A Mordida do Alfa Entre Minhas Pernas - Capítulo 152
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152: A Secredo de um Vilão Amador 152: A Secredo de um Vilão Amador Rosina caminhava em direção ao quarto do Draco com um buquê de rosas vermelhas na mão e empurrando um carrinho simultaneamente. Ela bateu na porta do Draco duas vezes.
“Vossa Alteza, trouxe seus lanches,” Rosina declarou e esperou pela resposta de Draco.
“Entre.”
Rosina abriu a porta e viu Draco trabalhando em uma pilha de papéis empilhados ao lado. Ela sentiu pena da quantidade de trabalho que ele precisava fazer, já que ela não estava lá como sua esposa para ajudá-lo.
Rosina não perturbou Draco enquanto preparava seu café em uma xícara. Ela olhou para o recipiente de vidro que continha os cubos de açúcar.
“Não coloque açúcar no meu café,” Draco murmurou sem olhar para Rosina.
“Sim, Vossa Alteza,” Rosina afirmou e colocou o café preto na mesa do Draco e os biscoitos de leite que ela havia feito para si mesma.
Rosina baixou a cabeça e estava prestes a sair quando Draco falou.
“Você deveria comer alguns dos biscoitos de leite. Você vai adorar,” disse Draco calmamente enquanto continuava a escrever.
“Sim, Vossa Alteza,” Rosina saiu do escritório do Draco com um olhar confuso. Ela não se lembrava de Draco comer biscoitos de leite antes.
‘Talvez o cozinheiro faça biscoitos de leite de qualquer maneira,’ Rosina deu de ombros e colocou o carrinho para fora antes de entrar no escritório do Draco novamente, mas ela não o perturbou desta vez.
Rosina colocou as rosas vermelhas na mesa de centro e se ajoelhou no chão, já que os servos não tinham permissão para se sentar no sofá sem a aprovação do dono.
Rosina começou a trabalhar nas rosas e a colocá-las lindamente no vaso. Enquanto ela trabalhava, Draco não pôde deixar de olhar para ela.
Draco sentiu que já conhecia a nova identidade de Rosina há muito tempo e se sentia confortável com sua presença internamente. Normalmente, ele mandaria os servos para fora e traria as flores uma vez que estivessem prontas.
“Elas são lindas,” Draco declarou enquanto olhava para as rosas totalmente desabrochadas.
“Sim, Vossa Alteza. Escolhemos as mais belas entre as flores do jardim,” Rosina respondeu suavemente enquanto continuava seu trabalho.
“Rosalina, você acha interessantes essas flores banhadas ao sol?” Draco perguntou e se apoiou em suas mãos diante de si.
Rosina franziu a testa diante da pergunta de Draco. “Elas são lindas, Vossa Alteza, mas eu acho as flores que desabrocham à sombra muito mais interessantes.”
“Isso é um gosto único,” Draco riu divertido. Ele nunca havia encontrado alguém que preferisse aquele tipo de flores.
“Obrigada, Vossa Alteza,” Rosina sorriu e levantou-se já que havia terminado sua tarefa. Ela se curvou antes de sair do quarto.
Rosina suspirou profundamente antes de voltar às suas tarefas diárias. Quando virou a esquina, encontrou Fina esperando impacientemente.
“Senhorita Fina, como está?” Rosina cumprimentou, mas foi puxada para seu próprio quarto. Ela estava confusa com a ação repentina de Fina, mas sua atenção se voltou para o quarto em que estavam. Ela se sentiu nostálgica por estar dentro do lugar onde costumava dormir todas as noites.
“Rosalina, você colocou o açúcar no café do Príncipe Draco?” Fina perguntou com os olhos preocupados. Ela estava segurando os ombros de Rosina para forçá-la a olhar em seus olhos.
“Eu-” Rosina estava confusa. Ela tinha pensado que Fina e Sal eram aliados e estavam planejando contra Draco, mas ela podia ver a preocupação nos olhos de Fina.
Do ponto de vista de Rosina, se você planeja algo maligno. Certifique-se de que ninguém saiba, ou falhará. Não se deve fazer algo que leve à suspeita, mas Fina agiu como uma vilã amadora, o que decepcionou Rosina.
“Você colocou?” Fina perguntou mais uma vez, e seu aperto no ombro de Rosina se intensificou.
“Sim, um cubo de açúcar no café dele,” Rosina murmurou. Ela pensou que Fina ficaria aliviada, mas foi o oposto.
Fina gemeu e soltou Rosina. Ela andava de um lado para o outro enquanto pensava no que havia acontecido.
“Tem algo errado, Senhorita Fina?” Rosina perguntou confusa.
“Você não entende!” Fina aumentou o tom de voz e mordeu as unhas. Ela estava em pânico.
‘Como posso entender se você não fala sobre o que está acontecendo!?’ Rosina pensou enquanto fingia um sorriso para Fina.
“Senhorita Fina, qual parece ser o problema? Fiz algo errado?” Rosina perguntou e agiu preocupada.
Fina a olhou e a puxou para o banheiro, trancando a porta atrás delas. Ela se voltou para Rosina e a empurrou contra a parede.
Os olhos de Rosina se arregalaram, pois aquela ação dominadora de Fina a estava excitando. Fez com que ela pensasse em coisas obscenas que poderiam fazer dentro do banheiro a sós.
“Rosalina, vou te contar uma coisa, mas não diga a ninguém,” Fina sussurrou e se inclinou para mais perto. Suas mãos estavam em cada lado do corpo de Rosina, encurralando-a.
“O que é?” Rosina murmurou e achou difícil focar nos olhos de Fina, pois seus lábios capturavam mais a atenção de Rosina.
“Não coloque nenhum cubo de açúcar no café do Príncipe Draco,” Fina sussurrou e olhou intensamente nos olhos de Rosina para mostrar que falava sério.
“Por quê? Eu pensei que o Príncipe Draco gostasse de açúcar?” Rosina perguntou e inclinou a cabeça. Ela planejou obter qualquer informação que pudesse extrair de Fina.
Fina apertou os lábios. Era evidente que ela estava tentando o seu melhor para dar uma resposta sem revelar seu segredo.
“Porque eu me lembrei que o Príncipe não gosta de açúcar. Então, não coloque nada no café dele de novo, e me devolva os cubos de açúcar,” Fina deu um passo atrás e abriu a palma.
Rosina piscou duas vezes antes de fingir uma risada nervosa. “Deixei no meu quarto,” ela respondeu, mas o recipiente estava no seu bolso.
“Entendo, então, quando você voltar para o seu quarto. Jogue o açúcar fora e tenha certeza de que ninguém vai comê-los,” Fina afirmou devagar, assegurando-se de que Rosina entendesse suas palavras.
“Certo, mas é apenas açúcar. É um desperdício se eu jogá-los fora,” Rosina declarou inocentemente.
“APENAS—” Fina gritou mas se conteve e virou-se para se acalmar. “Apenas jogue-os fora. Você entendeu?”
“Sim, Senhorita Fina,” Rosina respondeu enquanto balançava a cabeça divertida. Ela achou engraçado como as ações e reações de Fina poderiam fazê-la ser pega por seus erros.
“Também, não conte ao Sal sobre o que conversamos, ou você terá problemas sérios,” Fina avisou.
“Sim, guardarei isso em segredo, Senhorita Fina,” Rosina assentiu.
Fina sorriu para ela antes de sair do banheiro, deixando Rosina sozinha.
Rosina zombou do que tinha acontecido. Ela achou divertido que Fina confiasse a ela um segredo sem pensar que poderia ser traída.
“Então o açúcar tinha algo nele,” Rosina murmurou e tirou o recipiente. Ela olhou para os cubos antes de pegar um.
“Vamos ver do que você é feito,” Rosina colocou o cubo na língua e deixou derreter. Ela saboreou o doce e o azedo, seguido por um gosto metálico.
Foi então que Rosina se sentiu atordoada, e sua loba lamentou com fraqueza repentina.
“P-Prata Ativada!” Rosina exclamou e desabou no chão. A prata afetou seu corpo, mas já que ela não era um Lobisomem completo. Ela se recuperou imediatamente do envenenamento por prata.
“Há apenas uma pequena porção do pó de prata, mas se Draco tomasse um, isso afetaria o lobo dele, e quanto mais ele digerir o veneno… Ele morrerá,” Rosina murmurou para si mesma ao perceber.
“A Rainha queria matar Draco o quanto antes,” Rosina zombou e não pôde deixar de rir. Ela sabia que a Rainha estava mirando na vida do Draco para assegurar a coroa na cabeça do Gastone, mas Rosina não gostou disso.
“Ninguém pode tirar a vida do Draco, só eu,” Rosina rosnou enquanto se levantava e arrumava as roupas. Ela mordeu o dedo e deixou cair seu sangue no pingente. Ela pensou no Palácio, e um buraco apareceu diante dela.
Rosina saltou, e o buraco desapareceu. Após alguns segundos, a porta se abriu.
Draco entrou e não viu ninguém. Ele farejou o ar e sentiu um forte cheiro de Jasmim. Ele seguiu o cheiro e terminou em um beco sem saída, ficando confuso.
“O que Rosalina estava fazendo aqui?” Draco se perguntou antes de sair para encontrar Rosina. Ele sentiu a necessidade de saber seu paradeiro.
Rosina saiu do buraco no Palácio dentro do escritório do Rei. Estava atualmente vazio, e a mesa estava cheia de papéis. Ela se certificou de remover seu cheiro artificial antes de fuçar contra a mesa para procurar o plano do Rei.
“Onde está?” Rosina sussurrou e abriu os armários, mas não encontrou nada. Os papéis eram sobre os problemas do bando que o Rei ignorava.
Rosina gemeu já que havia estado ali por quinze minutos, e quanto mais tempo ficasse, maiores as chances de o Rei chegar.
“Não me diga que eles ainda não têm planos para a guerra?” Rosina fechou os olhos e tentou relaxar. Ela continuou a procurar até tropeçar no tapete que estava dobrado embaixo da mesa do Rei.
Rosina olhou para ele antes de levantar o tapete; foi quando viu uma tampa solta no chão. Seus olhos se arregalaram com a descoberta, e ela abriu a tampa e viu vários papéis empilhados juntos em uma pasta de couro.