A Esposa Mascada do Duque - Capítulo 162
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162: Viagem (3) 162: Viagem (3) “Por que está me observando, Edgar?” Alessandra cedeu e perguntou depois de sentir o olhar ardente dele sobre ela desde o momento que a carruagem partiu.
“Estou esperando para ver sua habilidade de desenhar a paisagem enquanto a carruagem passa rapidamente por ela. Não ligue para mim”, Edgar respondeu. Ele estava sentado com uma perna sobre a outra e seu braço direito apoiando a cabeça enquanto observava Alessandra. Ele sentia que não demoraria muito para Alessandra deixar seu livro de lado.
Alessandra achou quase insuportável desenhar enquanto Edgar a encarava tão intensamente. “Posso sugerir que você encontre algo melhor para ocupar seu tempo? Você sabia que viajaríamos por um longo percurso e mesmo assim não preparou nada para passar o tempo”.
“O que eu precisaria preparar estando com você? Estou passando o tempo bem. É você quem tem um problema.”
“Você pode encontrar outra maneira de passar o tempo que não envolva me observar? Isso é irritante. Aqui”, ela arrancou um pedaço de papel de seu livro. “Divirta-se com isso”.
Edgar pegou o papel de Alessandra. Com ele ocupado com algo, ela voltou a desenhar até que um pequeno pedaço de papel amassado pousou no meio de seu livro. Alessandra segurou a caneta irritada com Edgar, mas não parou de desenhar. Edgar também não parou de jogar o papel para chamar sua atenção.
“Ok, então foi minha culpa por pensar que você não me incomodaria com papel. Eu desisto”, ela fechou o livro e colocou ao lado junto com a caneta. “E agora? Não há nada para nós dois fazeremos”.
“Certamente tem, mas você nunca quer seguir com os meus planos. Ainda estou pensando em te contar o que eu queria mais cedo sobre ter coisas separadas-”
“Edgar, eu vou dormir. Chegaremos lá em pouco tempo se eu adormecer”, disse Alessandra. Ela se mexia no assento tentando encontrar uma boa posição para dormir, mas a menos que se agarresse a algo ela cairia do assento quando caísse num sono profundo.
“Precisa da minha ajuda? Tem um lugar confortável aqui”, Edgar deu uns tapinhas em seu colo. “Garantirei que você não caia”.
Alessandra suspirou, sabendo que precisava da ajuda dele. Era ou ela deitava no colo dele para dormir, ou ficava acordada para aguentar o que Edgar tinha em mente. Era divertido falar com ele, mas seis horas do Edgar encontrando entretenimento em provocá-la não era divertido.
Alessandra se levantou cuidadosamente enquanto a carruagem se movia na estrada esburacada. Ela sentou ao lado de Edgar e estava quase certa de que ele desfrutava do fato de que ela tinha se aproximado dele. “Você não vai tirar a perna para eu me deitar?” Ela perguntou pois ele ainda tinha uma perna apoiada sobre a outra.
“Bem, primeiramente estou esperando você pedir para se deitar. Espere”, ele segurou a mão dela quando ela tentou voltar para o seu lado. “Precisa estragar a diversão? Estou pacientemente esperando você começar a me provocar como disse que faria”.
Alessandra se deitou no colo dele agora que ele havia retirado o pé. “Não quero ter uma disputa de provocações com você enquanto estivermos presos numa carruagem. Por favor, me acorde quando estivermos nos aproximando de onde vamos nos hospedar”, ela fechou os olhos.
“Farei isso”, Edgar respondeu. Ele brincou com os fios de cabelo que se espalhavam sobre seu peito e olhou pela janela enquanto deixavam Lockwood.
“Edgar, se seus pais descobrirem que estamos indo ver sua avó, eles nos seguirão até lá?”
“Meu pai iria mas minha mãe não o acompanharia. A única pessoa com quem ela não consegue fazer do seu jeito é minha avó. Se minha avó viesse nos visitar em Lockwood, você não ouviria uma palavra sair da boca da minha mãe. Foi meu avô quem arranjou para meu pai se casar com minha mãe. Ouvi dizer que minha mãe e minha avó bateram de frente desde o primeiro dia”, Edgar respondeu.
Alessandra esperava que não fosse porque elas tinham personalidades semelhantes, por isso não conseguiam coexistir uma com a outra. “Por que está tão confiante de que ela vai gostar de mim?” Ela perguntou.
Nos últimos dias, ela aprendeu muito sobre a família dele tanto com Alfred e Sally, como com artigos sobre eles que estavam na biblioteca. Eles eram todos ricos e tinham parceiros de outras famílias ricas. Ela não se surpreendeu ao saber que um parente de Edgar havia se casado com um príncipe há muito tempo atrás.
Vindo de uma família com um bom histórico, Alessandra estava preocupada com o seu histórico. Seu pai era um Barão, mas ele tinha problemas financeiros. Mesmo que ele não tivesse nenhum problema financeiro, ele não teria gasto dinheiro com ela. Ela não trouxe nada para o casamento com Edgar que fizesse a família dele vê-la como uma boa candidata. Seu dinheiro veio da mesada que Edgar dava a ela.
“Ai”, Alessandra tocou a testa onde Edgar a havia beliscado. “Isso foi para quê?”
“Você já está pensando demais antes mesmo de chegarmos lá. Eu não teria te levado para conhecer minha avó se eu não achasse que ela gostaria de você. Relaxe antes que seu cérebro exploda. Além disso, não vamos vê-la hoje. Ela nem sabe que estamos chegando.”
Os olhos de Alessandra se abriram quando um pensamento lhe ocorreu. “Edgar, ela sabe que você está casado e com quem você se casou?”
“Pode ter me escapado à mente informar pessoalmente a minha avó que eu me casei-”
“O quê?!” Exclamou Alessandra. Como Edgar estava indo casualmente visitar a avó com uma esposa que a mulher não sabia que existia? Pelo amor de Deus, eles poderiam dar a mulher um ataque cardíaco.
“Assim como minha mãe e meu pai descobriram, tenho certeza que minha avó deve ter sido informada por alguém. As notícias de Lockwood devem ter se espalhado para um de meus parentes que a informaria ou talvez Alfred tenha enviado a nota em meu lugar. Os dois são muito próximos. Minha avó com certeza sabe, ela só não se incomodaria em viajar para Lockwood já que eu iria até ela. Eu vou pedir desculpas por não ter escrito uma carta.”
Desde o momento em que se casaram, algo estava ocupando ele, seja a família de Alessandra ou o trabalho. Ele tinha intenção de informá-la pessoalmente, mas isso lhe escapou à mente, o que era raro, e sua avó entenderia, pois ele não era de esquecer dela.
“Aceito sua palavra de que ela não ficará chateada. Até amanhã, não me preocuparei com isso”, Alessandra fechou os olhos. No tempo em que estariam fora de Lockwood, ela não queria desperdiçá-lo se estressando com novos problemas. Nada estragaria sua felicidade de finalmente viajar para fora de Lockwood.
‘Foi rápido’, Edgar pensou. Ele esperava que teria que dizer algo mais para tranquilizá-la, mas ela superou isso rapidamente. Sua habilidade de não se preocupar com as coisas por muito tempo era impressionante e a cada dia sua ausência de preocupação aumentava.
Edgar sentia que ela estava mais preocupada com como a mentira em relação ao cozinheiro o afetaria do que a ela mesma. Ela não parecia se importar com o que acontecia consigo mesma. Depois do último encontro com a mãe dele, Alessandra não parecia incomodada com a mulher nem queria ser agradável. Será porque ele era próximo de sua avó que ela estava preocupada em agradar?
“Mulher boba”, ele acariciou o cabelo dela. Se por algum motivo sua avó não gostasse de Alessandra, não é como se ele fosse acabar com o casamento. A única pessoa de quem ela precisava agradar era ele.