A Esposa Roubada do Rei Oculto - Capítulo 198
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198: Você me esperaria? 198: Você me esperaria? “Soleia!”
Rafael estava na porta, seus ombros subindo e descendo enquanto ofegava, seus olhos procurando pelos de Soleia. No entanto, rapidamente eles se voltaram para a mulher de cabelo prateado que estava na sala, quase bloqueando sua visão.
Elinora se virou, seu sorriso nunca desaparecendo antes de girar completamente o corpo para olhar para Rafael.
“Sua Alteza!” ela exclamou, alegria em sua voz. “Estávamos justamente falando de você―”
“O que diabos você está fazendo aqui?” Rafael exigiu.
Ele avançou, um chicote feito de sangue envolveu o pescoço de Elinora antes de puxá-la para fora do caminho. Enquanto Elinora tropeçava e tentava recuperar o equilíbrio, Rafael rapidamente se colocou entre ela e Soleia, usando seu corpo para proteger a última.
“Quem te deu o direito de vir ao quarto dela?” Rafael rosnou, o olhar em seus olhos mortal enquanto o tentáculo de sangue apertava um pouco mais. A cornalina que ele usava no pescoço pulsava, o brilho vermelho intensamente assassino contra o cenário do pôr do sol.
Elinora arfava por ar, suas mãos arranhando o chicote apenas para segurar o nada. Ela não conseguia segurá-lo bem, e quanto mais lutava, mais apertado ficava, deixando-a sem fôlego.
“É verdade o que ela disse?” A pergunta de Soleia fez com que a concentração de Rafael se rompesse por um breve segundo. O tentáculo de sangue afrouxou apenas o suficiente para permitir que Elinora respirasse profundamente, sua mandíbula caindo enquanto engolia o muito necessário oxigênio.
A atenção de Rafael, por outro lado, estava totalmente voltada para Soleia.
“O que―”
“Sobre seu noivado,” Soleia disse, “com ela. É verdade?”
“Eu―” Rafael disse, seus olhos se arregalando.
No entanto, sua hesitação momentânea foi tudo o que Soleia precisava saber. Ela se afastou de Rafael, balançando a cabeça enquanto a decepção transbordava em seus olhos. O olhar de mágoa cruzou seu rosto, e suas sobrancelhas se franziram enquanto ela olhava para o homem — o estranho — à sua frente.
“Claro que é verdade,” Elinora disse com uma curta risada. “A menos, é claro, que o Príncipe Rafael tivesse recusado a oportunidade de se tornar o príncipe herdeiro? Se assim for, viva o verdadeiro amor― ack!”
“Ninguém te deu permissão para falar,” Rafael disse em voz baixa, virando os olhos lentamente para Elinora. Ele não se moveu um centímetro do lugar onde estava, mas um movimento de sua mão comandou facilmente a corda de sangue para erguer Elinora do chão.
Ela segurou o tentáculo, seus lábios se abrindo e fechando como um peixe fora d’água, mas Rafael não se importava nem por um segundo que Elinora rapidamente estava ficando tão roxa quanto o cristal pendurado em seu pescoço.
“Deixe-a ir.”
Essas três palavras fizeram os olhos de Rafael se arregalarem. O tentáculo de sangue que estava enrolado no pescoço de Elinora de repente perdeu toda a estrutura, derramando-se no chão sem vida enquanto a mulher desabava em sua poça. Ela tossiu, engasgando e ofegando antes de olhar para a poça de sangue sob ela com descrença.
Igualmente, Rafael se virou e olhou para Soleia em choque. Seus brincos estavam brilhando, pulsando com uma luz branco-leitosa enquanto ela olhava impassivelmente para Rafael, ignorando completamente a mulher no chão.
“Soleia…” O nome dela saiu dos lábios de Rafael enquanto ele a olhava em questionamento.
“Oliver,” Soleia disse calmamente, sem mover os olhos nem por um segundo. “Poderia, por favor, escoltar Lady Elinora para fora?”
“Sim, Sua Alteza,” Oliver disse. Ele apressadamente ajudou Elinora a sair da sala, fechando cuidadosamente a porta atrás dele.
Não que ele quisesse levar a última para a enfermaria o mais rápido possível, mas, sim, Oliver estava com medo de ficar naquela sala por mais um segundo. A tensão era tão densa que era praticamente sufocante.
Com a porta fechada, Rafael e Soleia ficaram sozinhos.
O que costumava ser conversas sem fim e risadas alegres logo se tornou nada além de um silêncio constrangedor. Rafael desconfortavelmente se mexeu. Ele foi o primeiro a desviar o olhar, olhando para a poça de sangue no chão. Ele posicionou a mão sobre ela, tentando comandar o sangue para cima, mas, sem surpresa, sua cornalina nem sequer piscou.
“Poupe seus esforços,” Soleia disse sem emoção. Ela caminhou até o sofá, sentando-se como se nada estivesse errado, e que ela estava em um palácio próprio, onde era a amante.
“Valeu a tentativa,” ele murmurou sob a respiração, embora seu corpo permanecesse rígido, como se fosse uma criança sendo repreendida por seus pais.
“Bem?” Soleia instigou. “Você aceitou a oferta de seu pai?” ela perguntou. “Uma coroa e uma esposa. Eu diria que é um acordo bastante justo.”
“Minha esposa será apenas você,” Rafael disse imediatamente — quase um pouco rápido demais.
Soleia apenas zombou e revirou seus olhos. Elinora não teria vindo para se gabar se não tivesse certeza sobre qual seria a escolha de Rafael. Isso significava apenas uma coisa.
“Quando suas mentiras vão acabar?” ela perguntou. A parte de trás de seus olhos estava quente, mas Soleia se recusava a deixar qualquer lágrima cair por esse homem.
Seu Ralph estava morto. Este homem que estava à sua frente não era seu marido. Ele poderia ser o marido de Elinora, por tudo o que ela se importava.
Ou pelo menos, era isso que o cérebro de Soleia desesperadamente tentava dizer ao seu coração.
“Princesa,” Rafael disse, imediatamente caindo de joelhos. Ele se ajoelhou bem ao lado de Soleia, tentando segurá-la, apenas para ela se desviar de seu toque. Desta vez, Rafael não insistiu mais no contato físico, apenas permanecendo no lugar enquanto a olhava intensamente. “Eu… apenas concordei com os termos do meu pai para garantir a posição. Mas vou procurar uma forma de sair — nunca terei Elinora Wynsler como minha esposa. Você é a única pessoa que eu gostaria como minha rainha.”
Soleia apertou a mandíbula. As engrenagens em sua cabeça giravam enquanto ela piscava suas lágrimas para longe, sua mente decidida.
Então, ela se virou e olhou para Rafael, o gelo em seus olhos finalmente desaparecendo.
“Isso é mais uma mentira?” ela perguntou, sua voz surpreendentemente suave, cheia de fraqueza e toda a frágil insegurança de uma mulher implorando pelo amor de seu marido.
Rafael ficou rígido de surpresa. Ele esperava raiva, ciúme e tristeza. Mas não isso.
No entanto, ele não questionou. Em vez disso, ele assentiu e se aproximou um pouco dela. Desta vez, Soleia não recuou e permitiu que Rafael segurasse suas mãos. Ele a agarrou firmemente, com medo de que, se a soltasse, ela desapareceria em uma nuvem de fumaça e poeira.
“Claro,” ele prometeu. “Eu vou fazer o que for preciso para garantir que este noivado não se concretize. Quando eu for rei, nós nos casaremos — oficialmente. Você vai… esperar por mim? Sim?”
Para sua surpresa, Soleia sorriu suavemente.
“Sim,” ela disse. “Claro.”
Não.