiro profundo. “Mas tá ficando chato. Aquele cara devia se ligar e vir aqui para nos entreter.”
“Pois é, eu fico imaginando o que tá rolando lá fora depois da nossa pequena encenação,” Rosina respondeu e bocejou alto.
Havia menos bandoleiros nas celas comparados a quando Rosina chegou ao bando pela primeira vez.
“O que aconteceu?” uma voz fraca e doentia ecoou através da cela de Rosina.
Rosina sentou-se e olhou na direção de onde a voz vinha. Apesar de os lobos conseguirem enxergar no escuro, não era muito claro.
“Tá entediada também?” Rosina riu da nova amiga na cela.
“Estou aqui há anos. Sim, estou bastante entediada,” respondeu a voz. Era tão fraca que suas palavras mal podiam ser ouvidas.
“Anos…” Vanda se interessou pela conversa. “Você não tentou fugir?”
“Como eu poderia? Eu não tenho para onde ir,” a voz respondeu com um riso fraco.
“Afinal, isso aqui é o bando dos bandoleiros,” Vanda suspirou e fechou os olhos para relaxar.
“Bom, já que não temos nada para fazer. A gente pode fofocar,” Rosina riu e se arrastou até o canto para se encostar na parede. Ela podia ouvir outros lobos de ambos os sexos se mexendo e antecipou sua história.
“Não sei se alguém de vocês ouviu isso, mas vai rolar uma guerra contra o 13º bando e o resto dos bandos, liderados pelo Sabrecrown,” Rosina começou, e todos ficaram em silêncio, o que a incentivou a continuar.
“Então… Nós encontramos a companheira do Rei. Ela era serva de uma nobre she-wolf,” Rosina continuou e tossiu quando ouviu Vanda rir de como ela torceu a história e omitiu várias partes.
“Sério? Ele sempre quis encontrar sua companheira,” a voz declarou.
Rosina podia ouvir a alegria na voz, o que a deixou curiosa sobre quem ela era.
“Ah… Sim,” Rosina tapou o rosto para impedir-se de rir de quão irônica a situação se tornou. “O Rei Pepe adorava tanto sua companheira que ele pegou seu coração com amor.”
“Ele deve estar satisfeito,” a voz declarou com um riso. Ela achou que as palavras de Rosina não eram eventos literais.
“Pois é, o sorriso dele é diabolicamente encantador,” Vanda falou do lado, o que fez com que Rosina quisesse lhe dar um tapa.
“Mas como vocês conseguiram encontrar a companheira dele? Deve ter sido difícil já que ela era serva de uma nobre,” a voz perguntou.
“Hmm, foi difícil com vários surtos mentais, mas eu consegui caçá-la, e graças a ela, eu tive a maravilhosa bênção de ver a ligação no olho do lobo,” Rosina declarou sarcasticamente, referindo-se ao que ela passou para ativar seu novo poder de ver a visão de uma companheira de alguém, o que a levou a saber que ela era companheira de três lobos machos.
“Eu acho difícil entender o que você tá dizendo, mas é bom saber que ela é uma ótima she-wolf. Ela vai ser uma grande Rainha,” a voz declarou baixinho. “Agora, posso descansar em paz.”
Rosina franzio]]
“Não descanse em paz ainda. Eu ainda não terminei de contar minha história,” a voz de Rosina se elevou, o que chamou a atenção dos prisioneiros.
“Continue.”
Rosina estava prestes a falar de uma forma que não a fizesse dizer exatamente o que aconteceu quando ouviu vários passos se aproximando das celas.
“Bom, deixa eu te dizer essas frases que são mais fáceis de entender, mas não diga nada se o Rei chegar aqui,” Rosina falou com pressa. Ela estava ouvindo os passos e as chaves balançando do lado de fora.
“Eu fui amaldiçoada com uma visão f*dida para encontrar a companheira do Rei, mas quando eu faço, ele tirou o coração dela, literalmente. Ele espremeu com as próprias mãos e me jogou atrás das grades. Maravilhoso, né?” Rosina deu uma risada e bateu a poeira de seu manto.
“O quê?!” a voz exclamou chocada e sem acreditar. “Eu me recuso a acreditar em tais mentiras. Pepe não é assim.”
“Eu não tô dizendo que você vai acreditar em mim,” Rosina deu de ombros, olhou na direção de Vanda e sussurrou. “Eles chegaram.”
A porta se abriu de repente, deixando a luz entrar.
Pepe entrou na cela, seguido por Bertrando e Cirino atrás dele. Ele parou diante da cela de Rosina e colocou a tocha do lado para olhá-la melhor.
“Como está?” Pepe perguntou sem se importar.
“O que você acha?” Rosina deu de ombros e gesticulou ao seu redor. Ela não queria responder nenhuma pergunta idiota do Pepe.
“E você?” Rosina perguntou com um bocejo.
“Já pensou na sua resposta?” Pepe declarou firmemente e não tirou seu olhar de Rosina.
“Hã?” Rosina franziu a testa em confusão. Ela não sabia o que Pepe queria dizer com sua pergunta.
“Você!” Pepe rosnou irritado quando percebeu que Rosina não se importou o suficiente para pensar sobre o que ele havia dito dois dias atrás.
“Que se dane isso! Eu vou casar com você querendo ou não!” Pepe gritou antes de virar as costas para sair.
Cirino olhou para Rosina com pena antes de virar e seguir Pepe.
“Acho que esse homem não lida muito bem com rejeição,” Vanda comentou do lado.
“Pepe… Ele quer que você se torne a noiva dele?” a voz perguntou, e ela soou preocupada.
“Sim, ele tá muito obcecado com a ideia de que eu sou a companheira dele,” Rosina deu uma risada enquanto balançava a cabeça. Ela não tinha medo, já que sabia que o casamento deles não seria legalizado, pois ela ainda era esposa de Draco no papel.
“Não, isso não pode acontecer. O passado se repete e a desgraça vai cair sobre nós!” a voz exclamou, e ela começou a chorar alto.