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A Mais Doce Tentação - Capítulo 147

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147: Angustiado 147: Angustiado O silêncio no rádio fazia o coração de Rhys bater forte contra o peito; que porra estava acontecendo? 
Damien tinha dito que ia trazer Beatrix de volta, mas já se passaram quase cinco horas e ele não tinha ouvido nada de ninguém.

Os telefones deles também não estavam funcionando. Ele estava enlouquecendo. Rhys agarrou as raízes de seu cabelo e puxou em frustração. 
Ele tirou o telefone do bolso, rosnando para os seus dedos que tremiam enquanto discava o número de Xavier e suspirou aliviado quando a chamada completou. No sexto toque, ele finalmente atendeu.

“Porra, Xavier, o que está acontecendo? Eu estou pirando aqui.”

Xavier suspirou, “Desculpa, Rhys, estamos no hospital.”

O sangue esvaiu do corpo dele quando ouviu isso. 
“Hospital? Por que vocês estão no hospital? O que aconteceu? Você se machucou? Cadê a Beatrix? O Damien está bem?”

“Beatrix está na ala de recuperação. Ela levou um tiro. Eles tiveram que fazer uma cirurgia para retirar as balas.”

Não…

Rhys parou de súbito assim que as palavras saíram da boca de Xavier e sentiu cada músculo do corpo travar.

Beatrix foi baleada. Ala de recuperação. Cirurgia.

“C-como ela está?” Ele gaguejou, pânico fazendo sua voz falhar.

“Ela está bem. Nós não queríamos que você se preocupasse, por isso não te informamos antes da cirurgia.”

Rhys fechou os olhos e respirou fundo, seu coração parecia tentar se arranhar para sair de sua garganta.

“Em qual hospital vocês estão? Me diga. Estou indo agora mesmo.”

“Se acalme, Rhys. Não vai na pressa-”
“Não me mande me acalmar! Você não faz ideia do que eu passei nessas últimas horas.” Ele berrou no telefone, desejando poder jogá-lo contra a porra da parede.

Xavier suspirou, “Eu sei. Mas você tem que ser forte pela Beatrix.”

“Eu sei. Me manda o endereço.” Rhys desligou e pegou as chaves do carro.

A viagem até o hospital passou num borrão, tudo o que ele conseguia pensar era que Beatrix estava no hospital, ela tinha sido baleada. 
Merda. Ele quase a perdeu e não tinha ideia disso. Ele odiava como todos o viam como esse garoto vulnerável que precisava de proteção.

Ele nunca, em toda a vida, sentiu uma dor tão excruciante quanto a que sentiu apenas sabendo que ela lutava pela vida e ele não fazia ideia.

 A única pessoa que tornava o mundo suportável estava se afastando e não havia nada que ele pudesse ter feito para ajudá-la. 
Ele era apenas fraco.

Ele não sabia que uma dor assim existia, e olha que ele já sentiu muita coisa.

Ele decepcionou ela. Disse que nunca a deixaria se machucar.

O que era pra ser uma boa memória para eles se tornou um pesadelo.

Era como se o interior dele estivesse sendo fervido enquanto ainda estava dentro do corpo.

Quando ele chegou ao hospital, achou que ia desmaiar, o coração batia tão rápido e a cabeça girava a cem por hora que mal conseguia se sustentar para sair do carro.

Como diabos uma coisa dessas acontece com alguém como ela.

Era para acontecer com pessoas como ele.

Devia ter sido ele.

Por que não foi ele.

Quando ele chegou, chamou Xavier quem lhe disse para esperá-lo na sala de espera.

Rhys sentou no saguão de espera, novamente por uma eternidade. Ele apenas tinha o rosto enterrado nas mãos enquanto estava curvado; rezando pela segunda vez na vida.

Ele não estava rezando para morrer desta vez, ele rezava para que ela estivesse viva.

Ele achou que sabia o que era o inferno, mas ele não sabia.

Isso era isso. Era isso que parecia.

Ele não conseguia pensar. Ele não conseguia fazer nada.

Poderiam ter sido horas pelo que ele sabia, mas ele não se mexeu. Sentia que estava morrendo.

O momento de espera era torturante.

A única coisa que passava pela cabeça dele era a sua ratinha.

Ela não merecia isso, ela era boa demais para algo assim. Ela não podia morrer. Ela não podia.

Ela era destinada a ser feliz, a ser mimada e paparicada. ela não estava destinada a ser a lutar pela vida.

“Por favor, não me deixe…” ele sussurrou, apertando o maxilar enquanto lutava para conter o grito urgente com a dor que percorria o corpo.

“Por favor, não vá embora. Você precisa ficar comigo.”

Ele precisava que ela ficasse bem. Ele precisava saber que ela estava bem.

Ela não merecia isso.

“Rhys.” Xavier o chamou.

Imediatamente ele levantou-se, piscando os olhos embaçados tentando focar de onde vinha a voz e viu Xavier em pé na frente dele.

Ele estava com a perna enfaixada também, mas ele não queria perguntar sobre isso. Seu foco principal era Beatrix naquele momento.

“Como ela está? Ela está bem? Por favor, me diz que ela está bem” ele disse em pânico, esfregando os calcanhares das palmas das mãos nos olhos para que pudesse tentar se focar nele.

“Ela ainda está na ala de recuperação. Alina atirou nela-”
Rhys puxou o rosto para trás para olhá-lo, e tudo o que podia ver era vermelho. O corpo todo tensionou enquanto cerrava os dentes e as narinas dilatavam, e ele sentia que ia quebrar os dedos de tão fechados que estavam os punhos.

Ele ia matar ela. Ele ia matar. Merda.

Ela.

Ele ia encontrá-la e quebrar cada osso do corpo dela, mas por agora ele precisava ver sua ratinha.

“Mas ela vai ficar bem, certo? Ela está bem?” Rhys implorou, apenas precisando ouvi-lo dizer novamente.

“Ela vai se recuperar totalmente – eles precisam mantê-la na ala de recuperação hoje e amanhã para observação,”
Ele explicou, mas Rhys mal conseguia absorver o que ele dizia.

“Posso vê-la? Por favor? Quando posso vê-la?”

“Você pode entrar, Damien está lá. Ela está no quarto 8C privado -” ele disse.

Rhys mal conseguiu uma despedida adequada, porque seus pés já estavam se movendo para tentar encontrar o quarto em que ela estava .

Ele apenas precisava vê-la.

Ele procurou com os olhos acima de cada porta depois que chegou ao corredor, quase derrubando pessoas enquanto passava por elas até seus olhos pousarem no 8C.

Ele forçou a porta a se abrir e, ao entrar no quarto, seu olhar imediatamente caiu sobre a cama. Naquele momento, ele foi atingido por uma sensação súbita e intensa no estômago que quase o fez desabar. Na cama, 
Beatrix jazia imóvel, parecendo estar em um sono tranquilo como fazia todas as noites – mas esta não era como qualquer outra noite. Beatrix havia falecido e precisou ser ressuscitada. 
Havia uma enfermeira presente no quarto, ajustando a máquina que monitorava seus sinais vitais, que emitia o único barulho audível além do batimento do próprio coração dele. Enquanto isso, Damien estava sentado no sofá, com a cabeça baixa.

A jovem enfermeira notou Rhys e o cumprimentou com um sorriso caloroso. Rhys agradeceu e se sentiu nervoso ao se aproximar da cama de Beatrix. Viu Damien olhando para ele, parecendo desgrenhado e exausto. 
Rhys estava devastado ao ver Beatrix em tal estado e se sentia como se estivesse em um pesadelo.

A enfermeira o incentivou a se aproximar de Beatrix, garantindo que ela estava bem. Ele se aproximou devagar da cama, angustiado ao vê-la ligada a fios e máquinas. Era doloroso vê-la no hospital, sabendo que ela não pertencia àquele lugar. 
Ao chegar ao lado da cama, ele tentou conter as lágrimas e olhou para ela enquanto uma luzinha acima a iluminava. 
“Era para ser apenas uma pessoa por vez aqui, mas vendo o quão aflitos vocês garotos estão, eu vou permitir que ambos fiquem.” A enfermeira murmurou.

Rhys olhou para Damien, que apenas lhe fez um leve aceno. 
“Eu sei que é assustador, vê-la assim. Mas ela vai ficar bem. Não se preocupe.”

A enfermeira o tranquilizou, dando um tapinha em seu braço e tudo o que ele conseguiu foi gaguejar um agradecimento patético.

Rhys estava tão focado na mão de Beatrix que nem sequer percebeu a enfermeira sair do quarto até a porta clicar fechada. 
Ele pegou uma cadeira e a colocou o mais perto possível da cama, em seguida sentou-se e segurou a mão dela, entrelaçando os dedos. 
Ele repousou os braços na cama, observando o rosto dela e tentando controlar os lábios que tremiam. Ele se sentia simultaneamente aliviado e de coração partido, uma mistura de emoções avassaladora que nunca tinha sentido antes.

“Diz que pelo menos você se vingou de quem fez isso com ela.” Rhys sussurrou, olhando para Damien.

Damien encontrou o olhar dele, “Ainda não. Ela ainda está sob custódia. Vou cuidar dela assim que ela acordar.”

Rhys franzia a testa, mas acenou com a cabeça e voltou o olhar para Beatrix.

“Ratinha.”

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