A Mais Doce Tentação - Capítulo 93
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93: Conto de fadas deturpado 93: Conto de fadas deturpado Alina invadiu a mansão com a ira percorrendo seu ser. Ela não podia acreditar que seu pai havia enviado uma bomba para o esconderijo privado de Damien sem informá-la.
Como ele pôde fazer isso com ela? Ele sabia o quanto ela o amava e ousou tentar matá-lo?
Ela nunca deveria ter informado a ele onde era o esconderijo de Damien.
Merda! É tudo culpa dela! Ela deveria ter sabido que seu pai atacaria quando eles menos esperassem.
Ela agarrou as maçanetas de prata das grandes portas brancas e entrou no cômodo.
Ela sabia que precisaria desinfetar seus olhos depois de ver a cena à sua frente.
Seu pai era um homem deturpado e, às vezes, ela se perguntava como sua mãe havia se apaixonado por um pervertido de merda como ele. Provavelmente porque a vadia era uma masoquista.
Ele tinha os fetiches mais nojentos que eu conhecia.
Ele estava ocupado lambendo a bunda de uma de suas muitas putas enquanto outra o comia por trás.
Sim, o todopoderoso líder da máfia Russa tinha um fetiche doentio submisso e isso verdadeiramente a enojava.
O fato de ela ser a responsável por chamar o limpador para limpar o cômodo toda vez depois das sessões de foda do seu pai a deixava furiosa.
“Jesus Cristo Puta Que Pariu!” Seu pai praguejou, encarando-a.
“Você não sabe bater na porta?”
Alina revirou os olhos e virou-se para as putas do seu pai.
“Se quiserem manter seu corpo intacto, vão embora desse quarto agora mesmo!” Ela gritou, franzindo a testa.
Elas pegaram suas coisas e correram para fora do quarto, deixando-a a sós com seu pai.
Seu pai soltou uma sequência de palavrões enquanto vestia um roupão.
“O que você tem para dizer deve ser importante para você vir foder com a minha diversão, Alina.”
Ele caminhou até a escrivaninha no canto do quarto e pegou um charuto e um isqueiro. Colocou-o entre os dentes e acendeu-o enquanto inalava.
“Por que você ordenou o ataque ao Damien?”
Alina perguntou claramente, ela estava agitada. Se o homem à sua frente não fosse seu pai, ela já teria posto uma bala na cabeça dele.
Ela havia matado o cara que seu pai enviou e se certificou de que ele sentisse toda a dor que ela estava sentindo agora.
“Porque eu estava entediado. Isso é motivo suficiente para você, princesa?” Seu pai zombou.
Alina agarrou o vaso sobre a mesa perto dela e jogou na parede atrás de seu pai. Se ele não tivesse virado a cabeça levemente, teria atingido ele.
“Puta que pariu! Você tá louca!” Seu pai berrou.
“Sim, estou, papai. Você sabe o quanto amo o Damien e você ousa machucá-lo!”
Seu pai desdenhou, “Amor?”
Ele ergueu as sobrancelhas, “Você sabe o que é amor, Alina? Você tem TOC, Alina. Transtorno obsessivo-compulsivo. Seu cérebro realmente te obriga a ficar obcecada por alguém e você chama isso de amor tola e ingenuamente porque não conhece nada melhor.
Mas não é real. Nada disso é real. E eventualmente, você verá outro homem, e será como se um raio a atingisse. E você não sentirá nada por ele.”
Alina franziu o rosto. Ela sabia que seu pai estava certo, mas Damien era diferente! Ele não entendia ela e suas emoções.
Ela havia sido diagnosticada com TOC e o seu era um pouco diferente de ser uma controladora perfeccionista.
Seu foco era a obsessão por pessoas. Homens, para ser mais específica.
O desfile de homens pelos quais ela supostamente “se apaixonou” ao longo dos anos era uma fonte inesgotável de diversão para seu pai.
Ela via alguém do outro lado da sala e, como num conto de fadas, lá se ia ela, completamente obcecada por eles.
Ser uma sedutora linda e treinada também a ajudava a fazer com que eles se apaixonassem por ela… ela fazia com que se apaixonassem por ela, até que ficassem tão obcecados por ela quanto ela por eles, e então, quando ela se entediava, ela os matava.
Ela amava a atenção que esses homens lhe davam e o controle que ela tinha sobre eles.
Mas Damien Niarchos era diferente. Os olhos dele não brilhavam quando viam ela e ele não a tratava como o resto. Uma puta donzela em perigo.
Se havia algo, a maneira como ele a ignorava e nunca a tocava só fazia ela querê-lo mais. Ela sabia que ele estava usando-a e ainda assim ela permitiu que ele a usasse.
Ela não se importava como ele a usava, contanto que ela pudesse ficar ao lado dele.
Quando ele terminou com ela, ela ficou furiosa. Ela iria tomar o império dele e fazer com que ele se ajoelhasse pedindo-a de volta, e então eles governariam juntos, um final perfeito para o seu conto de fadas, e não o matar!
Mas claro! Seu estúpido pai tinha que estragar tudo.
“Eu te disse para não machucá-lo, papai! Eu avisei, mas você não ouviu! É melhor você rezar para que ele sobreviva ou pode beijar seu novo bichinho de estimação adeus!”
Ela ameaçou. Ela sabia que o velho estava obcecado pela escrava de 18 anos que ele comprou em um leilão.
Era raro Alina sentir pena de alguém, mas ela sentiu por aquela garota. Seu pai era um pervertido de merda e ele ia destruí-la.
A morte parecia uma recompensa para ela porque as coisas doentias que seu pai faria com a pobre garota a faziam estremecer.
“Alina, você não teria coragem!”
Ela riu do horror no rosto do pai, “Você sabe papai. Eu não brinco com o que é meu. Você destrói, você paga o preço.”
Sem esperar por uma resposta, ela saiu do quarto.
Damien, é melhor você sobreviver, caralho, ou eu mesmo irei até o inferno te matar!
Esse jogo ainda não acabou e ele ousou morrer? Covarde estúpido.
Ele era dela e só ela decide se ele vive ou não.