A Garota Boa do Diabo - Capítulo 83
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83: Não o mesmo 83: Não o mesmo “Você acha que ele vai vir?” Anton se serviu de um copo de vodka no pequeno balcão do bar. “Ou será que ele vai estar ocupado tentando convencer o Fil a ir na festa do avô?”
“Eu não sei, e nem tô ligando.” Michael, que estava ocupado procurando seu lugar ao redor da mesa de sinuca, resmungou sarcasticamente. Ele se inclinou, posicionando seu taco. “Ele pode levar a Marianne com ele para a festa de aniversário do avô, se ela não puder. Qual é a diferença?”
“A diferença é que o avô dele pode quebrar a perna dessa vez depois da baita festa de aniversário.” Anton se encostou no balcão do bar, fez uma jogada e sibilou satisfeito. “O Marcus vem?”
“Ele disse… que talvez.”
“Eles ainda não se acertaram?”
“Eles alguma vez se acertam?” Michael fez uma tacada e comemorou quando a bola entrou em uma das caçapas laterais. “Do que eu sei, eles simplesmente voltam a conversar como se nada tivesse acontecido.”
Anton balançou a cabeça e apertou os lábios. “Faz sentido.”
“Além disso, eles nunca brigariam por uma mulher.” Michael se endireitou e desviou o olhar para o homem no balcão do bar. “É estúpido. Tem tanta mulher por aí. Por que brigar por uma quando podem ter todas?”
“Você é mesmo um caso perdido, hein?” Anton torceu o nariz enquanto Michael deu de ombros com descaso.
“Eu sou só um homem racional.” Michael pegou o giz, esfregando-o na ponta do seu taco enquanto andava ao redor da mesa de bilhar. “Não vale a pena. A Fil pode ser atraente, provavelmente na mesma categoria do que eu chamo de achados raros, mas ainda assim não vale a pena brigar.”
“É por isso que você não tem um relacionamento direito.”
“Eu não tenho um relacionamento porque não gosto.” Michael olhou para Anton com um ar de entendimento. “Eu transo e caio fora. Talvez eu compre uma refeição ou uma joia, uma bolsa ou sapatos para deixar uma mulher feliz. Mas é só isso.”
Anton balançou a cabeça levemente, pegando a garrafa mais uma vez para se servir de outro gole. “Às vezes, eu queria ser um canalha igual a você.”
“Eu sou intocável. Nem sonha.”
“Mas por que o Vincent reagiu daquele jeito com o Marcus?”
Dessa vez, Michael parou de bater na bola branca. “Você tá perguntando porque você é inocente? Ou burro?”
“Quer dizer, se eu fosse o Vincent, eu não reagiria assim se você ajudasse minha namorada.”
“Você acabou de me dizer outro dia que não vai apresentar sua próxima namorada pra mim.”
“Se eu apresentasse, é o que eu tô dizendo.”
“Se você trai, é natural ter medo de ser traído,” Michael explicou casualmente. “Porque o Vincent sabia o que ele fazia pelas costas da noiva, acabava sempre olhando por cima do ombro caso ela estivesse fazendo o mesmo.”
“Falar em ter medo do próprio fantasma.” Anton concordou com um aceno de cabeça. “Isso cai no karma?”
“É uma reação natural.”
“É mesmo, Doutor Michael?”
Michael fez sua jogada e encarou Anton. “Me chama de Guru.”
“Tss.”
“Sem contar que o Marcus gosta dela.”
“Hã?”
“Gostar talvez seja exagero. Atraído? Ou talvez ele queira provar dela,” Michael explicou com certeza. “Como eu disse, a Fil é um dos achados raros. Além da aparência e da figura, só imagina desvirginar alguém como ela que nunca foi tocada ou beijada por um homem. Nem pelo noivo dela.”
“Todo mundo gosta de uma adrenalina,” ele adicionou com tom entendido. “Já se perguntou por que o Vincent não deixa ela ir? Provavelmente precisa dela em outro lugar, mas o pensamento de que ele é o único homem que vai tocar na sua futura noiva — o único homem que vai ver ela se sujar — é… lisonjeiro, não acha?”
“Por que parece que você tá querendo entrar nesse desafio também?” Anton estreitou os olhos, sentindo a malícia e a luxúria no tom de Michael.
“Porque quero.” Michael admitiu sem vergonha. “Não vou mentir. Se eu tivesse mais motivos, eu poderia correr atrás da Fil.”
“O quê?”
“O noivo dela tá pegando a melhor amiga dela! Eu não vejo motivo nenhum pra ela não fazer o mesmo.”
“E com você?”
“Se ela quiser.”
“Você é louco.”
“Mas como eu disse, eu sou um homem racional.” Michael voltou sua atenção para a mesa de sinuca. “Pode ser que eu esteja tentado a agir conforme o pensamento e aceitar o desafio. Mas ela não vale a conexão e os benefícios que eu tenho com a Família Hale.”
“Meu Deus.” Anton balançou a cabeça, olhando para Michael com incredulidade. Certamente, esse cara era um completo canalha. No entanto, o surpreendente era que eles ainda eram amigos, apesar de tudo.
“O Marcus provavelmente pensa o mesmo,” Anton comentou. “Vamos supor que seja verdade que ele acha ela atraente, mas ele não agiria conforme. Ele é um homem racional, embora ardiloso.”
Ele acenou, convencido por sua conclusão porque confiava no Marcus. “Marcus não vai —”
“Eu não vou o quê?”
De repente, a entrada se abriu, seguida pela voz do Marcus. Tanto Michael quanto Anton desviaram seus olhares para a entrada, observando Marcus entrar na sala.
“Vocês esqueceram de me dizer em qual sala vocês estão jogando,” disse Marcus. “Felizmente, só tive que seguir a energia de alguém falando sobre mim na minha ausência.”
Quando ele parou, olhou para Anton. “Então? O que você estava dizendo?”
“Ele tá dizendo que nós somos provavelmente iguais!” Michael respondeu alegremente a pergunta.
“Iguais?” Marcus franziu a testa. “Você e eu? Não sou tão degenerado quanto você.”
Michael riu, sem levar para o pessoal. “Estávamos falando sobre a Fil.”
“Fil?” linhas profundas surgiram entre as sobrancelhas de Marcus, que caminhou lentamente até o balcão do bar onde Anton estava. “O que tem ela?”
“Ele estava falando sobre como a Fil é um pacote completo,” Anton resmungou. “Ele disse que se ela quiser trair o Vincent, ele aceitaria de bom grado o papel e tiraria a virgindade dela.”
Marcus franziu a testa profundamente, encarando Michael, que deu de ombros indiferente em resposta.
“Mas como ele é um homem ‘racional’, ele não vai fazer isso,” Anton continuou com entendimento. “Ele não vai fazer isso porque brigar por uma mulher não vale a pena. Ele tem um suprimento ilimitado. É por isso que eu disse que você e ele são provavelmente o mesmo. A Fil é um achado, afinal, mas ela tá fora dos limites porque é a mulher de um irmão.”
“Uma coisa que eu quero esclarecer é que eu e o Michael não somos iguais,” Marcus argumentou enquanto ia atrás do balcão do bar para preparar uma bebida para si. “Ele quer tirar a virgindade dela, mas eu não.”
Ele ficou reto, enfatizando suas palavras para se fazer entender. “Mais uma coisa. Desde quando nossas conversas giram em torno dela?”
“Desde que ela começou a tornar as coisas interessantes para todo mundo,” Michael respondeu enquanto estava ocupado jogando sinuca. “É incrível como ela só precisou se arrumar para bagunçar nossas cabeças, não é?”