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A Mascote do Tirano - Capítulo 191

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191: Não há vergonha em ser uma vítima 191: Não há vergonha em ser uma vítima Durante o almoço, Aries manteve sua postura e não demonstrou o menor sinal de que Curtis a perturbava. Essa era a vida dos Imperiais. Eles pisoteavam outras pessoas e ainda assim tinham apetite para desfrutar de uma refeição luxuosa.

Sentada na sala de estar, onde descansava após se separar de Joaquim, Aries mantinha seus olhos em Curtis, que estava ajoelhado diante dela. Ela não havia dito uma palavra desde que chegou nesse cômodo e simplesmente encarava Curtis, que coçava a têmpora com o dorso da mão.

“Você consegue se lembrar de mim?” foram as primeiras palavras que escaparam dos seus lábios, mas sem sucesso. Curtis não respondia e agia como um verdadeiro animal.

Sua mão se fechou em um punho apertado, a mandíbula se tensionando enquanto ela cerrava os dentes. Ela entendeu se Curtis perdeu a razão com o que ele experimentou nesse lugar, resultando em tornar-se um cão submisso. Aries passou pelo mesmo inferno, e ela só conseguia pensar no pior pelo qual esse homem passou para sobreviver, mesmo que significasse viver como um cão.

“Curtis,” ela chamou em um sussurro, levantando-se do canapé para agachar na frente dele. Ela segurou seu rosto, procurando seus olhos antes de falar novamente. “Olhe para mim. Você não me reconhece?”

Curtis simplesmente olhou para ela antes de esticar a língua para lamber o dorso da própria mão. Sua expressão se contraiu enquanto ela mordia o lábio inferior, seu coração afundando.

“Curtis!” ela sacudiu o ombro dele, chamando-o entre dentes cerrados. “Você realmente perdeu a mente? Você é inteligente. Tenho certeza de que está apenas fingindo!”

Aries sacudiu seu ombro, incapaz de controlar sua força até que acidentalmente o empurrou. Curtis bateu as costas na beirada da mesa de centro, fazendo-o gemer e tremer de medo. Sua boca se abriu, lágrimas nadavam em seus olhos.

“Desculpe,” ela sussurrou, rastejando em sua direção. Quando ela se aproximou, ele baixou a cabeça com medo, enrolando seu corpo frágil em uma bola. Mas Aries ignorou essa postura defensiva enquanto envolvia seus membros ao redor dele.

“Desculpe, Curtis.” Ela mordeu o lábio inferior com força, embalando-o em seus braços. “Desculpe. Não quis machucar você.”

Ela pensou que a dor que Joaquim infligiu em seu povo tinha terminado nela. Ela realmente acreditou que foi a última que sofreu nas mãos de Joaquim. Que tola ela foi. Joaquim era um homem que sempre tinha um plano alternativo se o primeiro não desse certo.

A única razão lógica pelo qual Aries nunca soube sobre Curtis era porque ela falou seu caminho para fora de sua própria gaiola, escapando subsequentemente das garras de Joaquim e encontrando Abel. Ele provavelmente preparou essa surpresa antes de tirar sua vida, mas agora ele usou Curtis para descobrir seu disfarce.

“Como ele se atreve…” As lágrimas de Aries não eram de dor ou piedade, a fonte era raiva. Ela acariciava as costas de Curtis gentilmente, mas seus olhos ardiam. “… Eu vou fazê-los pagar, Curtis. Desculpe… Eu não sabia.”

Houve um longo silêncio na sala de estar enquanto Aries consolava Curtis até que ambos se acalmassem. Depois de ganhar controle sobre suas emoções, Aries chamou um servo para trazer remédios e ungüentos para Curtis, o que eles trouxeram imediatamente.

“Você aguentou bem até agora, Curtis.” Ela sorriu, agachada no chão enquanto passava ungüento na ferida em seus joelhos. Curtis se comportava bem enquanto olhava para suas feições gentis e toques delicados. Ele estremeceu quando a mão dela se espalhou em direção a ele apenas para receber um afago gentil na cabeça.

“Ninguém vai tocar em você mais, eu prometo.” Aries acenou asseguradoramente, olhando-o nos olhos. “Então, não tenha mais medo, tá bom? Ninguém vai machucar você mais enquanto você estiver comigo.”

Embora ele apenas a encarasse com olhos cheios de curiosidade, Aries manteve seu sorriso e continuou a conversar com ele. A pele nos seus joelhos tinha engrossado com feridas recentes e antigas. Depois de cuidar de seus joelhos, Aries tratou de suas mãos.

Suas mãos costumavam fazer milagres em tudo que ele tocava. Curtis tinha esse talento para fazer as coisas funcionarem quando ele colocava as mãos nelas ou apenas tornando-as mais agradáveis aos olhos. Mas agora, essas mãos estavam cobertas de calos, com um dedo quebrado e um dedo mindinho faltando na mão direita.

“Você vai ficar bem.” Um sorriso forçado dominou seu rosto enquanto ela enfaixava sua mão. “Não ande mais assim, tá bom? Não use suas mãos e joelhos ao caminhar. Caso contrário, você vai continuar a danificá-los até não poder mais usá-los.”

Aries levantou seu queixo com um dedo, travando olhares com ele. “Eu vou te ajudar a ficar de pé novamente, eu prometo. Então, mantenha seu queixo levantado. Não há vergonha em ser uma vítima.”

Curtis não respondeu, mas sua falta de resposta não desmotivou ela a ajudá-lo. Trazer sua sanidade de volta poderia ser impossível, mas ela estava determinada a fazê-lo viver normalmente.

Assim que Aries se levantou, um forte toque do lado de fora chegou aos seus ouvidos, seguido por uma voz em pânico. Suas sobrancelhas se franziram enquanto ela ordenava ao servo que entrasse.

“Sua Alteza!” Aries estreitou seus olhos assim que viu a palidez do servo. “Algo aconteceu no palácio interno…!”

Seus olhos lentamente se dilataram ao escutar a ‘má’ notícia que o servo havia reportado. Sem hesitar, Aries ordenou, “diga ao servo para levar meu pet para meus aposentos,” enquanto marchava em direção à porta.

A palavra que ela recebeu foi suficiente para abalar qualquer um que a escutasse. O servo guiou Aries pelo caminho até que os dois alcançaram a entrada do palácio interno. Aries parou à distância, vendo cavaleiros em pânico e todos trabalhando no palácio interno se aglomerarem na frente da entrada do palácio interno.

Os olhares de todos estavam para cima, fazendo com que seu olhar seguisse onde estavam olhando. Aries prendeu a respiração por instinto ao ver uma cabeça decapitada amarrada com uma corda, balançando como um sino de porta da janela no terceiro andar — o andar onde o escritório do príncipe coroado ficava.

“Ok pessoal, o espetáculo acabou…”

Quando os cavaleiros dispersaram todos e alguém já estava puxando o que estava pendurado lá, Aries desviou os olhos da janela. No entanto, assim que o fez, ela notou uma figura familiar se destacando na multidão. Ela verificou e seu cérebro momentaneamente ficou em branco.

Lá, de pé à luz do dia e entre a multidão, estava Abel, sorrindo e piscando para ela antes de voltar a se misturar com os nobres sobre o incidente.

“…”

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