A Garota Boa do Diabo - Capítulo 223
- Home
- A Garota Boa do Diabo
- Capítulo 223 - 223 É uma festa e é pra ser selvagem 223 É uma festa e é pra
223: É uma festa e é pra ser selvagem 223: É uma festa e é pra ser selvagem “Ei, pessoal!” Michael pulou animado para dentro da área VIP do segundo andar, mas logo franziu a testa assim que seus olhos pousaram em três pessoas. “Ei?! Cadê todo mundo?”
“Como assim, todo mundo?” Anton lançou-lhe um olhar preguiçoso. “Esse é o nosso todo mundo.”
“Cadê o Marcus e a Shanaiah?”
“Marcus, eu não sei. Quanto à Shanaiah, também não sei.”
A expressão de Michael se aprofundou enquanto ele avançava em direção a eles. Quando se aproximou, seus olhos desviaram-se entre Marianne e Vincent. Marianne olhou para ele e sorriu enquanto Vincent mantinha uma expressão carrancuda.
“Está tudo bem?” Michael perguntou enquanto se sentava. “Ou essa festa acendeu alguma velha e pecaminosa chama e vocês acabaram discutindo?”
“Como assim acabamos discutindo?” Marianne deu uma risadinha. “Vincent e eu estamos de boa.”
“Só estamos relaxando, cara.” Anton apoiou.
Michael ergueu as sobrancelhas, esperando a resposta de Vincent, mas em vão. “Uh oh, alguém tá de mau humor. Vince, quer melhorar? Eu sei bem como.”
“Michael, você pode calar a boca, por favor?” Vincent soltou irritado. “Como o Anton disse, estamos de boa aqui. Se quer se divertir, volte lá pra fora e vá curtir com todo mundo.”
“Beleza!” Michael bateu palmas, lançando um olhar para Anton e Marianne. “Eu preciso saber o que tá rolando aqui. E por que esse cara tá espalhando negatividade aqui?”
Anton deu de ombros. “Não sei. Achei que estava naquela época do mês. Então, suas emoções estão uma bagunça.”
“Não olhe para mim, Michael.” Marianne deu de ombros. “Não sou eu.”
“E também não é da sua conta,” Vincent acrescentou, lançando a Michael um olhar de advertência. “Michael, para.”
“Tá bom.” Michael rapidamente levantou as mãos em rendição. “De qualquer forma, como assim o Marcus e a Shanaiah ainda não chegaram? Eu avisei que é uma festa — como eles ousam me dar o bolo!?”
“Só liga pra eles — ah, deixa pra lá!” Anton acenou enquanto sorria para a porta. “Ei, Marcus!”
Ele franziu a testa ao ver Shanaiah caminhando atrás de Marcus. “Você dois estão chegando juntos? Como? Não me digam que estão namorando agora?”
“Nem pensar.” Marcus estalou a língua, pulando para o assento do lounge perto de Anton. “Você acha que eu iria namorar ela?”
“Minhas contas foram bloqueadas e eu não posso usar nada dos meus pais. Basicamente, estou de castigo,” Shanaiah reclamou, sentando-se ao lado de Marianne. “É tão irritante!”
“Você fugiu?” Marianne deu uma risadinha para ela, só para Shanaiah revirar os olhos.
“Eles já pegaram tudo. Podem até me mandar para a prisão se quiserem me manter trancada no meu quarto.”
“Mas se alguém descobrir, não aponta o dedo pra mim.” Marcus se recostou com um copo na mão, lançando um olhar conhecedor para Shanaiah. “Se você fizer isso, você está morta.”
“Eu disse que não vou, então não vou.” Shanaiah sibilou. “Eu só vou colocar a culpa no Michael.”
“Que porra é essa?” Michael torceu o nariz com desgosto. “É isso que eu sou pra você, Sasha?”
Shanaiah riu, seu humor mudou tão rápido quanto ela piscou. “De qualquer forma, chega disso. Marcus e eu não estamos namorando, e mesmo que ele me implore, eu não vou querer.”
“Você acha que eu quero algo que todo mundo pode ter sem nem pedir?” Marcus deu um sorriso de canto. “Bom, acho que o que te deixa feliz.”
Shanaiah simplesmente ignorou o homem, já que o clima do clube havia melhorado seu humor. Isso era melhor do que ficar na casa dos pais, onde ela se sentia como uma prisioneira. Além do mais, a percepção que Marcus tinha dela não importava.
“Ótimo!” Michael bateu palmas animadamente, sorrindo de orelha a orelha. “Agora todo mundo chegou!”
“Todo mundo?” Marianne arqueou a sobrancelha. “Não estava esperando mais alguém?”
“Estava, mas ela me disse que talvez não consiga chegar.”
“Ah.”
“Então —”
“De quem você está falando?” Shanaiah perguntou por pura curiosidade.
“Fil,” Anton respondeu por Michael. “Michael a convidou.”
“O quê?! Ela voltou?!” Shanaiah animou-se. “Quando?”
A resposta de Anton foi um mero encolher de ombros, já que ele só havia ouvido sobre isso através de Marianne hoje. Shanaiah puxou o braço de Marianne, ganhando um sorriso dela.
“Fil está vindo?” Vincent perguntou, de olho em Michael. “E você não nos avisou?”
“Por quê… eu precisaria te avisar sobre a lista de convidados?” Michael inclinou a cabeça para o lado. “Não é como se houvesse um problema entre vocês dois. Pelo menos, da última vez que os vi juntos, pareciam estar bem!”
“Você esteve junto dela?” Marcus perguntou, desviando sua atenção para Vincent. Este último franziu a testa com o interesse de Marcus. Mas antes que pudesse responder, Michael animadamente respondeu por ele.
“Eles se encontraram na minha casa.” Michael sorriu de orelha a orelha. “Ah, certo? Estou namorando com a Fil.”
Desta vez, a atenção de todos se voltou para ele. Seus olhos expressavam desgosto unânime.
“O quê?” Michael ofegou. “Vocês não acreditam em mim!?”
“Michael, o que você tomou agora?” Anton disse. “Eu sei que você acha a Fil gata, mas fala sério, cara.”
“O que tem de errado comigo?” Michael franzia a testa. “Sou bonito, alto, tenho um bom corpo, e minha experiência me faz melhor que qualquer um de vocês.”
“Essa é a questão.” Vincent riu pela primeira vez desde que ouviu que Fil estava vendo outro cara. “O seu número de conquistas já é suficiente para fazer ela fugir de você como se você fosse a peste.”
“Exatamente.” Anton concordou.
A carranca de Michael se aprofundou, apoiando as mãos nos quadris. “Eu não acredito em vocês. Vocês são realmente meus amigos?”
“Somos, Mike. Mas da próxima vez, invente uma história mais crível,” Marianne brincou. “A Fil nunca ia te dar bola só pelo fato de você ser… você.”
“Tá bom. Não somos!” Michael estalou a língua em sinal de derrota. “Eu achei que ia ser legal ver a cara de choque de vocês.”
“Torne-se padre que aí sim a gente se choca,” Anton comentou. “Então, a Fil não vai conseguir vir?”
“Foi o que ela me disse.” O sorriso no rosto de Michael voltou, lançando um olhar provocador para Marianne e Vincent. “Então, vocês dois não precisam se conter. Ninguém vai pegar vocês no flagra!”
Marianne deu de ombros para Michael enquanto Vincent não teve nenhuma reação. Mesmo assim, apesar de saberem que era a maneira indecente de Michael de provocá-los, os dois se pegaram trocando olhares. Marianne mordeu a língua enquanto tomava um gole devagar, mantendo os olhos nele, e Vincent fez o mesmo.
“Enfim, já que é uma festa, esse clima não está bom!” Michael se levantou e foi saltitando até a porta. Segurando a maçaneta, ele olhou para o grupo com um brilho intensa no sorriso. “Eu não preciso de adultos decentes essa noite. A noite é uma festa e tem que ser selvagem. É uma noite para fazermos o que der na telha.”
No segundo em que essas palavras saíram da boca de Michael, ele abriu a porta. Assim que o fez, algumas pessoas do andar de baixo que pareciam estar esperando por isso invadiram o lugar, espalhando sua energia contagiante.