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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 183

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183: O Beta Desprezível 183: O Beta Desprezível Hades
A voz de James era suave, diplomática—uma lâmina polida deslizando entre as costelas de Ellen.

“Tenho que admitir, Princesa,” ele refletiu, inclinando a cabeça, “eu nunca imaginei que você seria tão… facilmente influenciada. Pensar que a Ellen que eu conheci—a filha de Darius e Lyra, a legítima herdeira das Alturas Lunares—descartaria seu próprio sangue tão sem esforço. Tudo por um homem que já foi nosso inimigo.”

Ellen não se abalou.

Mas eu a senti.

A maneira como os dedos dela se flexionaram contra meu braço, me agarrando mais forte, me ancorando.

Porque ela sabia.

Ela sabia que eu queria falar.

Não—ela sabia que eu queria acabar com ele.

Os lábios de James se curvaram levemente, suas palavras calculadas, pressionando contra cada fissura que ela tentou selar. “Você fala de gaiolas,” ele continuou, voz leve, conversacional. “E ainda assim, você entrou voluntariamente em uma muito mais perigosa. Você se agarra a ele. Defende-o. E por quê, exatamente?”

Seus olhos se voltaram para mim, agudos e conscientes. “Tudo por um homem que nunca escolheria você. Nunca marcaria você. Nunca a faria sua Luna diante de sua corte e sua matilha.”

Silêncio.

Um silêncio que cortava.

Eu senti o peso dele se assentar sobre Ellen como um torno, pressionando contra suas costelas, arranhando feridas antigas.

James não havia terminado.

“Aos Lycans, você continua sendo um alvo. Uma fraqueza.” Sua voz amolecida, quase com pena. “Não há certeza para você aqui, e ainda assim, você se agarra. Para eles, você é desesperada e patética.”

O Fluxo rugiu.

Ele se infiltrou sob minha pele, uma maré violenta, sussurrando nos cantos mais escuros da minha mente. Ele exigia sangue. Exigia correção.

As palavras de James não eram apenas provocações—eram golpes calculados, cada um pressionando contra feridas antigas, contra inseguranças enterradas, contra as embers tremulantes de um passado que Ellen mal começara a enterrar.

E ela—
Ela não vacilou.

Mas eu a senti.

A maneira como os dedos dela se apertaram contra meu braço, as unhas pressionando apenas o suficiente para enviar uma mensagem:
Eu exalei lentamente, contendo o instinto de despedaçar o Beta. Apenas.

James sorriu, sentindo minha contenção, e isso quase estourou minha paciência.

Mas Ellen falou antes que eu pudesse.

“Entendo,” ela refletiu, inclinando ligeiramente a cabeça, um fantasma de diversão dançando em seus olhos. “Você acredita que fui manipulada, então?”

James arqueou uma sobrancelha, fingindo leve surpresa. “Não foi?”

Ela soltou uma risada suave, quase com pena. “Que fascinante,” ela murmurou. “Que um Beta—um executor—de uma família que me alimentou com mata-lobo, me despojou de autonomia e me descartou como um peão político de repente está tão preocupado com minha vontade livre.”

A expressão de James não mudou, mas eu vi—o leve tremor em seu olhar, a pausa momentânea antes de ele recalibrar.

Ellen avançou.

“Você fala do meu sangue, do meu dever para com as Alturas, mas parece muito mais interessado em desacreditar as escolhas que faço do que em entendê-las.” Ela inclinou a cabeça. “O que realmente te preocupa, James? Que eu possa ter realmente escolhido isso? Que eu possa ter escolhido ele?”

James rangeu os dentes, mas exalou, como se decepcionado. “Não se trata de escolher, Ellen.” Sua voz estava firme, deliberada. “Trata-se de consequências.”

Uma batida de silêncio.

Depois, mais suave—”Você é inteligente o suficiente para saber que não há futuro para você aqui. Você nunca será uma delas. Você nunca estará segura. Para os Lycans, você não é nem loba nem companheira—você é alavanca. Uma ficha de barganha. Uma fraqueza.” Seus olhos escureceram. “E não importa o quanto você crave suas unhas nele, ele nunca a marcará.”

Eu me inclinei para a frente, a cadeira gemendo sob mim.

O aperto de Ellen se intensificou.

Foi sutil—apenas um leve aperto, mas suficiente.

Ainda não.

Minha mandíbula se apertou. Eu queria acabar com ele. Queria esculpir a arrogância de sua garganta. Mas essa era a batalha dela.

E ela estava ganhando.

Ellen sorriu—zombeteira, inabalável.

“Interessante,” ela refletiu. “Então, deixe-me ver se entendo bem sua preocupação.” Ela tocou um dedo no queixo, fingindo pensatividade.

“Um,” ela começou, levantando um dedo. “Você acredita que estou sendo manipulada pelo Hades.”

Um segundo dedo. “Dois, você acredita que sou uma fraqueza para o seu povo.”

Um terceiro. “E três, você acredita que ele nunca realmente me reivindicará porque eu não pertenço aqui.”

James não disse nada. Ele não precisava.

Ela havia resumido seus argumentos precisamente.

Ellen exalou, quase como se decepcionada. “Que tedioso.”

As sobrancelhas de James se levantaram.

“Eu esperava algo novo, James. Algo mais do que apenas medo reembalado. Mas você e meu pai parecem operar na mesma narrativa cansada.” Ela se inclinou levemente para a frente. “Diga-me, quanto tempo você ensaiou isso antes de vir aqui?”

A mandíbula de James se apertou, mas ele não cedeu.

Ele era disciplinado demais para isso.

Ellen deixou o silêncio se estender antes de falar novamente, agora mais suave, mais insidiosa.

“Você está certo sobre uma coisa, porém.” Ela deixou as palavras se assentarem, deliberadamente permitindo que ele esperasse que ela estivesse concedendo algo antes de cravar mais fundo a lâmina.

“Eu não estou segura.”

O olhar de James se aguçou, observando-a.

“Mas não pelos motivos que você pensa.”

Ela exalou, balançando a cabeça levemente, como se decepcionada. “Você está tão focado na ideia de que fui manipulada, que fui reivindicada, que de alguma forma estou comprometida com o Hades. Mas você perdeu a parte mais importante.”

Uma pausa. Uma mudança no ar.

E então—
“Eu não estou comprometida com ninguém. Não com você. Não com meu pai. Nem mesmo com ele.”

Suas palavras soaram como um tiro de advertência, cortando a sala.

A expressão de James não mudou, mas eu senti a tensão se enrolar dentro dele. O primeiro sinal de incerteza.

Ellen continuou, pressionando ainda mais o momento.

“Você me chama de fraqueza,” ela refletiu, sacudindo a cabeça. “Mas uma mulher fraca teria rastejado de volta para a segurança de sua família depois de ser abandonada. Uma mulher fraca teria implorado para ser levada para casa.” Sua voz se aguçou, uma lâmina silenciosa cortando entre eles. “Uma mulher fraca teria medo dessa vida.”

Uma pausa lenta, deliberada.

“E ainda assim,” ela disse suavemente, sorrindo, “eu ainda estou aqui.”

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