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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 198

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  3. Capítulo 198 - 198 Eu disse Não 198 Eu disse Não Eve
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198: Eu disse “Não 198: Eu disse “Não Eve
“Estenda suas garras,” Hades sussurrou contra minha orelha, sua respiração enviando um arrepio prazeroso por mim. “Elas estão lá, você só precisa encontrá-las, meu amor.”

Respirei fundo, me concentrando.

“Rhea…” chamei hesitante, temendo o silêncio ao qual eu havia me acostumado.

“Bem aqui, Evie.” Ela murmurou em minha mente. “Estão bem ao seu alcance.”

“Deixe os nervos entre você e Rhea se conectarem.” Hades instruiu. Ele apertou minha mão, de forma tranquilizadora. “Eu sei que você consegue.”

Exalei lentamente, fechando meus olhos enquanto me concentrava internamente. Eu podia sentir a presença de Rhea, quente e estável, como um pulso sob minha pele. O vínculo entre nós estava lá, apenas além do meu alcance—como o sussurro de um sonho escapando pelos meus dedos.

“Sinta, Evie,” Rhea instigou. “Seu corpo é nosso para comandar. O poder está lá. Deixe-me guiá-la.”

Uma vibração profunda zumbiu através dos meus ossos, um calor estranho se espalhando dos meus dedos até meus punhos. Eu arfei enquanto uma sensação de formigamento percorria sob minha pele, aguda e elétrica. Meus dedos se contorciam involuntariamente.

“Isso mesmo,” Hades murmurou, sua voz entrelaçada com orgulho. “Agora, deixe-o se manifestar.”

Apertei os punhos e me concentrei. Uma picada aguda seguiu, como algo rasgando a superfície da minha pele, mas não havia dor—apenas uma sensação de se tornar. Uma parte profunda e primal de mim se agitou, despertando.

Então, ouvi. Um leve snikt.

Abri os olhos, prendendo a respiração enquanto olhava para minhas mãos.

Garras curvadas, negras como ônix estendiam-se de minhas pontas dos dedos, brilhando sob a luz fraca do ambiente. Elas pareciam mortais—elegantes e afiadas, como se pudessem cortar através do aço.

Uma onda de empolgação me invadiu. Eu consegui.

Hades riu baixo, inclinando meu queixo para cima para que eu encontrasse seu olhar. “Linda,” ele murmurou. “Agora, vamos ver o que mais você pode fazer.” Ele depositou um beijo em minha testa.

“Prepare-se, querida,” Rhea sussurrou em minha mente, sua voz cheia de pena.

Um momento, minhas garras totalmente estendidas, e então um choque violento atravessou meu crânio.

Dor.

Não, não apenas dor—algo pior. Uma onda de memória, crua e abrasiva, colidindo comigo como uma bola de demolição.

Um flashback—
Um SUV amassado, seu chassi torcido além do reconhecível. Cacos de vidro cintilando na luz do fogo, refletindo o brilho laranja das chamas famintas.

O cheiro nauseante de gasolina pairava no ar, espesso e sufocante.

Um farol, quebrado mas ainda piscando fracamente, iluminando uma figura caída no pavimento.

E então—
Um grito. Agudo, cru, dilacerado.

“Leon!”

A voz estava rouca de desespero, cortando o caos como uma lâmina. Meu pulso trovejava nos meus ouvidos, minha visão se partindo.

Mais flashbacks—
O chiado dos pneus. O cheiro de borracha queimada.

Sangue. Tanto sangue.

Algo dentro de mim se rasgou. Minha respiração se prendeu. Minhas garras tremeram.

O mundo ao meu redor se distorceu, escurecendo nas bordas, como se eu estivesse sendo puxada para trás, sugada para algo profundo e interminável—
Um par de braços envolveu-me, fortes e firmes. Uma presença, constante e real.

“Eve.”

A voz era profunda, urgente.

Hades.

Eu respirei fundo, meu corpo convulsionando enquanto as visões se despedaçavam. O ar frio invadia meus pulmões, e o cheiro sufocante de gasolina desaparecia, substituído pelo aroma defumado e picante da presença de Hades.

Minhas pernas vacilaram. Ele me segurou antes que eu pudesse desabar, seu aperto firme enquanto me puxava de volta contra seu peito.

Eu estava tremendo.

“Estou bem,” eu disse roucamente, engolindo contra a aspereza na minha garganta. “Estou bem.”

Hades não afrouxou seu abraço. Em vez disso, ele inclinou minha cabeça para trás, seus olhos dourados aguçados e avaliando. “Está mesmo?”

Franzi a testa. “Eu—”
Seu polegar acariciou minha maçã do rosto, sua expressão se escurecendo.

“Seu nariz está sangrando,” ele murmurou.

Pisquei, meus dedos subindo para tocar a umidade quente escorrendo pelo meu lábio. Carmim manchava minhas pontas dos dedos, em contraste com minha pele pálida.

A mandíbula de Hades se contraiu. “Deve ser seu corpo se adaptando à reversão do Hollowing,” ele disse, voz carregada de preocupação. “Seu sistema está tentando expelir os restos de mata-cão.”

Respirei fundo, tremendo. Meu corpo se sentia errado—como se algo tivesse sido escavado de mim, e agora estava lutando para se recompor.

A presença de Rhea agitou-se fracamente no fundo da minha mente.

“Estamos curando,” ela sussurrou. “Mas o dano é profundo, Evie. As memórias…”
Meu estômago torceu.

Eu limpei o sangue distraidamente, minha mente ainda atordoada pelas imagens gravadas em meu crânio.

Leon.

Quem é Leon?

Forcei-me a respirar devagar e firme, empurrando a memória para baixo—trancando-a antes que pudesse me engolir completamente. Agora não era hora de desmoronar. Eu havia ido longe demais para isso.

Hades observou-me atentamente, seus olhos dourados indecifráveis, mas eu podia sentir a tensão em seu aperto. Ele estava preocupado. Ele nunca mostrava preocupação, mas estava lá, espreitando sob o controle cuidadoso de sua expressão.

“Chega por hoje,” ele finalmente disse, sua voz gentil, ainda firme. “Você está fazendo o progresso mais bonito.” Sua mão segurou meu queixo, seu polegar traçando uma linha lenta, reverente, contra minha pele antes de inclinar a cabeça e pressionar um beijo demorado contra meus lábios.

Quente. Aterradora.

Eu me derreti nele, deixando seu toque me ancorar ao presente, a ele. A memória ainda persistia, um fantasma no fundo da minha mente, mas eu a ignorei, focando em vez disso no gosto de Hades—especiarias escuras e fogo.

Mas então—
Um batimento forte e frenético estilhaçou o momento.

Recuei, coração martelando enquanto as pesadas portas de madeira tremiam sob a força dos golpes.

E então—
As portas se escancararam, batendo contra as paredes com uma força que enviou uma lufada de vento pelo salão.

O cheiro de perfume doce e opressivo sufocava o ar, grudando em minha garganta como veneno.

E então ela estava lá.

Felícia.

Seus saltos stiletto tilintavam sinistramente contra os pisos de mármore enquanto ela invadia o ambiente, sua roupa preta esvoaçante ao seu redor como um manto de fumaça.

Sua presença venenosa sufocava.

Seu rosto estava torcido em uma máscara de raiva, seus lábios pintados de carmim curvados em um rosnado. Seus olhos violeta ardiam com fúria descontrolada enquanto se fixavam em Hades—então em mim.

“Você quer fazer de um vira-lata nossa rainha?” ela gritou, sua voz crua com histeria. “Uma lobisomem de merda?”

Suas palavras atingiram como um chicote.

O nojo puro em seu tom enviou uma lasca gelada de fúria por mim, mas antes que eu pudesse reagir, Hades já estava à minha frente, sua postura perigosa.

Seus olhos cintilavam com poder contido, mas sua expressão permanecia calma—calma demais.

“Cuidado, Felícia,” ele disse, sua voz um ronronar letal. “Você esqueceu seu lugar.”

Felícia soltou uma risada aguda e sem humor, suas unhas cavando em seus próprios braços como se se contivesse de atacar. “Meu lugar?” ela cuspiu. “Ah, eu sei o meu lugar. E você? Porque pelo que eu vejo, você enlouqueceu.”

Seu olhar selvagem se voltou para mim, cheio de desprezo não filtrado.

“Você deixou ela te corromper.” Sua voz oscilou, balançando na beira do desequilíbrio. “Você deixou ela te arruinar.”

Apertei a mandíbula, minhas garras ainda estendidas, meu sangue ainda pulsando do impacto da minha transformação. Eu deveria me sentir intimidada—deveria temer o puro mal que emanava dela em ondas.

Mas tudo que eu sentia era… exaustão.

O ódio de Felícia não era novidade.

Eu havia passado minha existência inteira sendo desprezada, caçada, vilipendiada pelo que eu era.

E agora?

O olhar de Felícia se voltou para mim, seus lábios se curvando em algo que era quase um sorriso—quase um escárnio.

“Lá está,” pensei. Essa satisfação. Esse sentido torcido de poder que ela obtém quando pensa que pode me quebrar.

Ela deu um passo lento para a frente, seus olhos violeta cintilando com algo cruel, algo afiado.

“Lembra do que eu te disse quando você chegou aqui?” ela murmurou, sua voz enganosamente suave, mas carregada de veneno. “Quando você começou suas palhaçadas degeneradas, brincando de rainha em um reino ao qual você não pertence?”

Ela inclinou a cabeça, seu olhar me avaliando como se eu fosse algo sujo.

“Você vai recusar a Coroa Obsidiana,” ela continuou, cada palavra deliberada, medida. “Você sabe o que é. Você não pode governar. Eles vão te dilacerar.”

Sua voz baixou para um sussurro, mas soou mais alta que um grito.

“Use seus sentidos, diferente do seu marido.” Ela lançou um olhar para Hades, sua expressão vacilando com algo próximo ao desespero antes de seus olhos encontrarem os meus novamente. “Recuse isso. Recuse ele.”

Hades se moveu, sua presença uma tempestade prestes a eclodir, seus lábios já se abrindo para cortá-la—
Mas eu falei primeiro.

“Não.”

A palavra foi tranquila. Firme.

Felícia congelou, suas pupilas encolhendo em pontos minúsculos.

“Não?” ela ecoou, como se o conceito fosse estranho para ela.

Dei um passo para frente, deixando o clique afiado de minhas garras contra o mármore pontuar o ar entre nós.

A expressão de Felícia se torceu, algo escuro piscando atrás de seus olhos violeta. Ela deu outro passo à frente, sua presença crepitando com fúria mal contida.

“Repita isso.” Sua voz era baixa, perigosa—um desafio envolto em veneno.

Eu não me mexi.

Não recuei.

Em vez disso, inclinei minha cabeça, estudando-a como se ela fosse algo… insignificante.

Como se ela fosse apenas mais uma voz na longa e interminável canção das pessoas que tentaram me dizer o que eu não poderia ser.

Outra alma desesperada se agarrando a uma realidade que não existia mais.

“Eu disse não,”

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