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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 515

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Capítulo 515: Chapter 2: Detonação

NÃO!” Cain rugiu. “Não, tem que haver algo—”

“Sinto muito,” Delta sussurrou. “Não há nada que possamos fazer. Se tentarmos tirar isso, vamos matá-la mais rápido.”

Cain olhou para ela, depois de volta para Ellen.

Ellen, que estava brilhando.

Ellen, que estava morrendo.

“Por quê?” A voz de Cain estava rouca. “Ellen, por que você faria isso?”

“Porque,” Ellen sussurrou, sua voz tão fraca que ele precisou se inclinar para ouvir, “estava cansada, Cain. Muito cansada. E o escudo—ele estava quebrando. Eu podia sentir. Rachando. E se quebrasse—” Lágrimas escorreram por suas bochechas brilhantes. “Todos morreriam. As crianças. As famílias. Todos.”

“Então você decidiu morrer em vez disso?”

“Decidi resistir,” Ellen disse, sua voz mais firme agora. “Só um pouco mais. E isso—isso ajuda. Alivia a carga. Torna mais fácil segurar.”

“Você está absorvendo radiação,” Cain disse desesperadamente. “Está te matando.”

“Eu sei.” O sorriso de Ellen era triste, pacífico. “Eu sei, Cain.”

“Então pare.” Cain segurou suas mãos, apertando-as contra seu peito. “Pare de absorvê-la. Deixe o escudo fazer o trabalho. Encontraremos outra maneira—”

“Não há outra maneira,” Ellen disse gentilmente. “Não em tempo. E eu—” Ela parou, sua respiração falhando. “Nunca imaginei sair viva dessa, Cain. Fiz as pazes com isso no momento em que concordei em fazer isso.”

“Não.” A voz de Cain quebrou. “Ellen, não, você não pode—”

“Eu posso,” Ellen sussurrou. “E vou. Porque vale a pena. Eles valem a pena.”

“Você vale a pena também!” Cain gritou, lágrimas escorrendo por seu rosto. “Você vale a pena, Ellen! Você não tem que—”

“Sim, eu tenho.” Os olhos brilhantes de Ellen encontraram os dele. “Porque se eu não fizer, quem fará? Quem mais pode carregar isso?”

Cain abriu a boca. Fechou.

Porque ela estava certa.

Ninguém mais poderia fazer isso.

Só ela.

“Quanto tempo?” Cain perguntou roucamente, virando para Delta.

O rosto de Delta se encolheu. “Horas. Talvez menos. A radiação está acumulando mais rápido do que o corpo dela pode suportar. Uma vez que atinge massa crítica—” Ela parou. “Ela se queimará. De dentro para fora.”

Cain olhou de volta para Ellen, suas mãos ainda apertando as dela.

“Horas,” ele repetiu entorpecido.

“Sinto muito,” Ellen sussurrou. “Sinto muito, Cain.”

“Não.” A voz de Cain era feroz. “Não ouse se desculpar. Você é—” Ele parou, sua garganta fechando. “Você é a pessoa mais corajosa que já conheci.”

Ellen sorriu—pequeno, cansado, radiante. “Estou apenas fazendo o que precisa ser feito.”

“Não,” Cain disse, inclinando-se até suas testas se tocarem. “Você está fazendo o que ninguém mais poderia fazer. Você está salvando milhares de vidas. E eu—” Sua voz quebrou. “Estou tão grato. E tão zangado. Porque você não deveria ter que fazer isso. Você não deveria—” Sua pele queimou a dele.

“Mas eu estou,” Ellen sussurrou. “E estou bem com isso. Estou mesmo.”

Por um longo momento, eles permaneceram assim—testas pressionadas juntas, lágrimas se misturando, a luz do corpo de Ellen lançando tudo em um brilho suave e terrível.

Então Ellen falou, sua voz tão quieta que Cain quase não ouviu.

“Você ficará comigo?”

Cain recuou, olhando para ela. “O quê?”

“Até o fim,” Ellen sussurrou. “Você ficará? Eu não—eu não quero ficar sozinha.”

O peito de Cain se abriu.

“Sim,” ele disse, sua voz rouca. “Sim, Ellen. Eu vou ficar. Eu não vou a lugar nenhum.”

Ellen exalou—um som trêmulo, aliviado.

“Obrigada,” ela sussurrou.

—

22:47:08

Presa de Gelo

Com o primeiro uivo, a divisão soube que eles haviam chegado. Todos tomaram posição, incluindo Hades.

“POSIÇÕES!” Silas rugiu. “ALPHA LIDERA! DEIXEM ELE PASSAR!”

Hades se transformou—ossos quebrando, sua forma de lobo massiva emergindo, maior que qualquer outro no campo. Seus olhos ardiam vermelhos na escuridão.

O inimigo apareceu na linha das árvores.

Sessenta gammas. Quatro ferais primordiais flanqueando James.

James estava no centro, braços cruzados, com o mesmo sorriso amargo no rosto.

“CARGA!” A voz de Hades era um rugido que sacudia o chão.

Ele avançou, um borrão de pelo negro e fúria. As forças de Presa de Gelo avançaram atrás dele—uma onda de lobos e tiros.

Os gammas inimigos avançaram para encontrá-los.

Cinquenta metros. Trinta. Vinte.

Então Hades escapou.

Ele desviou para a esquerda, longe da força principal, deixando os gammas inimigos para Presa de Gelo.

Seu alvo: os ferais primordiais.

“CONCENTREM O FOGO NOS GAMMAS!” Silas bradou. “DEIXEM O ALPHA TRABALHAR!”

O tiroteio explodiu—ambos os lados liberando o inferno. Lobos chocaram-se contra lobos. O campo de batalha explodiu em caos.

Mas Hades não diminuiu.

Ele atingiu o primeiro feral primordial na velocidade máxima—trombando com o ombro, enviando-o rolando. Ele se recuperou instantaneamente, rosnando, a Marca de Malrik ardendo escura em sua pele.

Os outros três primordiais se moveram para flanqueá-lo.

A voz de James cortou o caos. “Sua boca! Não deixem ele abrir a boca! Ataquem o maxilar dele!”

Os primordiais avançaram.

Todos os quatro de uma vez.

Hades girou, mandíbulas mordendo, pegando um pela garganta. Ele se debateu, garras rasgando seu lado—mas Hades segurou firme, arrastando-o para perto.

Então ele uivou.

Não alto. Não distante.

À queima-roupa.

O som não era apenas ruído—era poder. Uma onda de força que ondulou através do ar, infundida com Chalyx, com sangue, com compulsão.

O feral primordial em suas mandíbulas convulsionou.

Seus olhos reviraram.

A Marca de Malrik em sua pele se estilhaçou—linhas negras quebrando, dissolvendo como cinzas.

Ele ficou mole.

Hades o soltou. Ele atingiu o chão, inconsciente ou morto—ele não sabia, não se importava.

Um baixado.

Os outros três primordiais atacaram.

Garras rasgaram o ombro de Hades. Dentes morderam sua garganta. Um travou em sua perna traseira, mordendo, tentando feri-lo gravemente.

Hades rugiu, girando, jogando um fora. Ele pegou outro pela nuca, o bateu no chão, e uivou novamente.

O som rasgou seu crânio.

A Marca se estilhaçou.

Ele desmoronou.

Dois baixados.

Mas o esforço—

Hades cambaleou, suas pernas tremendo. Sua visão ficou turva. O uivo o drenou, assim como havia feito com Orion. Cada uso queimava suas reservas, sua energia, sua vida.

Ele não podia continuar assim.

O terceiro feral primordial o cercou, rosnando.

Hades exibiu os dentes, forçando-se a ficar de pé.

O primordial atacou—

Hades o enfrentou de frente. Eles se chocaram, rolando pela neve, garras e dentes se rasgando mutuamente.

Hades ficou por cima, imobilizou-o, abriu suas mandíbulas—

E uivou.

Diretamente em seu rosto.

A Marca se desintegrou.

O feral ficou mole.

Três derrotados.

Hades desabou ao lado dele, ofegante, seu corpo inteiro tremendo. O sangue escorria de uma dúzia de feridas. Sua visão girava.

Mas ainda havia um restante.

Ele se forçou a levantar, pernas tremendo, e se virou—

James estava a seis metros de distância, o quarto feral primordial ao seu lado.

E ele estava sorrindo.

Não estava em pânico. Não estava com medo.

“Você é mais forte do que eu pensei,” James disse, sua voz quase conversacional. “Mas você é previsível. Eu sabia que você viria pelos primordiais. Sabia que você se exauriria quebrando-os. Sabia que você pensaria que estava vencendo.”

Hades rosnou, mas não respondeu. Não podia desperdiçar a energia.

O sorriso de James se alargou. “Você realmente achou que eu mandaria quatro primordiais sem um plano de backup?”

Ele gesticulou para o quarto primordial—aquele ainda de pé.

“Este é especial,” James disse. “Vá em frente. Quebre-o. Use seu uivo. Eu estou contando com isso.”

Os olhos de Hades se estreitaram.

Algo estava errado.

Mas o primordial estava atacando—avançando, garras estendidas.

Hades não tinha escolha.

Ele se transformou.

Seu lobo era imenso, escuro, bem treinado. Força de Beta. Velocidade de Beta.

James se moveu.

Não para atacar Hades.

Para recuar.

Ele se afastou, criando distância entre ele e o quarto primordial.

Hades não teve tempo para processar.

O primordial estava sobre ele—garras rasgando, dentes estalando. Ele torceu, pegou-o pela garganta, o puxou para perto—

E uivou.

Uma última vez.

O som rasgou o ar—mais fraco do que antes, mas ainda presente. Ainda suficiente.

A Marca no couro do primordial se desintegrou.

Ele ficou mole em suas mandíbulas.

Hades o soltou, cambaleando, suas pernas cedendo—

E então ele viu.

Preso ao peito do primordial.

Um dispositivo. Pequeno. Metálico. Piscando em vermelho.

Uma bomba.

Os olhos de Hades se arregalaram.

Ele tentou se mover—tentou se lançar para trás—

Tarde demais.

A bomba detonou.

A explosão foi catastrófica.

Fogo e força e estilhaços irromperam em uma onda de destruição.

Hades estava diretamente no raio de explosão—distância zero—o corpo do primordial pressionado contra ele quando explodiu.

O lado esquerdo de seu rosto se desintegrou.

A carne vaporizou. O osso se despedaçou. Sua mandíbula, sua bochecha, seu olho—se foram. Uma parte de seu crânio foi arrancada, expondo matéria cerebral e vasos sanguíneos por baixo.

Ele não gritou.

Não podia.

Apenas desabou, seu corpo se contorcendo uma vez, e depois ficando imóvel.

O sangue escorreu do lado destruído de sua cabeça, formando poças na neve, evaporando no ar frio.

Pelo campo de batalha, James estava ileso.

Ele estava longe o suficiente. Seguro.

Planejado.

Ele olhou para o corpo quebrado de Hades, e seu sorriso não vacilou.

“Previsível,” James disse baixinho.

A sua volta, as forças de Silverpine já estavam recuando—se retirando para a floresta, missão cumprida.

James se virou, montou seu lobo, e desapareceu na escuridão.

Deixando Hades sangrando na neve.

O campo de batalha ficou silencioso.

Todos—Presa de Gelo, reservas de Silverpine, todos—olhando para a cratera fumegante.

Para Hades.

Para a ruína dele.

A voz de Silas cortou o silêncio—crua, desesperada, quebrada.

“ALPHA!”

Ele se transformou no meio do sprint, sua forma de lobo cruzando o campo de batalha, deslizando até parar ao lado do corpo de Hades.

“Não, não, não—HADES!”

O olho restante de Hades estava aberto—mal. Olhando para o nada.

Sangue por toda parte. Sangue demais.

“DELTA!” Silas rugiu. “DELTA, AGORA!”

Eles vieram correndo.

Mas mesmo de longe, Silas conseguia ver seus rostos.

Horror. Choque.

Dúvida.

Porque o lado esquerdo do crânio de Hades havia desaparecido.

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