A Mais Doce Tentação - Capítulo 139
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139: Case-se comigo 139: Case-se comigo “Ai, você deveria pelo menos fingir que está feliz em me ver.” Ela disse, os lábios curvando-se em um sorriso ameaçador.
Damien revirou os olhos e avançou em direção a ela. Ele viu o lampejo de choque em seus olhos quando ela finalmente viu seu rosto.
“Inferno podre! O que diabos aconteceu com seu rosto?” Ela exclamou, cobrindo a boca com as mãos, chocada.
“Você não deveria saber disso, já que você é a razão para isso?” Damien resmungou com nojo.
Deus, essa mulher podia ser ainda mais irritante? Ela tinha coragem de perguntar o que tinha acontecido com o rosto dele quando ela era o motivo por trás disso.
“Não sei do que você está falando.” Ela disse, desviando o olhar.
Não finja que é inocente,” Damien cuspiu, sua raiva aumentando a cada segundo. “Você sabe exatamente o que fez, e agora tem a audácia de aparecer aqui e agir surpresa?”
Ela franziu a testa, sua expressão mudando de choque para confusão. “Do que você está falando? Eu não sei do que você está me culpando.”
“Você realmente quer bancar a idiota?” Damien zombou, cerrando as mãos em punhos. “Você explodiu minha casa e por pouco não morri. E agora você tem a audácia de aparecer aqui e agir como se não soubesse de nada?”
“Juro para você, Damien,” ela disse, erguendo as mãos em um gesto de rendição. “Não sei do que você está falando. Não tive nada a ver com o que aconteceu com você.”
Damien hesitou, sua mente trabalhando rapidamente enquanto tentava entender as palavras dela. Poderia ser que ela estava dizendo a verdade? Mas se ela não era a responsável, então quem era?
“Você sabe que eu nunca te machucaria. Eu te amo—”
“Por favor, pare.” Damien a interrompeu.
“É meu pai. Se eu soubesse que ele iria te machucar, eu teria impedido. Ele não me disse ou informou. Eu estava enfurecida e machucada quando descobri. Eu até tive que me esgueirar para dentro do hospital para te ver.” Ela confessou.
Um calafrio percorreu a espinha de Damien. Ela estivera lá no quarto do hospital enquanto ele estava inconsciente e vulnerável. Deus, ela poderia ter matado ele e ninguém teria descoberto
Damien balançou a cabeça, ainda incerto do que acreditar. “Tudo bem, digamos que eu acredite em você. Por que você quer me ver?”
Ela suspirou, seus ombros desabando. “Preciso da sua ajuda,” disse ela baixinho. “Estou em apuros e não sei a quem mais recorrer.”
Damien ergueu uma sobrancelha, ceticismo estampado em seu rosto. “Você espera que eu simplesmente esqueça tudo o que aconteceu e te ajude?”
“Por favor, Damien,” ela disse, sua voz cheia de desespero. “Eu sei que fiz coisas erradas no passado, mas estou implorando para que você acredite em mim agora. Estou em sérios apuros e preciso da sua ajuda.”
Damien andava de um lado para o outro, sua mente a mil. Uma parte dele queria apenas se afastar e deixá-la lidar com seus próprios problemas, mas ela tinha Beatrix e conhecendo Alina, ela era louca o suficiente para fazer qualquer coisa.
“Que tipo de problema?” ele finalmente perguntou, seu tom cauteloso.
Com hesitação, ela deu um passo à frente, seus olhos suplicantes. “Quero derrubar meu pai. Preciso assumir o controle do Sindicato Russo.”
Damien soltou uma risada sem alegria quando ouviu Alina.
“Você está louca?” Ele sentou-se em frente a ela e arqueou as sobrancelhas para ela.
“Não. Eu estou falando sério. Ele machucou o homem que eu amo. Ele tem que pagar. Olhe para você, Damien. Você parece um zumbi ambulante.” Ela franziu o cenho.
“Me diga que os médicos podem consertar isso. Eu não posso subir ao altar com você desse jeito. Preciso que você esteja tão deslumbrante quanto o Príncipe Encantado.”
Damien apertou a ponte do nariz e soltou um suspiro frustrado.
“Eu não vou casar com você Alina. Nunca. Nem hoje, nem amanhã. Mesmo que eu morra, eu nunca vou casar com você.” Damien cuspiu as palavras.
Os olhos de Alina encheram-se de lágrimas ao ouvir as palavras de Damien.
“Como assim? Eu pensei que tínhamos algo especial. Eu pensei que você me amava.
Por que, Damien? Por que você não vai se casar comigo? Tem outra pessoa? Eu fiz algo errado?” ela perguntou, com a voz tremendo.
Damien soltou uma risada amarga. “O amor não tem lugar na máfia, Alina. Nosso mundo é regido pelo poder e lealdade, não pelo amor. Eu nunca vou casar com você.”
Alina sorriu enxugando as lágrimas, “Ah, por favor, não me venha com essa besteira. Se não há amor na máfia então por que você e seu irmão estão ambos obcecados por uma mulher só? Eu pensei que conhecia você Damien. Eu achei que você era do tipo possessivo.”
Damien se enrijeceu, como ela sabia disso? Ninguém sabia sobre o acordo deles, exceto os três, então como diabos ela ficou sabendo?
“Que diabos você está falando?”
Alina moveu suas mãos, “Ah, por favor. Você não precisa fingir comigo Damien. Eu sei de tudo. Sei que ambos os irmãos estão transando com ela.”
Seus lábios curvaram-se em um sorriso malicioso.
“Tenho que admitir que estou com ciúmes, porém. Eu mal pude ter um de vocês e minha pequenina boa amiga Beatrix tem os dois.” Alina suspirou, pegando seu copo de vinho na mesa.
“O que você quer?” Damien perguntou.
“Você quer dizer, além de você?” Alina sorriu.
“Sim.” Damien resmungou.
“Como eu disse antes, quero assumir o Sindicato Russo. Eu quero poder.”
Damien franziu a testa, “Por quê? Eu pensei que você e seu pai eram próximos. O homem te dá tudo que você quer, por que você quer matá-lo?”
Alina deu de ombros, “Estou cansada dele. Ele está me dando nos nervos.”
“Mas ele é seu pai. Você vai se arrepender se matá-lo.”
“Mas é a única maneira de eu chegar ao topo.”
Damien franzia o cenho. “Então como você quer que eu te ajude?”
“Case comigo.”
***********
Beatrix sentou-se à cabeceira da mesa na sala de jantar formal, olhando pela janela para os belos jardins lá fora.
A sala estava cheia com o suave som de música clássica e o leve tilintar de talheres em pratos de porcelana. Sarah, a empregada, movimentava-se silenciosamente pela mesa, servindo cada prato com um sorriso e uma inclinação de cabeça.
Beatrix olhou para cima quando Sarah se aproximou com uma tigela fumegante de sopa. “Obrigada, Sarah,” disse Beatrix, dando-lhe um sorriso carinhoso.
Sarah devolveu o sorriso. “Claro, senhora. Há algo mais que eu possa lhe trazer?”
Beatrix balançou a cabeça. “Não, isso está perfeito. Obrigada.”
Sarah assentiu e continuou a se mover pela mesa, servindo o prato principal de frango assado com vegetais. A comida estava lindamente apresentada e cheirava deliciosamente, e Beatrix não pôde deixar de se sentir grata pela atenção aos detalhes da Sarah.
Enquanto comia, Beatrix se perdeu em pensamentos.
Agora que ela tinha falado com Rhys, estava preocupada sobre quem poderia tê-la trazido até aqui. Sarah tomou o telefone de suas mãos enquanto ela ainda estava falando com Rhys e, por mais que ela pedisse que a deixassem continuar falando com Rhys, ela havia recusado.
Eles estavam escondendo algo dela e por mais que ela tentasse, não conseguia pensar em ninguém que quisesse lhe fazer mal.
Beatrix afastou seu prato, sem mais apetite. Sentiu um nó formando em seu estômago enquanto pensava na situação.
Confiava em Sarah, mas ao mesmo tempo não conseguia afastar a sensação de que algo estava errado. Quem poderia ser? Por que eles são tão gentis com ela?
Decidiu confrontar Sarah. “Com licença, Sarah. Posso falar com você um momento?”
Sarah assentiu e se aproximou da mesa. “Claro, senhora. Está tudo bem?”
Beatrix respirou fundo. “Acabei de falar com meu noivo ao telefone e preciso terminar a conversa. Por que você tirou o telefone de mim?”
Sarah hesitou por um momento, evitando olhar nos olhos de Beatrix. “Desculpe, senhora. Eu só estava tentando protegê-la. A senhorita jovem que a trouxe para cá não queria que você falasse por muito tempo. Ela me disse para pegar o telefone dois minutos depois.”
O coração de Beatrix começou a bater mais rápido. “Por que ela não me deixou falar o quanto eu quisesse? É como se ela soubesse que eles estariam rastreando a ligação.
Sarah balançou a cabeça. “Desculpe, senhora. Eu não tenho todas as respostas. Só sei que ela está mantendo você aqui para sua própria segurança.”
A mente de Beatrix estava acelerada. Ela precisava encontrar uma maneira de sair dessa situação e voltar para Rhys e Damien. Ela levantou-se da mesa, determinação em seus olhos. “Preciso sair, Sarah. Por favor, me ajude.”
Sarah parecia dividida. “Eu não posso, senhora. Tenho que fazer o que a senhorita jovem me diz. Sinto muito.”
O coração de Beatrix afundou ao perceber que estava realmente sozinha. Ela precisava ser inteligente e encontrar uma maneira de sair antes que fosse tarde demais.