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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 514

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Capítulo 514: Durma ao Meu Lado

24:26:35

Presa de Gelo

Hades voou para o acampamento e se transformou de volta, os Deltas nas suas costas desembarcando, assim como os gamas da Presa de Gelo vinham ao seu encontro, liderados por Silas.

“Bem-vindo, Alfa,” Silas cumprimentou, mas a luz em seus olhos havia se apagado tanto, que ele parecia mal estar presente. Ele estava ligeiramente curvado, em uma postura que não estava ali da última vez que Hades o viu.

Silas sempre foi do tipo que nunca mostrava emoção, exceto nojo e raiva. Mas isso dizia a Hades que as coisas estavam ruins, e julgando pela pilha de corpos que ainda eram carregados e partes de corpos recolhidas, era tão sombrio quanto ele temia.

“Ela está dentro,” Silas disse silenciosamente. “Eu vou te levar até ela. Eles logo estarão de volta, então temos que nos reagrupar.”

Hades assentiu, seguindo Silas em direção à tenda de comando.

Ele percebeu o jeito que Silas se movia—rígido, cuidadoso, como se algo dentro dele tivesse se quebrado e ele estivesse se mantendo inteiro por pura força de vontade.

“Quão ruim está?” Hades perguntou.

O maxilar de Silas se contraiu. “Perdemos trinta e cinco por cento das nossas forças. Os ferais primordiais são—” Ele parou. Engoliu em seco. “Eles são devastadores. Podemos retardá-los, mas não podemos matá-los. Não eficientemente.”

“E Maera?”

A expressão de Silas se fechou. “Veja por si mesmo.”

—

A aba da tenda se abriu.

Maera estava sentada em uma cadeira de rodas improvisada—montada a partir de caixas de suprimentos e estruturas de metal, um cobertor sobre o colo dela.

As pernas dela estavam lá—inteiras, curadas—mas inertes. Imóveis.

O rosto dela estava pálido, abatido, seus olhos avermelhados de tanto chorar.

Mas quando ela viu Hades, ela se endireitou, forçando algo como compostura em suas feições.

“Alfa,” ela disse, a voz rouca.

Hades deu um passo à frente, sua expressão cuidadosamente neutra. “Comandante.”

Ele se ajoelhou ao lado da cadeira de rodas, encontrando o olhar dela. “Eu ouvi o que aconteceu.”

O maxilar de Maera se contraiu. “Ainda estou funcional. Ainda posso ajudar—”

“Eu sei que você pode,” Hades disse calmamente. “Isso não está em questão.”

A respiração de Maera falhou, e por um momento, Hades pensou que ela poderia desmoronar. Mas ela se segurou.

“Precisamos discutir a estratégia,” ela disse, a voz firme. “Os ferais primordiais são a chave. Se conseguirmos neutralizá-los, podemos empurrar os gamas de volta. Mas como está—” Ela gesticulou para os relatórios espalhados sobre a mesa ao lado dela. “Estamos perdendo.”

Hades assentiu, levantando-se. “É por isso que estou aqui.”

Ele se moveu para a mesa, Silas juntando-se a ele, e espalhou um mapa tático.

“Os ferais primordiais,” Hades disse, seu dedo traçando as posições onde eles foram avistados. “Quatro deles. Todos marcados com a Marca de Malrik.”

Os olhos de Maera se aguçaram. “Seu Chalyx.”

“Sim.” A voz de Hades era sombria. “Esses ferais são mais fortes e rápidos, eles copiam Eve. Acho que ele não conseguiu fazer o suficiente com o que extraiu dela. Mas a Marca de Malrik neles pode ser nossa saída.”

“Você consegue quebrá-la?” Silas perguntou.

Hades hesitou. “Sim. Mas não é fácil.”

Maera se inclinou para frente, ainda tremendo, “Explique.” Ela cambaleou, mas Silas a segurou.

Hades exalou lentamente. “Meu uivo. Não é apenas som. Se eu uivar de perto, a compulsão se desfaz. Os ferais reverterão — ou eles caem mortos se seus corpos não conseguirem se sustentar, ou eles recobram a consciência se foram transformados recentemente o suficiente, acredito.”

“Então faça isso,” Silas disse imediatamente. “Quebre todos.”

“Eu não posso.” A voz de Hades era enfática. “Não todos de uma vez. Não nessa escala.”

Maera franziu a testa. “Por que não?”

“Porque sou parte vampiro,” Hades disse. “Tudo o que eu faço — todas as habilidades que tenho — tem um custo. Energia. Força vital. O uivo é *caro*. Se eu usá-lo em um grupo grande, queimarei minhas reservas muito rápido. Vou desmaiar. E ainda há a ameaça dos vampiros vindo.”

Ambos se estremeceram.

Silas encarou. “Quantos você pode quebrar de uma vez?”

“Quatro. Talvez cinco se eu forçar.” Hades encontrou seus olhos. “O que significa que posso lidar com os ferais primordiais. Mas só eles. O resto das forças inimigas — vocês terão que segurar.”

“Nós podemos fazer isso,” Maera disse imediatamente. “Se você eliminar os primordiais, podemos lidar com os gammas. Estudamos suas táticas. Agora sabemos como eles se movem.”

Hades assentiu. “Então esse é o plano. Quando eles voltarem, eu vou enfrentar os ferais primordiais diretamente. Vocês concentram fogo nos gammas inimigos. Quebramos sua formação, eliminamos sua vantagem e os empurramos para trás.”

“E se aparecerem mais primordiais?” Silas perguntou.

A expressão de Hades ficou sombria. “Então nos adaptamos. Mas com base nas informações que temos agora, Darius só tem quatro ativos no momento. Começaremos com esses.”

Por um momento, o silêncio caiu sobre a tenda.

Então Maera falou, sua voz mais suave. “Como estão Eve e os filhotes?”

Hades sentiu o aperto no peito.

“Os filhotes de Eve,” Maera disse, seus olhos brilhando. “Ouvi falar dos gêmeos. Sobre o que aconteceu com ela. Eles estão—”

“Vivos,” Hades disse rapidamente. “Todos os três. Eve está estável. Curando-se. Os filhotes estão—” Sua voz falhou. “Eles são fortes. Como ela.”

O rosto de Maera se desfez. “Bom. Isso é—isso é bom.”

“Maera—” Hades deu um passo à frente, sua voz suave. “Você salvou vidas aqui. Sustentou esta frente contra as adversidades impossíveis. Você e Silas. Obsidian te deve uma dívida que nunca poderemos pagar.”

“Eu não posso andar,” Maera sussurrou, lágrimas escorrendo. “Não posso lutar. Não posso—”

“Você salvou um general,” Hades disse firmemente. “Você se jogou na frente de um canhão. Você manteve esta linha com um terço de suas forças mortas e forças inimigas que deveriam ter te sobrecarregado. Você é uma *heroína*, Maera. Não deixe ninguém — incluindo você mesma — te dizer o contrário.”

Maera soluçou — grandes, ofegantes respirações — e Silas estava lá imediatamente, ajoelhando-se ao lado de sua cadeira de rodas, puxando um pano do bolso e gentilmente enxugando suas lágrimas.

“Está tudo bem,” Silas murmurou, sua voz baixa, destinada apenas para ela. “Você está bem.”

Maera se apoiou nele, apenas levemente, e a mão de Silas moveu-se para o ombro dela, estabilizando-a.

Hades os observava — essa comandante quebrada e o general que se recusava a sair do lado dela — e sentiu algo mudar em seu peito.

A guerra fazia coisas estranhas às pessoas.

Empurrava alguns para o isolamento, fazia-os recuar para dentro de si mesmos, construir muros para sobreviver ao horror.

Mas outros — outros ela empurrava *juntos*.

Forjando laços em sangue e desespero, encontrando consolo no sofrimento compartilhado.

Silas e Maera haviam lutado lado a lado por mais de um dia. Haviam salvado a vida um do outro. Haviam visto soldados morrerem, haviam feito escolhas impossíveis, haviam sangrado juntos na neve.

É *claro* que agora estavam próximos.

É *claro* que Silas ficou ao lado dela.

Era natural. Instintivo até.

Hades limpou a garganta suavemente. “Devemos nos preparar. Eles voltarão logo.”

Silas olhou para cima, assentiu, e então se voltou para Maera. “Você pode nos comandar daqui?”

Maera enxugou os olhos, endireitou-se. “Sim. Vou coordenar da tenda. Você vai para o campo.”

“Eu não vou te deixar—”

“Você *tem* que ir,” Maera disse firmemente. “Os gammas precisam de você lá fora. Eu ficarei bem aqui.”

Silas hesitou, então assentiu lentamente. “Tudo bem. Mas se acontecer algo—”

“Eu chamarei,” Maera disse. “Vá.”

Silas levantou-se, sua mão permanecendo no ombro dela por um momento a mais, então ele virou-se para Hades.

“Vamos acabar com isso,” Silas disse.

Hades assentiu. “Vamos.”

Eles saíram da tenda, na neve fria e ensanguentada.

Ao redor deles, as forças de Presa de Gelo estavam se reagrupando — checando armas, tratando feridas, se preparando para a próxima onda.

Hades podia sentir isso no ar.

A tensão. O medo.

A consciência de que essa próxima batalha poderia ser a última.

Mas eles a enfrentariam.

Juntos.

E quando os ferais primordiais viessem—

Hades estaria pronto.

—

Então Maera falou, sua voz mais suave. “Como estão Eve e os filhotes?”

Hades sentiu o puxão no peito.

“Os filhotes de Eve,” Maera disse, seus olhos brilhando. “Eu ouvi — sobre os gêmeos. Sobre o que aconteceu com ela. Eles estão—”

“Vivos,” Hades disse rapidamente. “Todos os três. Eve está estável. Se recuperando. Os filhotes estão—” Sua voz falhou. “Eles são fortes. Como ela.”

O rosto de Maera desmoronou. “Bom. Isso é — isso é bom.”

“Maera—” Hades deu um passo à frente, sua voz gentil. “Você salvou vidas aqui. Manteve esta frente contra probabilidades impossíveis. Você e Silas juntos. Obsidian deve a vocês uma dívida que nunca podemos pagar.”

“Eu não consigo andar,” Maera sussurrou, lágrimas caindo. “Eu não posso lutar. Eu não posso—”

“Você salvou um general,” Hades disse firmemente. “Você se lançou na frente de um canhão. Você manteve esta linha com um terço das suas forças mortas e forças inimigas que deveriam ter te esmagado. Você é uma *heroína*, Maera. Não deixe ninguém — incluindo você mesma — te dizer o contrário.”

Maera soluçou — grandes, respirações trêmulas — e Silas estava lá imediatamente, caindo de um joelho ao lado de sua cadeira de rodas, puxando um pano do bolso e limpando gentilmente suas lágrimas.

“Está tudo bem,” Silas murmurou, sua voz baixa, destinada apenas a ela. “Você está bem.”

Maera se apoiou nele, apenas levemente, e a mão de Silas moveu-se para o ombro dela, estabilizando-a.

Hades os observava — essa comandante quebrada e o general que se recusava a sair do lado dela — e sentiu algo mudar em seu peito.

A guerra fazia coisas estranhas às pessoas.

Empurrava alguns para o isolamento, fazia-os recuar para dentro de si mesmos, construir muros para sobreviver ao horror.

Mas outros — outros ela empurrava *juntos*.

Forjando laços em sangue e desespero, encontrando consolo no sofrimento compartilhado.

Silas e Maera haviam lutado lado a lado por mais de um dia. Haviam salvado a vida um do outro. Haviam visto soldados morrerem, haviam feito escolhas impossíveis, haviam sangrado juntos na neve.

É *claro* que agora estavam próximos.

É *claro* que Silas ficou ao lado dela.

Era natural. Instintivo até.

Hades limpou a garganta suavemente. “Devemos nos preparar. Eles voltarão logo.”

Silas olhou para cima, assentiu, e então se voltou para Maera. “Você pode nos comandar daqui?”

Maera enxugou os olhos, endireitou-se. “Sim. Vou coordenar da tenda. Você vai para o campo.”

“Eu não vou te deixar—”

“Você *tem* que ir,” Maera disse firmemente. “Os gammas precisam de você lá fora. Eu ficarei bem aqui.”

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