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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 249

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249: O Último Prego no Caixão Dela 249: O Último Prego no Caixão Dela Eve
Eu engoli em seco, tentando desfocar as outras pessoas na sala que pareciam estar me encarando.

Agora que me foi dada a chance de falar—o que era mais do que eu achava que conseguiria—tecer uma rede tão bem planejada de mentiras e enganos parecia intimidador. Colocar isso em palavras seria tão complexo quanto a conspiração em si.

“Eu não me lembrava antes, até recuperar Rhea. Não estou tentando me livrar da culpa ao dizer que não estava completamente no controle…”

Felícia zombou. “Mas você ainda estava no controle,” ela disparou, sua voz afiada o bastante para cortar. “É isso que importa. Você sabia que era culpada, então escolheu ficar em silêncio. Escolheu mentir.”

Eu a ignorei—mas ela não mentiu, não totalmente.

Se eu a reconhecesse, eu afundaria.

Eu me concentrei nele.

Hades.

Ele não se mexeu. Não piscou. Apenas ficou lá, me encarando com a imobilidade de um homem decidindo se esmagaria uma chama ou a deixaria tremular pela última vez.

Eu mantive meus olhos nele. Minha voz tremeu, mas eu avancei, tentando não lutar contra minhas amarras.

Talvez se eu apenas me submetesse…

“Eu não sabia o que eu era. Não realmente. Eu sabia que algo estava errado—eu sentia. Como se estivesse assistindo de dentro para fora. Distante. Como vidro entre mim e o mundo. Mas eu estava fraturada. E aquela noite… foi orquestrada.”

Outra pausa.

Outra respiração que tive de forçar para dentro.

“A amostra de sangue de sua família foi disponibilizada…”

Eu pude sentir o momento em que minhas palavras afundaram. A sala parecia prender a respiração—todos, exceto Hades.

Hades não se mexeu.

Não respirou.

Não visivelmente.

Mas algo mudou em sua aura—tão sutil, tão controlado, que apenas alguém que tinha passado noites suficientes memorizando o ritmo de sua respiração perceberia.

Eu percebi.

As sobrancelhas de Kael se franziram.

Os lábios de Lucinda se abriram ligeiramente, o horror começando a florescer em suas feições.

Eu pude ver os olhos de Felícia se movendo, seu rosto ficando pálido.

Mas foi Montegue quem avançou, sua voz áspera, trêmula. “O que você está dizendo?”

Eu olhei para ele, então para Hades novamente. “…Eu estou dizendo que alguém deu acesso a eles. Alguém de dentro de Obsidian. Alguém que queria que sua família fosse rastreada naquelas densas florestas. Mesmo com as coordenadas, não seria possível localizar a posição deles a tempo.”

Outro silêncio percorreu a sala. Desta vez mais frio. Mais apertado. Como se cada respiração que seguisse pudesse rachar as próprias paredes.

Os olhos de Felícia se arregalaram. “Isso é absurdo,” ela disse rapidamente. “Não há como—”
“Eu não mencionei nenhum nome,” eu a interrompi, olhos fixados em Hades. “Mas você já está entrando em pânico.”

“Mentiras!” ela sibilou. “Você dirá qualquer coisa para transferir a culpa—”
“Basta,” a voz de Hades cortou o caos.

Até eu estremeci.

Ele ainda não tinha se movido, mas o ambiente sucumbiu sob sua presença. Sua voz não estava elevada. Não precisava estar.

“Deixe-a falar.”

Felícia cerrou o maxilar, tremendo de fúria. Lucinda colocou suavemente uma mão no braço de sua filha—mas seu próprio rosto estava pálido como um fantasma.

Eu inspirei lentamente. Depois expirei.

“Isso não foi apenas um massacre,” eu continuei. “Foi uma armadilha. Vocês eram muitos. Muito poderosos. Muito preparados. Mas eles sabiam exatamente onde vocês estariam—quem estaria onde. Como atacar. Porque alguém tornou isso possível.”

Meu olhar não vacilou.

“Eu lutei naquela noite drogada. Despertada. Sangrada. Eu me lembro do cheiro—sangue familiar, sangue real impregnando o ar antes mesmo de eu me transformar. Antes de eu perder o controle. Como um grupo estrangeiro conseguiria esse tipo de acesso?” O pensamento rastejou em minha mente.

Sem resposta.

Ninguém ousou fazer um som.

Minha voz caiu, se estabilizando. “O sangue de sua família foi usado para rastrear seus movimentos. A única forma de fazer isso… foi se alguém o tivesse dado a eles. Alguém que queria que eles desaparecessem.”

Eu olhei para Felícia, devagar e deliberada. “Alguém que tinha acesso. Alguém que era confiável. Alguém perto o suficiente da família real.” Alguém da família real.

As narinas de Felícia inflaram. “Você acha que isso prova alguma coisa? Você acha que essa pequena história te salva?”

“Eu me lembro que ela disse que não era o alvo quando eu a ataquei.”

“O quê!” Lucinda exclamou, avançando. “Você ao menos ouve a si mesma? Você ao menos sabe o que está dizendo?”

“Sim,” eu respondi, olhando diretamente para ela. “Houve alvos naquela noite—alvos que sua filha queria mortos.” A raiva vazou para a minha voz.

“Não se atreva a distorcer isso…” Felícia gritou.

“Como você tem feito nos últimos anos?” eu me peguei gritando de volta. “Você diz que estava lá, mas eu também estava. Eu me lembro agora.”

“Que conveniente,” Montegue observou amargamente.

“Quão conveniente foi que ela foi a única que sobreviveu.” Eu retruquei.

A risada de Felícia foi afiada e quebradiça. “Então esse é o seu grande arco de redenção?” ela cuspiu. “Você os matou e agora está brincando de detetive? Você espera que acreditemos em você em vez de em mim?”

“Eu espero que vocês escutem,” eu retruquei, mesmo enquanto minha voz tremia.

Lucinda avançou, voz fria e trêmula. “Ela está se desviando. Está afundando em sua própria culpa e se agarrando a qualquer coisa para nos arrastar junto com ela.”

“Eu perdi minha filha,” Montegue rosnou, apontando um dedo trêmulo para mim. “Eu não me importo com os truques que você invente, com as histórias que você teça. Você não é a vítima aqui, Princesa. Você é o monstro que deveríamos ter eliminado anos atrás.”

Kael permaneceu em silêncio, mas a tensão em seu queixo dizia tudo. Nem mesmo ele estava pronto para me defender.

Felícia estava furiosa agora, quase tremendo. “Você se lembra de uma frase e de repente é uma confissão? Você me atacou, você! Você quase me matou, Princesa! E agora você está dizendo que eu deixei acontecer? Você está louca!”

“Ela não está louca,” Hades disse calmamente, mas não havia defesa em seu tom—somente cálculo.

Sua voz cortava, atravessando a crescente histeria como gelo. Mas ele ainda não tinha escolhido um lado.

Ainda não.

Montegue avançou um passo. “Que prova você tem? Você acha que vamos simplesmente acreditar na sua palavra? Depois do que você fez?”

“Eu não preciso que vocês acreditem em mim,” eu disse, minha voz rachando sob o peso das condenações deles. “Eu só preciso que vocês escutem.”

Felícia riu novamente, descontrolada. “Já ouvimos mentiras demais suas. A única coisa que está clara agora é que você dirá qualquer coisa para sair de sua tumba.”

As palavras deles me mordiam—cortantes, implacáveis, merecidas.

Mas eu me obriguei a encarar cada olhar. Eu esperava isso. A resistência. A fúria. A desesperança de fazer de mim a única vilã.

Eu também esperava a solidão.

Mas o que eu não esperava—
Era o quanto ainda doía.

Eu me virei para Hades.

E eu disse a única coisa que não tinha intenção de dizer.

A voz de Montegue cortou o ar como um chicote. “Então onde está?” ele rosnou. “Onde está essa prova que você convenientemente esqueceu até agora?”

Lucinda cruzou os braços firmemente contra o peito. “Tudo o que você tem feito é falar. Torcer cada palavra para se pintar como algo diferente do que você é. Se quer ser acreditada, Princesa, então nos dê algo. Mostre-nos.”

Felícia zombou. “Isso mesmo. Chega de dramatizações. Você não é a única que sabe como fazer um espetáculo.”

Eu engoli o gosto amargo na garganta, meu olhar fixo em Hades. Ele ainda não tinha falado. Ainda não tinha se movido. Mas eu podia sentir o peso do silêncio dele pressionando sobre mim mais do que qualquer acusação.

“Você tem evidências?” Kael perguntou por fim, seu tom cauteloso—mas não gentil. “Algo além de uma memória e um nome?”

Eu hesitei—por apenas um instante. Eu engoli, pronta para incendiar tudo, apenas um teste.

Então eu falei. “Vocês acham que Felícia não teve um motivo, é por isso que é tão difícil acreditar?”

“Não há motivo nenhum!” Felícia chorou. “Danielle era minha irmã. Leon era meu marido—o pai do meu filho.”

“Não havia filho nenhum!” eu retruquei. “Você não estava grávida.”

O ar tornou-se inflamável. Os suspiros percorreram a sala como uma onda de choque. O próprio ar tremia.

Felícia ficou absolutamente imóvel.

A mão de Lucinda foi direto à boca, seus olhos arregalados.

O maxilar de Montegue se abriu, chocado em silêncio.

Até a expressão de Kael mudou—afiada, alerta, atônita.

Mas Hades… Hades não se movia.

Nem um movimento. Nem um piscar. Mas algo por trás dos seus olhos virou pedra.

A voz de Felícia foi a primeira a quebrar—rouca e estridente. “Você está louca.”

Eu a encarei, minha voz quieta, mas cortante. “Não havia filho nenhum. Você mentiu. Apenas Danielle estava grávida—e você sabe disso.”

“Isso é mentira!”

A voz de Hades veio por fim—medida, baixa, e recheada com algo cortante.

“Uma acusação falsa contra uma mulher em luto é algo grave, Princesa.”

Os olhos dele finalmente se voltaram para mim. Frios. Cortantes. Mas sob isso… um lampejo de algo volátil. Algo ferido.

O tipo de raiva que fervilha antes de explodir.

“Se você estiver mentindo—”
“Eu não estou,” eu disse rapidamente, minha voz rachando sob o peso do olhar dele. “E eu posso provar. Só preciso de uma coisa.”

Seu maxilar se contraiu. “O quê?”

Eu não pisquei. “O teste de paternidade de Elliot. Elliot é a resposta. É Elliot.”

O silêncio era uma lâmina.

E então—
Hades riu.

Mas não foi uma risada de alegria.

Não foi de surpresa.

Foi cruel.

Foi a risada de um homem que sangrou demais para acreditar em esperança e ouviu mentiras demais para ouvir a verdade quando entregue a ele.

Ecoou pelas paredes estéreis, ricocheteando como estilhaços.

“Hades…”

“O que mais você quer saber sobre meu sobrinho,” ele disparou. “Não abusou da sua posição o bastante? Não o traumatizou o suficiente?”

“Ele é seu filho…” eu sussurrei, quase sem fôlego sob o peso de sua ira.

A única reação que eu obtive foi seu sorriso se alargando—amargamente. Mas não tocava os olhos dele.

Meu coração se apertou dolorosamente.

Para ele, minhas palavras eram cinzas. Inconsequentes. Tarde demais.

“Que poético,” Hades disse, voz como vidro sob os pés. “Você assassina meu sangue, profana minha confiança, e agora joga a carta final—meu ‘filho’. Mais mentiras, mais engano. Suas palavras não significam nada, vira-lata.”

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