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A Luna Amaldiçoada de Hades - Capítulo 160

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160: Alarme de Incêndio 160: Alarme de Incêndio Hades
Jules estava deitada no chão, ofegante, com a mão em volta do pescoço tentando aliviar sua garganta machucada. Ela tossia incessantemente, mas seu olhar nunca se desviava do meu. Lágrimas brotavam em seus olhos, o selvagem reflexo da minha raiva brilhando neles. Ela parecia quebrada.

Lentamente, inquietantemente, aquela fúria selvagem diminuiu, recuando atrás de uma cortina de cálculo frio. Sua expressão suavizou em algo ilegível, uma tela em branco desprovida de fúria ou dor.

E então, finalmente ela se moveu.

Deliberada e lentamente, Jules se levantou do chão, o tremor em seus membros quase imperceptível. Seus movimentos agora eram firmes, precisos, como se cada ação tivesse sido ensaiada mil vezes em sua mente.

A mão de Kael ainda pairava perto de sua arma carregada com balas de prata, seu corpo tenso com energia contida, pronto para atacar se ela fizesse um único movimento errado. Seu olhar aguçado a fixava, mas Jules não recuava.

Em vez disso, ela se virou em direção a ele.

E se curvou.

Baixo. Profundamente.

Não era uma zombaria. Não era uma exibição sarcástica de deferência.

Era genuíno.

O ar se tornou ainda mais denso, sufocando o ambiente com seu peso.

“Eu…” A voz de Jules estava rouca, os resquícios de seu grito e choro estrangulado raspando contra suas palavras. Ela manteve a cabeça baixa, sua postura inquietantemente submissa. “Eu estava errada.”

Kael não respondeu, seu corpo ainda um fio esticado ao limite.

Jules se endireitou lentamente, seus olhos piscaram brevemente em minha direção—mas o fogo se foi. Em seu lugar havia algo mais frio. Mais distante.

“Eu interpretei mal a situação,” ela disse baixinho, suas palavras cuidadosamente escolhidas. “Meu surto foi… inaceitável.”

Eu não falei.

Não me movi.

Apenas observei.

Seu olhar voltou para Kael, mais suave agora. “Peço desculpas, Beta. Pela acusação. Pelo desrespeito.”

A mandíbula de Kael se apertou, seu silêncio muito mais ensurdecedor do que qualquer coisa que ela pudesse ter dito.

Então, Jules se virou novamente para mim. Seus olhos encontraram os meus, firmes, mas não desafiadores. Algo brilhou profundamente dentro deles—um lampejo de algo que poderia ser arrependimento ou algo muito mais sombrio, melhor escondido.

“E para você, meu rei.” Sua voz estava mais suave agora, com uma estranha calma arrepiante. “Perdoe-me por duvidar do seu julgamento.”

O ambiente se sentia mais frio. Pesado. As paredes pareciam fechar-se, prendendo a tensão entre nós.

Eu não disse nada. A corrupção sob minha pele ainda fervia, mas agora esperava, contida.

Jules se endireitou totalmente, seu queixo inclinando-se levemente para cima. Não em desafio, mas em finalidade.

“Eu vou embora,” ela disse simplesmente, seu tom quieto, mas resoluto. “E não vou voltar.”

Suas palavras pairaram no ar, assentando como poeira.

Kael permaneceu imóvel, esperando por meu comando.

Mas eu não dei nenhum.

Porque naquele momento, Jules não era uma ameaça.

Não do jeito que tinha sido antes.

Não.

Sua rendição era muito calculada, muito precisa.

Mas eu a deixei ir.

“Então vá,” eu disse, as palavras baixas, com uma borda de aço. “Antes que eu mude de ideia.”

Pela primeira vez, Jules hesitou—mas apenas por um instante.

Então, sem mais uma palavra, ela se virou e caminhou em direção à porta, seus passos lentos, como se esperasse por algo.

A porta rangeu ao abrir, derramando um fio de ar frio no ambiente sufocante e, inesperadamente, outra pessoa empurrou a porta do lado de fora.

O ar na sala tornou-se afiado como uma lâmina no momento em que Ellen entrou pela porta.

Sua presença cortou a tensão sufocante como uma lâmina, mas, em vez de aliviá-la, ela se intensificou.

Kael endureceu, seus olhos piscando para mim brevemente, depois de volta para Jules. Sua mão se afastou da arma, mas sua postura permaneceu tensa, como se pronto para saltar ao menor sinal de perigo.

Jules, a meio passo da porta, congelou no lugar.

As sobrancelhas de Ellen se juntaram em confusão enquanto seus olhos se moviam entre nós, demorando-se no pescoço machucado de Jules.

“Boa tarde…” Sua voz falhou, diminuindo à medida que o peso da sala a pressionava.

Seu olhar se aguçou. “Jules?” A preocupação permeava seu tom, mas havia algo mais lá também—cautela. “O que aconteceu com seu pescoço?”

Jules não se mexeu.

Por um instante, a sala estava completamente quieta.

Então Jules piscou, uma mudança sutil ocorrendo em seu rosto enquanto ela suavizava a tensão em suas feições.

“Oh, isso?” A voz de Jules saiu mais suave, surpreendentemente estável. Seus dedos tocaram levemente os hematomas escurecidos em seu pescoço, recuando apenas o suficiente para vender a mentira. “Fui atacada.”

Os olhos de Ellen se arregalaram, alarme atravessando seu rosto. “Atacada? Por quem?”

Jules hesitou, apenas por um segundo.

Então ela soltou uma risada amarga e ofegante. “Um dos guardas. Ficou um pouco ousado demais, pensou que poderia abusar da sorte.” Ela balançou a cabeça, oferecendo um sorriso apertado e frágil. “Mas já está resolvido.”

Os olhos de Ellen se estreitaram. “Deixe-me ver.”

Jules tensionou.

Ellen deu um passo à frente, seus olhos fixos nos hematomas. “Deixe-me ver, Jules.”

A mão de Jules instintivamente disparou para cobrir melhor seu pescoço, mas o dano já estava visível. Sua pele estava manchada, irritada e roxa, uma marca cruel de força.

“Estou bem,” Jules disse rapidamente, sua voz frágil mas controlada. “Não é nada.”

Ellen não pareceu convencida. Seu olhar disparou para Kael, depois para mim. Suspeita brilhou em seus olhos.

“Quem fez isso?” ela exigiu, sua voz agora mais afiada. “Diga a verdade.”

Jules vacilou.

Eu avancei, voz tão suave e fria quanto o aço. “Já foi resolvido, Ellen. Não há necessidade de preocupação.”

Mas Ellen não recuou. Ela me encarou, procurando por fissuras na explicação.

Seus olhos piscaram para Kael novamente, silenciosamente questionando.

Kael, sem perder o ritmo, deu um aceno curto. “O guarda responsável foi removido. Não acontecerá novamente.”

A mentira deslizou sem esforço de seus lábios, lisa como vidro.

Mas a suspeita de Ellen não diminuiu. “Removido? Como em punido ou—”
“Removido,” eu disse secamente, cortando-a.

Jules aproveitou o momento, forçando um sorriso apertado. “Sério, Ellen. Não é nada. Fui descuidada. Fui pega desprevenida.”

Mas o tremor em sua voz a traiu.

Os olhos de Ellen ainda pairavam sobre Jules por mais um momento, dúvida sombreando suas feições.

Então, lentamente, ela exalou. “Se você diz.”

Houve uma breve pausa, pesada e perigosa.

Os olhos de Jules se voltaram para mim por um segundo, e eu inclinei minha cabeça—silencioso, mas comandante. Escolha com sabedoria.

Jules respirou fundo. “Percebi que precisava de uma mudança. As coisas têm estado… tensas ultimamente, e achei que era melhor para todos se eu me afastasse.”

A carranca de Ellen se aprofundou. “Isso não parece coisa sua.”

Jules forçou uma risada vazia, o som frágil. “Talvez seja hora de pensar um pouco em mim mesma.” Seus dedos roçaram sua garganta machucada, um gesto fugaz e calculado. “Claramente, não sou tão cuidadosa quanto costumava ser.”

O rosto de Ellen suavizou apenas uma fração naquele momento, sua suspeita dando lugar à preocupação. “Mas Jules, se alguém te machucou—”
“Acabou, Ellen,” Jules interrompeu gentilmente, sua voz firme, mas distante. “Eu preciso de espaço. Só isso.”

Kael se moveu como se fosse guiá-la novamente, mas a voz de Ellen os deteve.

“Para onde você vai?”

Jules hesitou pelo mais breve dos momentos. “Vou ser transferida para outro lugar,” ela mentiu suavemente. “Longe daqui. Um lugar tranquilo.”

Um brilho sutil e satisfeito cintilou em seus olhos. Uma jogada bem feita.

Ellen abriu a boca para protestar, mas eu intervi suavemente.

“Está tudo arranjado. Com efeito imediato.”

Minha voz não deixava espaço para argumentos.

A boca de Ellen se apertou em uma linha fina. Seus olhos demoraram em Jules, conflituosos, mas ela não resistiu.

Jules inclinou a cabeça, uma despedida educada, mas distante. “Cuide-se, Ellen.”

Ela caminhou até Jules e a abraçou. “Se cuide, Jules. Vou sentir sua falta.” O abraço foi longo e eu pude ver Ellen tremendo como se quisesse chorar. “Obrigada por tudo.”

Jules se enrijeceu e de onde eu estava, pude ver lágrimas brilharem em seus olhos, de tristeza ou seria culpa. Ela definitivamente precisava de uma reavaliação.

Ellen recuou do abraço, suas mãos demorando nos ombros de Jules como se relutasse em deixá-la ir. Seus olhos brilhavam com lágrimas não derramadas, e ela deu a Jules um pequeno sorriso aquoso.

“Espera,” Ellen sussurrou, sua voz carregada de emoção. “Eu… quero te dar algo antes de você ir.”

Jules enrijeceu na pegada de Kael, mas seu rosto permaneceu composto. Seus olhos se voltaram para mim por um segundo.

Eu não respondi imediatamente. A sala parecia encolher novamente, as paredes se fechando, o ar se enrolando com suspeita e tensão não dita.

Isso era perigoso.

Perigoso demais.

Ellen não entendia o jogo que estava sendo jogado aqui, o equilíbrio delicado que eu mal estava mantendo. Jules era um fio desfiando na borda do controle, e qualquer indulgência poderia desfazer tudo.

Eu abri minha boca para recusar.

Mas então eu vi—a leve tremor do lábio inferior de Ellen, o brilho em seus olhos, e como seus ombros se encolheram em tristeza silenciosa.

Droga.

A corrupção fervilhava sob minha pele, me instigando a permitir. Por ela. Para satisfazê-la.

Sua dor.

E isso torceu algo profundo em meu peito.

Eu cerrei os dentes, forçando as palavras para fora. “Tudo bem.”

A cabeça de Ellen se ergueu, surpresa brilhando em seus olhos.

“Seja rápida,” eu adicionei, as palavras ásperas, amargas. “Kael a levará para os Deltas depois.”

A pegada de Kael não afrouxou, mas sua expressão permaneceu cuidadosamente neutra.

Jules, por sua parte, permaneceu assustadoramente imóvel. Sem arrogância. Sem desafio. Apenas… imobilidade.

“Obrigada,” Ellen murmurou, sua voz suave mas sincera.

“Você lhe dará depois, pois agora ela precisará ser examinada pelos deltas.”

Ela assentiu.

Jules e Kael finalmente saíram pela porta, deixando eu e Ellen.

Ellen secou as lágrimas e pegou algo de seu bolso. Era o telefone que eu tinha conseguido para ela. “Eu queria dizer obrigada.”

O pequeno dispositivo em sua mão chamou minha atenção.

O telefone que eu tinha dado a ela.

Isso não deveria significar nada. Um presente trivial, uma conveniência necessária. E, no entanto, a visão disso em suas mãos—ela segurando-o como se fosse algo mais—me perturbou.

Meu.

A palavra cortou meus pensamentos, profunda e absoluta. Um rosnado possessivo ressoando sob minha pele, não solicitado e indesejado.

Companheira. Meu.

O vínculo pulsava suavemente, logo abaixo da superfície. Silencioso, mas presente. Sempre ali. Arranhando as bordas do meu controle.

Mantive minha expressão neutra, minha postura ainda e composta, mas a fera dentro de mim andava de um lado para o outro, inquieta e vigilante.

Ellen piscou de volta as lágrimas em seus olhos e sorriu—pequeno, frágil, genuíno.

“Eu queria dizer obrigada,” ela murmurou, segurando o telefone um pouco mais apertado.

Sua voz era suave, mas atravessava em mim como um fio puxado tenso.

Eu não me mexi.

Não falei.

As palavras de nada estavam como uma pedra em minha garganta. Inúteis. Desnecessárias.

Porque nada disso deveria importar.

Mas importava.

Deuses, como importava.

Seu cheiro se enrolava no ar, doce e enlouquecedor. O vínculo pulsava novamente, agora mais forte, como um segundo coração sob o meu próprio.

Meu.

E ainda assim eu não disse nada.

Ellen se moveu levemente, quebrando o contato visual.

“Eu deveria ir,” ela disse calmamente, sua voz distante. “Preciso encontrar o presente da Jules antes dela partir.”

Suas palavras afundaram como chumbo em meu peito.

Presente. Para Jules.

Mesmo agora, depois do que ela tinha visto, ela ainda se importava. Ainda se apegava ao sentimento. À lealdade.

Eu odiava isso.

E eu odiava como isso mexia com algo mais em mim.

Algo pior que a raiva.

Eu dei um aceno lento e deliberado e sorri. “De nada,”
Minha voz era fria. Controlada.

Mas minhas mãos se cerraram em punhos atrás de mim.

Ellen se virou, seus passos leves, mas hesitantes, como se uma parte dela quisesse dizer mais. Quisesse ficar.

Mas ela não ficou.

Ela se afastou.

E eu a deixei.

Eu assisti até a porta fechar suavemente atrás dela.

Então o silêncio se fechou de novo.

Minha mandíbula se apertou, a corrosão do vínculo fervendo sob minha pele. Apertada, sufocante.

Companheira.

Eu expirei lentamente, forçando isso para trás.

Ainda não.

Ainda não.

Mas a fera dentro de mim sorriu.

Acendi um cigarro e olhei para o relatório, quando o som estridente e ensurdecedor de alarmes rasgou a quietude silenciosa do meu escritório.

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