Ler Romance
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
Avançado
Entrar Cadastrar-se
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
  • Romântico
  • Fantaisie
  • Urbano
  • MAIS
    • MISTÉRIO
    • Geral
    • Ação
    • Comédia
    • Magia
    • Histórico
Entrar Cadastrar-se
Anterior
Próximo

A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 509

  1. Home
  2. A Luna Amaldiçoada de Hades
  3. Capítulo 509 - Capítulo 509: Uma Apreensão Materna
Anterior
Próximo

Capítulo 509: Uma Apreensão Materna

Ela piscou, olhando para o casaco, depois para ele. Demorou um tempo antes que ela falasse. “Obrigada.”

Silas assentiu uma vez, acomodando-se de volta na posição.

A tenda caiu novamente em silêncio—apenas o zumbido do equipamento, o vento distante, o ocasional crepitar da comunicação.

Então Maera se enrijeceu.

“Movimento,” ela disse abruptamente, olhos fixos no radar.

Silas estava ao lado dela num instante. “Onde?”

Ela apontou. “Noroeste. Múltiplos contatos. Trinta—não, quarenta assinaturas. Movendo-se em formação.”

Silas estudou a tela. Os pontos se moviam com propósito. Coordenados. Deliberados.

“Não são selvagens,” ele murmurou.

“Não.” A mandíbula de Maera se apertou. “Gammas. Transformados. Estão vindo rápido.”

Silas acionou sua comunicação. “Todas as unidades, contato com o inimigo chegando. Abordagem noroeste. Mais de quarenta hostis transformados. Preparem-se para o combate corpo a corpo.”

Aceitações cracklearam de volta.

Maera se levantou, o casaco escorregando de seus ombros. Ela o segurou por um momento, depois o colocou de lado cuidadosamente.

“Boa sorte,” ela disse baixinho.

Silas parou, virando-se para olhar para ela.

Foi a primeira coisa real que ela disse a ele em horas—talvez mais. Não táticas. Não atualizações. Apenas… *palavras*.

Algo brilhou em seus olhos. Algo que parecia quase como medo.

Não por ela mesma.

Por ele.

A expressão de Silas permaneceu estoica, mas ele assentiu uma vez. “Você também.”

Então ele estava se movendo—saindo da tenda, para o frio.

—

55:25:00

O inimigo apareceu na linha das árvores.

Lobos—massivos, coordenados, movendo-se com a disciplina de soldados treinados. Não a carga desordenada e sem mente dos selvagens. Esses eram *gammas*, e sabiam o que estavam fazendo.

Silas mudou de forma no meio da passada—ossos estalando, pelos surgindo, sua forma de lobo maior e mais marcada por batalhas do que a maioria. Ao seu redor, as forças de Presa de Gelo faziam o mesmo—uma onda de lycans avançando para encontrar a ameaça.

“Mantenham o centro!” A voz de Silas ressoou—parte rosnado, parte comando. “Asas, preparem-se para flanquear ao meu sinal!”

O inimigo atacou.

Quarenta lobos, movendo-se em uma formação apertada—ponta de lança na frente, flancos protegendo os lados. Formação de assalto clássica.

Mas Silas já a tinha visto antes.

E ele sabia como quebrá-la.

“Centro, MANTENHA!” ele rugiu.

Sua linha avançada se firmou—vinte lycans formando uma parede defensiva. O inimigo colidiu com eles com força esmagadora. Garras encontraram garras. Mandíbulas estalaram. Sangue espirrou pela neve.

Mas Presa de Gelo resistiu.

O inimigo pressionou mais forte, tentando romper—focado inteiramente no centro.

*Perfeito.*

“Asas, AGORA!”

De ambos os lados, as forças de flanqueamento de Presa de Gelo avançaram—trinta lycans dividindo-se em dois grupos, abrindo passagem pelas árvores. O inimigo não os viu chegando. Não *sabia* que eles estavam lá até que fosse tarde demais.

A asa esquerda atacou primeiro—colidindo com o flanco direito do inimigo com força devastadora. Lobos caíram, desordenados, pegos de surpresa.

Então a ala direita atacou—cortando o lado esquerdo do inimigo, garras e dentes rasgando os flancos expostos.

A formação inimiga se despedaçou.

De repente, eles estavam cercados—o centro de Presa de Gelo os mantendo no lugar, as asas de Presa de Gelo fechando-se dos dois lados. Sem ter para onde correr. Sem ter para onde recuar.

Foi uma chacina.

Silas rasgou o caos—sua forma de lobo maciça era um borrão de pelo prateado e violência. Ele pegou um inimigo Gamma pela garganta, mordeu, sentiu o osso se quebrar. Soltou. Moveu-se para o próximo.

Ao redor dele, suas forças lutavam com brutal eficiência. Nenhum movimento desperdiçado. Nenhuma hesitação. Apenas *execução*.

O inimigo tentou reagrupar—tentou formar um círculo defensivo—mas era tarde demais. Presa de Gelo os cercava, superava-os dois-para-um em poder de combate efetivo.

Em minutos, tudo havia acabado.

Lobos inimigos jaziam espalhados pela neve—alguns mortos, alguns feridos e choramingando, alguns poucos fugindo de volta para as árvores.

Silas voltou à forma humana, respirando pesado, sangue escorrendo por seus braços e peito.

“Revistem o perímetro,” ele ordenou. “Certifiquem-se de que nenhum deles se reagrupe. Deltas, cuidem dos nossos feridos. Gammas, assegurem os prisioneiros.”

Suas forças se moveram imediatamente—disciplinadas, eficientes.

Maera apareceu ao seu lado, sua própria forma de lobo voltando ao normal. Ela estava coberta de sangue—nem todo dele era dela—e havia um corte em seu ombro, mas ela estava de pé.

“Limpo,” ela disse, sua voz demonstrando uma impressão relutante. “Foi limpo.”

Silas assentiu, observando o campo de batalha. “Eles eram bons. Mas previsíveis. Darius está nos testando. Vendo como respondemos.”

“E agora ele sabe.”

“Agora ele sabe.” A mandíbula de Silas se apertou. “Isso significa que a próxima onda será mais difícil.”

Os olhos de Maera se voltaram para a linha das árvores—escura, silenciosa, esperando.

“Quanto tempo até a próxima?” ela perguntou baixinho.

“Horas. Talvez menos.” Silas se voltou para ela. “Você lutou bem.”

Maera piscou, claramente surpresa pelo elogio. Então, lentamente, ela assentiu. “Você também.”

Por um momento, eles ficaram na neve ensanguentada, dois comandantes que mal haviam falado em dezessete horas, finalmente reconhecendo um ao outro.

Então Silas se afastou. “Faça aquele ombro ser tratado. Precisamos de você afiada para o próximo ataque.”

Maera bufou—algo que poderia ter sido uma risada. “Você também, Comandante. Você também.”

Mas por baixo do humor, ela usava como fachada, sua apreensão estava clara. Era a maneira como seus olhos ainda se moviam furtivamente, tão clandestinamente quanto ela conseguia.

Ela estava de olho no nosso inimigo.

O filho dela.

—-

46:00:07

Égide – Cobertura das Alturas Lunares

No absoluto silêncio da alcateia, daria para escutar uma agulha caindo. Era como se os civis trancados em suas casas não existissem.

A alcateia inteira podia ser uma cidade fantasma.

Então, quando o primeiro tiro ecoou—o primeiro em vinte e seis horas—toda a alcateia estremeceu.

Cain estava com uma perna na beirada do telhado, seus olhos alertas e buscando pela distância, até que viu a fumaça.

O sinal.

Ele clicou na frequência.

“Aqui é Alturas Lunares,” disse Cain, sua voz calma apesar do pico de adrenalina. “Confirme o sinal. Qual é seu status?”

Estáticos pipocaram por um momento, então a voz de Freddie surgiu—tensa, controlada, mas urgente.

“Contato hostil, setor oeste. Aproximadamente vinte Gammas inimigos, transformados. Eles estão avançando em direção aos distritos residenciais—tentando romper o perímetro.”

A mandíbula de Cain se apertou. Distritos residenciais. Famílias. Crianças escondidas em suas casas.

“Mantenha-os no perímetro,” Cain ordenou. “Não os deixe entrar na cidade. Desloque as Unidades Móveis Dois e Quatro para suporte. Estou coordenando das Alturas Lunares.”

“Entendido, Comandante. Engajando—”

Tiros irromperam pela comunicação—rajadas agudas e staccato que crepitaram pelo alto-falante.

E então, atrás dele, um som que fez seu sangue gelar.

Um grito.

“Não!”

Cain girou.

Ellen estava se debatendo contra as braçadeiras—olhos arregalados, selvagens, sem ver. Todo o seu corpo convulsionava, forçando-se contra as restrições de metal que seguravam seus braços para cima.

“Por favor, não atire!” ela gritou, sua voz crua e desesperada. “Por favor! Eu serei boa! Eu vou—eu vou—”

“Ellen!” Cain deixou cair a comunicação e estava ao lado dela em um instante. “Ellen, sou eu! É o Cain! Você está segura!”

Mas ela não o estava ouvindo.

Seus olhos estavam distantes, fixos em algo que só ela podia ver. Lágrimas desciam por seu rosto. Sangue escorria de seu nariz.

“Não atire—não—” Sua voz se quebrava em soluços. “Desculpe—desculpe—”

“Ellen, olhe para mim!” Cain segurou seu rosto, forçando-a a encontrar seus olhos. “Você não está lá. Você está aqui. Comigo. Você está segura!”

Seus olhos reviraram.

Seu corpo ficou mole.

O estômago de Cain afundou.

“ELLEN!”

O escudo acima deles piscou.

Por meio segundo—apenas meio segundo—a barreira invisível que segurava a radiação da Lua de Sangue desapareceu.

O calor atingiu Cain como um golpe físico. Sua pele queimou. O ar tremeluziu, distorcendo-se com energia tóxica.

O calor seco…

Então o escudo voltou ao lugar.

Deltas vieram correndo—irrompendo pela porta de acesso do telhado, kits médicos em mãos.

“O que aconteceu?” A delta exigiu, caindo de joelhos ao lado de Ellen.

“O tiro—ela entrou em pânico—eu não sei—” As mãos de Cain tremiam. “Ela desmaiou. O escudo oscilou. Eu preciso que você a conserte.”

As mãos da delta brilharam enquanto ela as pressionava contra o peito de Ellen, seu rosto tenso de concentração. “Os sinais vitais dela estão caindo. Ritmo cardíaco irregular. Respiração superficial. Ela está—” seus olhos se arregalaram. “Ela está desligando. O corpo dela não aguenta mais a tensão.”

“Então relaxe-a!” Cain respondeu bruscamente.

“Eu não posso!” A voz da delta estava desesperada. “Ela está segurando o escudo há mais de um dia. Seu sistema nervoso está queimado. O cérebro dela está—” Ela parou, engolindo em seco. “Ela não está respondendo à cura. É como se o corpo dela simplesmente… desistiu.”

“Não.” A voz de Cain era vazia. “Não, ela não desistiu.”

Ele se inclinou sobre Ellen, segurando seu rosto com ambas as mãos.

“Ellen,” ele disse, sua voz firme. “Ellen, eu sei que você pode me ouvir. Você ainda está aí. Volte. Volte para mim.”

Nada.

Seu peito mal subia. Seus lábios estavam ficando azuis.

Cain fechou os olhos e alcançou.

Não com suas mãos. Com sua mente.

Ele não sabia se funcionaria—não sabia se a radiação da Lua de Sangue tinha alguma propriedade psíquica, alguma conexão que ele pudesse explorar. Mas ele tinha que tentar.

Ellen.

Ele enviou o pensamento como uma linha de vida, mergulhando no espaço onde sua consciência deveria estar.

E ele a encontrou.

Malmente.

Um lampejo. Uma faísca. Afogando-se na escuridão.

Ellen, é Cain. Siga minha voz. Volte.

A faísca oscilou.

Você não está sozinha. Eu estou aqui. Eu estou com você.

O corpo dela se contraiu.

“Ela está respondendo!” A Delta disse, sua voz afiada de esperança. “Continue!”

Cain inclinou-se mais próximo, sua testa pressionada à de Ellen.

Volte, Ellen. Por favor. A cidade precisa de você. Eu preciso de você. Não me deixe.

As pálpebras dela tremeram.

Mas ela ainda não estava respirando.

“Ela não está recebendo oxigênio,” a Delta disse urgentemente. “Os pulmões dela—”

Cain não esperou.

Ele inclinou a cabeça de Ellen para trás, apertou seu nariz e selou sua boca sobre a dela.

Uma respiração.

Duas.

O peito dela subiu ligeiramente.

“De novo!” Ela ordenou, suas mãos brilhando mais forte sobre o coração de Ellen.

Cain soprou nela novamente. E de novo.

Vamos, Ellen. Respire. Apenas respire.

O corpo dela sacudiu.

Ela arfou—um som áspero, engasgado—e seus olhos se abriram.

Turquesa. Desfocados. Aterrorizados.

“Está tudo bem,” Cain sussurrou, ainda segurando seu rosto. “Você está bem. Eu estou com você.”

Ellen olhou para ele, lágrimas escorrendo pelo seu rosto, todo seu corpo tremendo.

“C-Cain?” A voz dela era tão fraca que ele mal podia ouvi-la.

“Eu estou aqui.”

“O—a arma—” Ela interrompeu, soluçando. “Ele está vindo para mim—”

“Eles não estão,” Cain disse firmemente. “Você está segura. Você está comigo. E você está viva.”

A respiração de Ellen vacilou, e ela acenou fracamente com a cabeça.

Ela se recostou, exalando tremulamente. “Ela está estável. Por enquanto. Mas Cain—” Ela olhou para ele, sua expressão sombria. “Ela não pode aguentar muito mais. Se ela desmaiar de novo—”

“Ela não vai,” Cain disse.

Mas enquanto ele dizia isso, não tinha certeza se acreditava.

Os olhos de Ellen já estavam se fechando de novo, seu corpo cedendo nas braçadeiras.

“Fica comigo,” Cain sussurrou, sua mão ainda no rosto dela. “Só mais um pouco. Por favor.”

Os lábios de Ellen se moveram, mal formando palavras.

“Tentando…”

E acima deles, o escudo se manteve.

Malmente.

Anterior
Próximo
  • Início
  • 📖 Sobre Nós
  • Contacto
  • Privacidade e Termos de Uso

2025 LER ROMANCE. Todos os direitos reservados

Entrar

Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Cadastrar-se

Cadastre-se neste site.

Entrar | Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Esqueceu sua senha?

Por favor, insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.

← Voltar paraLer Romance

Report Chapter