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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 184

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184: A Proclamação 184: A Proclamação Hades
James exalou, comedido, mas eu podia ver a frustração escondida sob sua máscara cuidadosa.

Ellen havia pegado seu argumento, desmontado, e transformado em arma.

E ele sabia disso.

Mas James não era um homem que gostava de perder.

Então, ele insistiu novamente.

“E quando chegar o dia em que ele te descartar?” ele perguntou, voz suave, quieta. “O que será então, Princesa? Para onde toda essa sua força vai te levar então? “Quando você finalmente sair do colo dele…” James deixou as palavras no ar, com um sorriso irônico formando-se em seus lábios. “O que restará de você então?”

Sua voz era suave, quase piedosa, mas o veneno nela era inconfundível. Ele se recostou, estudando Ellen como se ela fosse um quebra-cabeça faltando a última peça. “Você luta tanto para provar sua independência, mas aí está você, empoleirada no trono dele—no colo dele, à mercê dele, como se já tivesse se rendido.”

Minha visão escureceu.

O Fluxo se agitou, rugiu, enfureceu.

Ele queria violência. Queria a coluna de James arrancada de seu corpo, seu sangue pintando o chão.

Mas o aperto de Ellen em mim não afrouxou. Se alguma coisa, fortaleceu.

Ainda não.

Seu pulso, embora rápido, era firme. Sua respiração era uniforme.

E quando ela falou, sua voz estava calma, comedido, cortante.

“É isso o que é isto, James?” ela considerou. “O fato de que eu estou sentada aqui e não parada lá—ao seu lado? Que eu escolhi um trono próprio, em vez de ser um cão bem treinado aos pés do meu pai?”

O sorriso de James tremeu, mas ele não vacilou. “Um trono, você diz? Você está delirante, Princesa. Se isso é um trono, então o que te faz? Uma rainha?”

Ellen inclinou a cabeça, olhar firme. “Não. Mas tampouco sou um peão.”

Um silêncio agudo e elétrico cortou o ar.

A diversão de James diminuiu, a máscara escorregando levemente.

Ellen não parou.

“Você age como se minhas escolhas tirassem meu poder,” ela continuou. “Como se meu valor fosse ditado por ser ou não marcada por Hades, como se minha posição fosse sem sentido sem algum grande título público.” Ela exalou, balançando a cabeça. “Você realmente acha que eu estou desesperada por alguma alegação superficial? Que seu reconhecimento — ou o seu, por acaso — me define?”

Ela se inclinou levemente para frente, sua voz baixa o suficiente para cortá-lo.

“Eu nasci filha de Darius e Lyra.” Uma pausa, um sorriso suave e consciente. “E ainda assim, aqui está você, tentando me convencer de que eu não sou suficiente a menos que eu seja nomeada por um homem.”

Um lampejo de algo perigoso cruzou o rosto de James.

Aborrecimento.

Frustração.

Ele tinha sido encurralado, e sabia disso.

Seus dedos batiam na mesa, lentos e deliberados. “Você está desviando do ponto, Ellen.” Sua voz ainda era suave, mas agora tinha uma borda. “Você pode torcer as palavras o quanto quiser, mas nada disso muda o fato de que você está sentada aqui como nada mais do que uma mulher mantida.”

O Fluxo estalou.

Tendrils escuros e rastejantes derramaram dos meus dedos, enrolando e torcendo como sombras vivas. Ainda não, ainda não, ainda não.

Ellen sentiu isso.

Ela sentiu eu desenrolar.

Seu aperto em mim apertou ainda mais, unhas cravando em minha pele, o silencioso aviso pressionando em minha carne — não.

Ela estava certa.

Esta era a batalha dela.

E ainda assim, James havia ido longe demais.

Os lábios de Ellen entreabriram levemente, sua expressão inescrutável. Pela primeira vez, ela inclinou a cabeça para trás levemente, como se considerasse. E então—
Ela riu.

Uma coisa suave, ofegante. Divertida. Quase piedosa.

“Oh, James,” ela murmurou, balançando a cabeça, seus dedos finalmente se relaxando contra meu braço. “É isso o melhor que você pode fazer?”

A mandíbula de James se contraiu.

“Você acha que me chamar de ‘mulher mantida’ vai me ferir?” ela meditou, observando-o como se ele fosse um tolo divertido. “É isso que você diz para si mesmo? Que você ainda tem poder sobre mim simplesmente por causa disso?

Ela exalou, recostando-se em mim, deliberada na sua tranquilidade, na maneira como se acomodou contra meu peito. “Isso deve ser exaustivo para você, James. Vir aqui, dizer tudo isso, apenas para perceber que suas palavras significam absolutamente nada para mim.”

Os dedos de James se fecharam contra a mesa.

Foi sutil. Quase imperceptível.

Mas eu notei.

Ellen também.

Ela sorriu.

“A diferença entre você e eu?” ela murmurou. “Eu não preciso ser nomeada.” Sua voz suavizou, mas as palavras eram afiadas como lâminas. “Eu não preciso de um título, uma alegação, ou uma declaração perante uma alcateia.”

E então—o golpe fatal.

“Eu simplesmente sou.”

Um momento.

Um silêncio frio e lento se estendeu entre eles.

James a encarou.

Sua mandíbula se contraiu, seus olhos tremeluziam com algo que ele tentou sufocar — algo perigosamente perto de raiva.

E, no entanto, ele não respondeu.

Porque não havia nada mais a dizer.

Ellen havia vencido.

De repente, o sorriso de James voltou, agora mais afiado, seus olhos cintilando com a satisfação cruel de um homem que havia encontrado a falha na armadura de seu oponente.

“Você pode dizer todas as palavras bonitas que quiser, Princesa,” ele murmurou. “Mas no final do dia, palavras não vão mudar a realidade. E a realidade é esta—Hades vai escolher outro Lycan como sua verdadeira companheira escolhida.”

Ellen se imobilizou.

James viu isso.

Ele viu seu fôlego prender, o modo como seus dedos se tensionaram contra o apoio de braço, o modo como suas pupilas se alargaram levemente.

Ele continuou pressionando.

“Você acha que é intocável,” ele continuou, voz suave, cortante, “mas você não é. Você é uma de nós fingindo ser uma rainha em um tribunal que nunca será verdadeiramente seu. E quando Hades inevitavelmente tomar uma Lycan como amante, como sua Luna, como uma companheira escolhida, e você? Você não será nada além de uma mulher indesejada.” Seu olhar passou por ela, avaliando, se gabando. “Você já queimou sua ponte com sua família, então quando esse dia chegar… onde você irá então?”

As palavras de James caíram como uma faca, deslizando entre as costelas de Ellen com precisão inerrante. Ela se imobilizou—tão sutil que qualquer um que não estivesse observando atentamente poderia ter perdido.

Mas eu vi.

Eu senti.

A ferida. A coisa crua e aberta deixada para trás por suas palavras.

“quando Hades inevitavelmente tomar uma Lycan como amante, como sua Luna, como uma companheira escolhida.”

Era uma afirmação, não uma pergunta. Uma verdade que ele havia tecido no ar com confiança cruel.

“E você? Você não será nada além de uma mulher indesejada.”

Ela não estremeceu. Não exteriormente. Mas eu vi o tremor leve em seus dedos, o modo como seu pulso saltou contra a curva delicada de seu pescoço.

Ela acreditou.

Ela acreditou nele.

E isso—aquele—foi o que estilhaçou minha contenção.

A escuridão rugiu através de mim, uma força que eu não tentei conter. O Fluxo se contorceu, girando ao redor do meu braço enquanto eu me movia, transformando-o em algo não mais humano. Sombra e osso, garra e ruína.

James mal teve tempo de registrar a mudança antes de eu atacar.

O impacto foi devastador.

Seu corpo se amassou sob meu golpe, leve como eu o lancei através da sala. Ele bateu na parede oposta com um estalo doentio, o ar saindo de seus pulmões em um suspiro agudo.

Silêncio seguiu.

Um momento de quietude suspensa antes da sala explodir.

Darius estava de pé antes mesmo de James ter atingido o chão, sua expressão tão imperturbável quanto sempre, mas seus olhos—calculistas, brilhando com algo afiado e perigoso.

Guardas avançaram, nos cercando, suas mãos posicionadas em suas armas, esperando ordens.

Eu não me mexi.

James gemeu, puxando um fôlego irregular, seus membros trêmulos enquanto tentava se erguer.

Darius exalou, lento e comedido, sua voz desprovida de raiva, somente certeza tranquila. “Ele não disse nada de errado.”

Eu rosnei. Sombras se enrolaram ao meu redor, respirando, vivas.

Darius encarou meu olhar sem pestanejar. “Ela não tem um título claro,” ele continuou, cada palavra lenta, deliberada. “Nenhuma certeza. Então, naturalmente, ela será um alvo em um tribunal ao qual ela nunca pertencerá totalmente.”

As palavras chacoalharam algo primal dentro de mim. Mas não fui eu quem reagi.

Foi ela.

Ellen inspirou agudamente, o som quieto, mal audível.

Mas eu ouvi.

Eu senti.

Darius sabia disso também.

E então ele pressionou a faca mais fundo.

“Ela não pode ser sua Luna,” ele especulou, tom leve, quase divertido. “Uma lobisomem, governando sobre Lycans? É ridículo. Impossível.” Seu olhar desviou para Ellen, frio e desdenhoso. “Você não deveria escutar seus devaneios tolos. Entregue-a a nós. A mim. Ela precisa de sua família, mesmo se ela for muito teimosa para admitir.”

Algo feio se enrolou em meu peito. Algo violento.

E então—eu a vi.

Ellen.

Ainda em seu assento, ainda composta.

Mas ela estava pálida.

O sangue tinha drenado de seu rosto, deixando-a pálida como cinzas. Seus lábios entreabriram levemente, como se ela quisesse falar, mas as palavras não vinham.

Suas mãos se apertaram nos apoios de braço, dedos agarrando tão forte que tremiam. Ela parecia pequena e vulnerável, seu medo tão palpável que eu podia saborear.

Ela não tinha medo do tribunal.

Ela tinha medo de voltar.

Uma pontada aguda e desconhecida perfurou-me.

Eu a tinha visto lutar contra sua situação. Eu a tinha visto empunhar sua língua como uma lâmina.

Mas isto?

Isso era diferente.

Isso era o medo de uma mulher que sabia que se deixasse esta sala com eles, ela nunca retornaria da mesma maneira.

E eu não permitiria.

Eu me movi antes de poder pensar.

“Eu vou mantê-la segura.”

As palavras ecoaram pela sala, cortando o silêncio.

A cabeça de Darius inclinou-se levemente, seu olhar calculista se deslocando para mim, avaliando.

Eu dei um passo à frente, minha voz firme, inabalável. “Eu vou dar a ela certeza.”

O tribunal estava silencioso.

O fôlego de Ellen prendeu.

Eu não parei.”

“Eu vou cavar isso na pedra,” eu disse, minha voz um juramento, uma declaração que não deixaria espaço para dúvidas. “Seu título. Seu valor. Em meu tribunal.”

Darius não falou. Ele estava esperando.

Esperando para ver se eu daria o passo final.

E então eu dei.

“Eu vou marcar sua filha.” Minha voz estava firme, inabalável. Deixei as palavras assentarem, deixar que elas se gravassem no ar. “Ela será minha companheira e eu vou fazê-la minha Luna.”

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