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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 176

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  3. Capítulo 176 - 176 Afogamento 176 Afogamento Eve
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176: Afogamento 176: Afogamento Eve
As paredes sangram tinta e sangue, preto e carmesim se misturando, aproximando-se de onde eu estava empoleirada na cama. Meus joelhos puxados em minha direção, meus braços me apertando, mas isso não fez nada para afastar o frio que havia se enraizado em meus ossos.

Eu podia ver rostos no fluido macabro, rostos daqueles que me diluviaram com palavras de condenação.

“Apenas morra!” Minha mãe sibilou, os detalhes de seu rosto no fluido escuro tão assustadoramente familiares que me retraí em mim mesma. “Por que você não morre logo!”

Eu apertei minhas mãos sobre meus ouvidos, fechando meus olhos com força, mas eu não conseguia suportar a escuridão por trás dos meus próprios olhos e os abri bruscamente, apenas para ver outro rosto, bile subindo em minha garganta.

“Eu nunca te amei.” A voz de James atingiu como uma lâmina, seu rosto inky marcado com desgosto. O fantasma de seu toque, o jeito como ele uma vez acariciou minha pele com algo que parecia afeto, tornou-se rançoso. “Você era apenas algo para passar o tempo.” Seus lábios se contorceram em um sarcasmo. “Patética, desesperada. Sempre esperando que alguém ficasse. Não é de se admirar que todos partem. Não é de se admirar que te traiam.”

Os rostos se fundiram, mudando, se distorcendo, até que outro surgiu.

“Assassina.” A Sra. Miller, tia de Jules, estava diante de mim, seus olhos como poços de tristeza infinita, sua boca torcida em uma dor tão consumidora que eu podia sentir o ar sendo sugado dos meus pulmões. “Você a matou. Ela confiou em você, e você a matou.”

“Não—” Minha voz se quebrou, quase um sussurro.

“Ela não puxou o gatilho, puxou?” A voz pertencia ao meu pai agora. As linhas de seu rosto estavam distorcidas, mas eu as conhecia. “Você deixou ela morrer. Essa foi a única coisa que você sempre fez bem, não foi? Deixar as pessoas morrerem.”

“Não era—” Minhas palavras foram abafadas por um coro.

As vozes subiram, se fundindo em uma cacofonia que raspava contra meu crânio.

“Você deveria ser a que está apodrecendo no chão.”

“Você tirou a vida dela, assim como você arruina tudo que toca.”

“Quantos mais você vai destruir antes de estar satisfeita?”

“Monstro.”

Essa era a voz de Jules. Suave. Tão suave. Mas cortava a mais fundo.

Eu ofeguei, meu peito apertando, mas não havia ar. Apenas tinta e sangue, subindo, alcançando, se enrolando em minhas pernas como dedos ávidos.

Eu queria correr. Mas não tinha para onde ir.

Porque eles estavam certos.

A tinta e o sangue rastejavam mais perto, tentáculos de escuridão lambendo meus pés como línguas de um vazio insaciável. Meu fôlego ficou preso. As vozes nunca estavam erradas.

“Monstro,”
“Monstro,”
“Monstro,”
Meu coração se contraiu enquanto o fluido continuava a rastejar, outro rosto se formando em suas vagas sinistras.

“Irmã,”
Ellen.

“Viu? Você mereceu.” Sua voz era enganosamente gentil, como se estivesse apenas enunciando um fato, há muito gravado na medula dos meus ossos. “Você mereceu cada ano que passou naquela cela. Você mereceu cada grama de dor infligida a você. Você mereceu cada tapa, cada chute, cada sussurro de repulsa.”

A tinta avançou para frente, se enrolando em torno de minhas panturrilhas, penetrando em minha pele como veneno.

“Eu tinha só dezoito anos” eu arranhei, minha garganta áspera, meu corpo tremendo. “Eu não—”
“Não fez o quê?” A risada de Ellen era oca, frágil. “Não quis viver? Não quis impedir Jules de revelar a verdade?” Seu rosto escureceu, mudando como um reflexo em um vidro estilhaçado. “Mas você fez, não fez? Você a matou para manter a boca dela fechada!”

“Eu tentei impedi-la!” Minha voz se quebrou, desespero arranhando minha garganta.

“E ainda assim, você era quem estava segurando a arma.”

O peso dela estava de repente em minhas mãos novamente, fria, pesada, implacável. Meus dedos se enrolaram em torno do fantasma dela, da mesma maneira que tinham naquele dia. O momento em que o mundo se partiu.

Os lábios de Ellen se separaram, sua expressão se retorcendo. “Você sempre alegou que a amava, mas no fim, você deixou ela morrer. Como a Mamãe disse que você faria. Como o Papai sempre soube que você faria.”

Mais vozes surgiram da tinta.

“Egoísta.”

“Fraca.”

“Um fardo.”

Eu estava afundando agora, a tinta me engolindo, subindo pelas minhas costelas, pressionando meus pulmões. Minha pele se arrepiava com o peso de mãos invisíveis, arranhando, agarrando, puxando.

Os rostos se multiplicavam—alguns eu conhecia, outros não. O juiz, seu martelo batendo como uma sentença de morte. Minha colega de cela, rindo dos meus pesadelos. Os guardas, me observando com olhos vazios enquanto eu engasgava com a injustiça de tudo isso.

E Jules.

Jules, de pé na tinta, seu corpo fragmentado, alternando entre o que ela era e o que restava dela.

“Você deveria ter me salvado.” Sua voz não era zangada. Não era alta como as outras. Era pior. Era decepcionada.

Algo dentro de mim rachou.

“Jules—” Eu a alcancei, mas minhas mãos passaram pela tinta, a ilusão se estilhaçando como vidro.

As paredes sangravam mais rápido agora, o quarto sufocando em escuridão, meu próprio nome sussurrado repetidas vezes como uma maldição.

Eve. Eve. Eve.

Eu deveria ter morrido com ela.

Eu deveria ter puxado o gatilho em mim mesma.

A tinta chegou à minha garganta, dedos frios apertando como um laço.

E então—
Silêncio.

Um silêncio ensurdecedor, doloroso.

E um único suspiro.

Não meu.

Mas real. Perto.

“Vermelho!”

Meus olhos se voltaram na direção da figura que se aproximava, olhos cinzentos assombrados, cabelos desgrenhados, pele pálida.

Hades.

Mãos quentes acariciavam meu rosto, sua boca se movendo, mas as sílabas saíam abafadas, a voz da tinta e do sangue subindo e afogando tudo mais.

As paredes sangravam mais rápido agora, o quarto sufocando em escuridão, meu próprio nome sussurrado repetidas vezes como uma maldição.

Eve. Eve. Eve.

Eu deveria ter morrido com ela.

Eu deveria ter puxado o gatilho em mim mesma.

A tinta chegou à minha garganta, dedos frios apertando como um laço.

E então—
Silêncio.

Um silêncio ensurdecedor, doloroso.

E um único suspiro.

Não meu.

Mas real. Perto.

“Vermelho!”

Meus olhos se voltaram na direção da figura que se aproximava, olhos cinzentos assombrados, cabelos desgrenhados, pele pálida.

Hades.

Mãos quentes acariciavam meu rosto, sua boca se movendo, mas as sílabas saíam abafadas, a voz da tinta e do sangue subindo e afogando tudo mais.

Eu olhei para ele, mas meus ouvidos ainda estavam retumbando com as palavras. As palavras ecoavam em meu crânio como maldição. Como uma marca queimada em minha alma.

A tinta se infiltrava em minha pele, arrancando meu frágil espírito, puxando minha vontade de viver.

Os lábios de Hades se moveram novamente, mas desta vez, a tinta mudou. As vozes, uma vez uma cacofonia de tormento, vacilaram, seus gritos abafados sob algo mais—sua voz.

Uma rachadura no abismo. Um lampejo de calor no gelo.

“Vermelho,” sua voz venceu, mais profunda agora, firme, como se ele pudesse me sustentar apenas com suas palavras. “Olhe para mim. Volte para mim.”

A tinta pulsou, se infiltrando em minha pele como um parasita, mas o zumbido em meus ouvidos se dissipou o suficiente para que eu pudesse ouvi-lo.

Eu respirei fundo, tremendo enquanto meus dedos se cerravam em suas mangas, me ancorando no peso sólido dele. Meus lábios tremiam, minha voz mal podia ser ouvida.

“Eles estão vindo atrás de mim.”

Hades se enrijec
Eu apontei para as paredes, para a tinta que sangrava e se contorcia e sussurrava com rostos esculpidos nas profundezas dos meus piores pesadelos.

“Eles disseram que eu deveria estar morta,” eu arranhei, minha garganta crua por gritos que não percebi que havia engolido. “Eles disseram que sou um monstro. Que eu a matei. Que eu arruino tudo que toco. E eles estão vindo atrás de mim, Hades—”
Minha voz se quebrou, o pânico irrompendo como uma enxurrada, me cobrindo em ondas violentas.

A expressão de Hades se estilhaçou. O sempre inabalável, sempre firme Hades me olhou como se algo dentro dele estivesse quebrando.

Suas mãos tremiam onde seguravam meu rosto, seus dedos passando sobre minha bochecha, como se tentassem limpar algo que ele não conseguia alcançar. Sua garganta balançava, seus olhos cinzentos ardendo com algo muito cru, muito pesado, demais.

“Eles estão mentindo para você, Vermelho,” ele murmurou, mas havia uma beira na sua voz, algo frenético, algo suplicante. “Eles não são reais. Olhe para mim. Sinta-me. Eu sou real.”

As paredes pulsavam, as vozes lamentando em protesto.

Eu recuei, me encolhendo ainda mais, minha respiração vindo em arfadas curtas e desiguais.

Hades exalou bruscamente, e então, de repente, seus braços me envolveram, esmagadores, desesperados.

“Não,” ele murmurou contra meu cabelo, seu aperto firme, inabalável. “Eles não vão te ter. Eu não vou deixar eles te levarem, você me ouve?”

Eu tremia contra ele, minhas mãos agarrando sua camisa como se ele fosse a única coisa me mantendo ancorada.

“Eles estão vindo,” eu sussurrei novamente, quebrada, perdida. “Eu posso ouvi-los.”

Hades soltou um suspiro trêmulo, seu abraço se apertando enquanto ele pressionava seus lábios contra o lado da minha cabeça, sua voz num murmúrio baixo e desesperado.

“Então que venham.” Seus braços ao meu redor eram ferozes, protetores. “Deixe-os vir, Vermelho, porque eles terão que passar por mim primeiro.”

As palavras atingiram algo profundo dentro de mim.

Hades.

Hades, que não estava me olhando com repulsa.

Hades não recuou diante das minhas sombras, que não se afastou quando eu desmoronei.

“Eu estou afundando, Hades,” eu sussurrei, vazia.

“Eu vou te resgatar,” ele não hesitou. “Sempre.”

“Você não pode,” eu murmurei.

“Então eu afundarei com você,” A convicção em sua voz me preencheu com um arrepio de calor.

Hades, me segurava como se eu não fosse algo arruinado, mas algo que valia a pena salvar.

Eu apertei meus olhos fechados, pressionando minha testa contra seu peito, ouvindo o batimento cardíaco rápido e irregular dele.

A tinta fervilhava, mas seu aperto afrouxava, as vozes falhando.

Porque pela primeira vez, eu não estava afundando sozinha.

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