A Mais Doce Tentação - Capítulo 100
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100: Plano Perfeito 100: Plano Perfeito Beatrix estava desfrutando de um momento de paz no jardim do hospital quando ouviu alguém chamando seu nome. Ela se virou e viu Alina caminhando em sua direção, com um olhar determinado no rosto.
Os seguranças bloquearam o caminho dela quando estava a alguns passos de Beatrix.
“Deixem ela passar. Eu a conheço.” Beatrix disse aos seguranças.
“Oi, Beatrix,” disse Alina ao se aproximar. “Você se lembra de mim? Nos conhecemos no clube algumas semanas atrás.”
“Claro,” respondeu Beatrix, sorrindo para a outra mulher. “É bom te ver novamente. Como você está?”
“Já estive melhor,” Alina disse, suspirando.
“E você? Por que está no hospital?”
“Meu noivo está em coma, e eu tenho passado todo minuto no hospital com ele. Tem sido difícil.”
“Sinto muito,” disse Alina, alcançando para tocar a mão de Beatrix. “Posso fazer algo para ajudar?”
Alina balançou a cabeça. “Não sei. Só tenho que ter esperança e rezar para que ele acorde logo.”
“Bom, se você precisar de alguém para conversar, estou aqui para você,” Alina disse, dando a Beatrix um sorriso solidário.
“Pode ser realmente difícil lidar com algo assim sozinha. Às vezes ajuda ter alguém para desabafar.”
“Obrigada, Alina,” Beatrix disse, retribuindo o sorriso.
“E você? O que faz aqui? Está doente?”
A expressão de Alina se transformou em tristeza, “Não, meu namorado – quero dizer, meu ex. Aquele sobre quem eu estava te falando outro dia?”
Beatrix acenou com a cabeça,”Sim, lembro. Aconteceu alguma coisa com ele?”
Uma lágrima escorreu dos olhos dela e ela a enxugou.
“Bom, meu pai o atacou. Ele ficou bem machucado e eu não sei o que fazer. E se eu perder ele?”
Lágrimas de desespero escorreram pelas bochechas dela e, com o coração derrotado, ela colocou o rosto nas mãos e chorou.
Os olhos de Beatrix se arregalaram e ela puxou Alina para seus braços, abraçando-a fortemente.
Ela sabia exatamente o que Alina estava sentindo.
Ela afagou as costas dela gentilmente, “Shss…..está tudo bem. Ele vai ficar bem.”
Alguém pigarreou e Beatrix se afastou de Alina.
Ela virou-se e viu Ava a encarando com um olhar de quem é essa aí.
Alina fungou e enxugou as lágrimas dos olhos.
“Ava, essa é Alina. Nós nos conhecemos no clube na última vez, no banheiro.”
Ava acenou com a cabeça, “Entendo.”
Alina forçou um sorriso, “Desculpe, não queria chorar. Estou apenas triste e não tenho amigos para desabafar.”
Beatrix acenou com a mão para Alina.
“Não se preocupe com isso. Fico feliz em ajudar.”
“Bom, foi bom te rever, Beatrix. Preciso ir. Estava indo comprar remédio quando te vi e resolvi dizer oi.”
Beatrix sorriu, “Bom, fico feliz que você veio. Tem meu número se precisar de qualquer coisa, me avise.”
Alina encarou Beatrix por um instante antes de acenar com a cabeça.
“Tudo bem. Bom te conhecer Ava.”
Ava a encarou antes de forçar um sorriso.
“Igualmente.”
Assim que Alina saiu, Ava virou-se para Beatrix com uma carranca no rosto.
“O quê?” Beatrix perguntou.
“Não sei, mas essa mulher me dá uma má impressão. Tenha cuidado, Beatrix. Você sabe como é perigoso se associar com estranhos, especialmente sendo a noiva do Damien.”
“Hmmm… Eu sei, mas a Alina é realmente legal. Eu não acho que ela seja uma ameaça.” Beatrix disse.
“Bem, espero que você esteja certa. ”
****************
Alina engoliu o vinho em seu copo enquanto sentava em seu quarto, perdida em pensamentos.
Ela tem pensado muito na Beatrix ultimamente e chegou à conclusão de que estava começando a gostar da garota.
Isso era um sentimento novo e confuso para Alina, já que ela nunca teve amigos. Ela sempre foi isolada e sozinha, e sabia que era para odiar a Beatrix por ter tirado o Damien dela.
Mas, apesar de tudo, Alina não conseguia evitar sentir-se atraída por Beatrix. Ela viu como a garota a tratava bem e o quanto se importava com ela.
Ninguém em toda a sua vida a tinha tratado assim. Sua mãe havia morrido quando ela era criança, depois de uma overdose. Desde então, fora criada por babás e tinha sido um inferno.
Então, ao ver que pela primeira vez alguém estava preocupado com ela, Alina não pôde deixar de amolecer em relação a Beatrix, mesmo sabendo que deveria odiá-la.
Enquanto sentava e pensava sobre tudo isso, Alina sentia uma mistura de emoções – confusão, incerteza e um brilho de esperança de que, talvez, ela pudesse ter uma amiga em Beatrix.
Além dessas emoções conflitantes, Alina também estava lutando com seu transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Ela estava achando difícil se concentrar em outra coisa, já que sua mente continuava voltando aos pensamentos sobre Beatrix.
Ela estava começando a ficar obcecada pela jovem mulher, e isso estava causando muito estresse e ansiedade.
Apesar de seus melhores esforços, Alina não conseguia se livrar desses pensamentos e não tinha certeza do que fazer a respeito.
Enquanto lidava com esses sentimentos complexos e confusos, ela decidiu que, já que Damien não estava disponível agora, ela iria brincar com Beatrix para passar o tempo.
Ela sempre quis uma amiga e se Beatrix estava oferecendo ser sua amiga, ela não via problema.
Afinal, mantenha seus amigos por perto, mas seus inimigos mais perto ainda.
Os lábios de Alina se curvaram num sorriso malicioso. Apenas Xavier e Damien conheciam seu rosto, então ela tinha que ser esperta para não se encontrar com Xavier, ou então ela estaria numa bela encrenca.
O desgraçado tinha a seguido antes da explosão. Agora ele estava bem ocupado com o sindicato.
Seu pai estava atacando-os sorrateiramente. Roubando seus tanques, incendiando alguns de seus negócios e, embora eles ainda não tivessem revidado, ela ia ficar de boa e deixar que acabassem com seu pai por ela e, enquanto a guerra acontecia, ela iria recrutar os homens de confiança de seu pai enquanto planejava assumir o controle da máfia Russa.
Um plano perfeito.