Ler Romance
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
Avançado
Entrar Cadastrar-se
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
  • Romântico
  • Fantaisie
  • Urbano
  • MAIS
    • MISTÉRIO
    • Geral
    • Ação
    • Comédia
    • Magia
    • Histórico
Entrar Cadastrar-se
Anterior
Próximo

A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 513

  1. Home
  2. A Luna Amaldiçoada de Hades
  3. Capítulo 513 - Capítulo 513: Cannonfire
Anterior
Próximo

Capítulo 513: Cannonfire

Presa de Gelo

“Eu sei, eu sei, só—DELTA!”

Eles vieram correndo.

Três deles. Rostos pálidos. Exaustos. Eles estavam curando por mais de um dia inteiro.

A Delta líder—caiu de joelhos ao lado de Maera, mãos já brilhando, e seu rosto ficou branco.

“Oh deuses—”

“SALVEM ELA!” Silas gritou.

As mãos da Delta moveram-se sobre o corpo de Maera, luz dourada derramando-se na carne destruída. Os outros dois Deltas se juntaram a ela, suas mãos brilhando, trabalhando freneticamente.

“Trauma maciço na coluna lombar,” um deles disse, a voz tensa. “A cauda equina está—desaparecida. Despedaçada.”

“Perdendo sangue,” outro Delta disse. “Precisamos parar a hemorragia primeiro ou ela estará morta em minutos.”

“Façam!” Delta estalou.

Suas mãos pressionaram o corpo inferior de Maera, luz brilhando mais intensamente. A hemorragia começou a diminuir—vasos sendo selados, tecido se unindo.

Mas as pernas dela—

As pernas dela estavam em ângulos errados, imóveis.

“Silas,” A Delta disse, sem olhar para cima. “Você precisa se afastar. Nos dê espaço.”

“Eu não vou sair—”

“Afaste-se.”

Silas cambaleou para trás, mãos escorregadias com o sangue de Maera, observando impotente enquanto os Deltas trabalhavam.

Ao redor deles, a batalha ainda rugia—mas agora distante, abafada, como se estivesse acontecendo em outro mundo.

Tudo o que existia era Maera.

Morrendo na neve.

—

O rosto da Delta estava tenso de concentração, suor brotando em sua testa apesar do frio.

“Ela está estabilizando,” um dos outros Deltas disse. “O sangramento parou. Mas o dano nos nervos—”

“Eu vejo,” Ela disse sombriamente.

Ela puxou as mãos para trás, olhando para a base destruída da coluna de Maera.

“O quê?” Silas exigiu. “O que há?”

Ela olhou para ele, e seus olhos estavam cheios de exaustão e tristeza.

“A cauda equina,” ela disse baixinho. “É um feixe de nervos na base da coluna. Controla tudo abaixo da cintura—pernas, bexiga, intestinos, sensação, movimento. É uma das redes nervosas mais complexas do corpo.”

“Você pode consertar?” A voz de Silas estava desesperada.

Ela hesitou. “Em teoria? Sim. Mas levaria horas. Talvez mais. A regeneração de nervos é um trabalho delicado. Precisão. Cada conexão precisa ser perfeita ou não funciona.”

“Então faça.”

“Nós não podemos.” A Delta ao lado da Delta líder—um homem mais jovem, mal se mantendo de pé—falou. “Estamos curando há mais de vinte e seis horas. Estamos funcionando no limite. Podemos salvar a vida dela—reconstruir o tecido, parar o sangramento, mantê-la viva. Ou podemos tentar regenerar os nervos perfeitamente e arriscar matá-la se ficarmos sem energia no meio.”

Silas encarou. “Você está dizendo—”

“Precisamos escolher,” ela disse, a voz se quebrando. “A vida dela. Ou as pernas dela.”

“Isso não é uma escolha!” Silas rugiu. “Você salva os dois!”

“Nós não podemos!” A voz da Delta se partiu. “Sinto muito, Silas, mas não podemos! Não temos o suficiente! Se tentarmos fazer os dois e falharmos, ela morre. É isso que você quer?”

Silas abriu a boca. Fechou-a.

Olhou para Maera.

Os olhos dela estavam abertos. Olhando para ele. Lágrimas escorrendo pelo rosto.

Ela tinha ouvido tudo.

“Maera—” Silas caiu de joelhos ao lado dela.

“Faça,” Maera sussurrou. Sua voz era tão fraca que ele mal podia ouvi-la. “Salve… minha vida.”

“Maera—”

“Por favor.” A mão dela se contraiu, encontrou a dele. Apertou fracamente. “Eu não… quero morrer.”

A garganta de Silas se fechou. Ele olhou para a Delta líder.

“Salve ela,” ele disse roucamente. “Faça o que tiver que fazer. Apenas—salve ela.”

Ela assentiu, lágrimas escorrendo pelo rosto.

“Vamos criar caminhos autonômicos básicos,” ela disse, mãos já brilhando novamente. “O suficiente para manter o tecido vivo. Manter a circulação. Mas os nervos motores, os nervos sensoriais—não conseguiremos regenerá-los. Não corretamente. Ela vai—” Ela parou. Engoliu. “As pernas dela vão cicatrizar. Mas ela não conseguirá movê-las. Não vai conseguir senti-las.”

Maera soluçou—um som quebrado, dilacerante.

“Sinto muito,” ela sussurrou. “Eu sinto muito, muito mesmo.”

Então ela e os outros Deltas se curvaram sobre Maera, mãos brilhando com luz dourada, derramando tudo o que tinham para mantê-la viva.

—

Do outro lado do campo de batalha, James estava congelado.

O canhão tinha caído de suas mãos.

Ele estava olhando para sua mãe.

Para o sangue.

Nos Deltas, trabalhando freneticamente.

Em Silas, ajoelhado ao lado dela, coberto com o sangue dela.

“Não,” James sussurrou.

Ao redor dele, suas forças estavam recuando—puxadas pela aparição de mais reforços Obsidian.

Mas James não se moveu.

Não conseguia se mover.

“MÃE?”

Ela não respondeu.

Não conseguia ouvi-lo.

“BETA, PRECISAMOS IR!” um de seus gammas gritou. “AGORA!”

Mãos agarraram James, puxando-o para trás.

“Não—espere—eu preciso—MÃE!”

Mas eles não pararam.

Seu selvagem prime o agarrou pela nuca, levantando-o fisicamente, e correu.

James lutava, gritando, estendendo-se de volta em direção ao campo de batalha.

Em direção à sua mãe.

“EU NÃO QUERIA! EU ESTAVA MIRANDO NELE! MÃE, DESCULPA! MÃE!”

Mas ela não ouviu.

E então as árvores os engoliram.

Desaparecido.

—

25:50:00

Os Deltas finalmente recuaram, mãos enfraquecendo, rostos cinzentos de exaustão.

Maera jazia na neve, respirando superficialmente.

A parte inferior de seu corpo estava—curada. Intacta. A carne estava selada, o osso reconstruído, o sangramento parado.

Mas suas pernas estavam caídas. Inertes.

Ela recostou-se, balançando de exaustão.

“Está feito,” ela sussurrou. “Ela vai viver.”

Silas exalou—um som entre um soluço e uma risada.

“Obrigado,” ele disse rouco. “Obrigado—”

“Não me agradeça ainda,” Ela disse tranquilamente. Ela olhou para Maera. “O tecido está curado. O osso está inteiro. O fluxo sanguíneo é normal. Mas os nervos—” Ela parou. “Desculpe. Fizemos o que pudemos.”

A mão de Maera se contraiu.

Ela tentou mover as pernas.

Nada.

Tentou de novo.

Nada.

“Eu não consigo—” A voz dela falhou. “Eu não consigo senti-las.”

“Eu sei,” ela disse suavemente.

“Eu não consigo movê-las.”

“Eu sei.”

O rosto de Maera se desfez. “Não. Não, por favor—”

“Sinto muito,” ela sussurrou. “Salvamos sua vida. Mas os nervos—eles estão muito danificados. Muito complexos. Não conseguimos—” A voz dela falhou. “Sinto muito.”

Maera olhou para as pernas—inteiras, intactas, inúteis—e soluçou.

Grandes, dolorosos sons que rasgaram o ar.

Silas se moveu para o lado dela, segurando sua mão.

“Maera—”

“Ele levou minhas pernas,” ela sussurrou entre lágrimas. “Ele levou minhas pernas, Silas.”

“Você está viva,” Silas disse, sua voz feroz. “Você está viva. Isso é o que importa.”

“Sou uma soldado,” Maera disse, sua voz oca. “Sou uma comandante. Como vou—eu não consigo nem ficar de pé.”

“Você me salvou,” Silas disse. “Você se jogou na frente de um canhão para me salvar. Isso é—” A voz dele falhou. “Isso é a coisa mais corajosa que já vi.”

“Você não está quebrada.” Silas apertou a mão dela. “Você está viva. E vamos descobrir o resto. Juntos.”

Maera fechou os olhos, lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

Ao redor deles, o campo de batalha estava coberto de corpos.

Presa de Gelo resistira.

Mas o custo—

O custo estava escrito em sangue e ossos quebrados e nas pernas inúteis de Maera.

E em algum lugar nas árvores, James estava gritando.

Anterior
Próximo
  • Início
  • 📖 Sobre Nós
  • Contacto
  • Privacidade e Termos de Uso

2025 LER ROMANCE. Todos os direitos reservados

Entrar

Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Cadastrar-se

Cadastre-se neste site.

Entrar | Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Esqueceu sua senha?

Por favor, insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.

← Voltar paraLer Romance

Report Chapter