A Esposa Gênio do Bilionário - Capítulo 313
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313: Você me envenena? 313: Você me envenena? Enquanto desciam, a atmosfera no andar de detenção ficava distinta dos níveis superiores. A iluminação fraca e as paredes cinzentas contribuíam para um ambiente sombrio e ameaçador, acentuado pelo conhecimento de que este andar era frequentemente usado para fins letais.
Scarlett caminhou por um longo corredor, passando por diversos guardas vestidos com uniformes pretos e totalmente armados. Ela então se aproximou de uma porta trancada com um código de acesso específico, concedendo entrada à pesada fortaleza onde Theodor estava sendo mantido.
Logo, Scarlett chegou à porta preta no final da sala. Antes de abrir a porta usando suas impressões digitais, lançou um olhar a Rex. Ele estava encostado na parede próxima, absorto em seu telefone e aparentemente alheio à presença dela.
Balançando a cabeça, Scarlett voltou sua atenção à porta à sua frente. Respirou fundo, preparou-se e empurrou a pesada porta, fazendo com que a sala fosse banhada em uma súbita explosão de luz amarela.
Mas o que ela viu dentro da sala a deixou completamente chocada. Seus olhos se arregalaram e ela não pôde evitar xingar baixinho, “Que inferno! Entrei no quarto errado?” ela exclamou.
Os olhos de Scarlett se arregalaram ao ver a cena à sua frente — um homem agachado no chão, com a cabeça enterrada nos braços, como se estivesse tentando desesperadamente evitar algo. Estava coberto apenas por calças pretas e uma camisa branca suja, com marcas de sapato.
Se não fosse pelo seu cabelo ruivo-acobreado característico, Scarlett teria dificuldade em reconhecer o homem como Theodor. Ela podia perceber múltiplos hematomas em seu rosto e nas mãos, apesar de sua tentativa de proteger o rosto.
O lamentável estado de seu corpo a fez lembrar imagens de batedores de carteira espancados nos filmes de Hong Kong que ela havia assistido no passado.
Scarlett franziu a testa enquanto se aproximava cautelosamente de Theodor, perguntando-se quem poderia ter infligido tais ferimentos nele. Não havia vestígios da antiga beleza e arrogância de Theodor. Ele parecia mais como um gato maltrapilho sem sua autoconfiança habitual.
Embora um sentimento de compaixão começasse a crescer dentro de Scarlett pelas circunstâncias infelizes de Theodor, ela era dominada por uma frustração crescente. Ela não podia descontar sua raiva acumulada neste homem miserável, que sempre fora sua intenção.
Apertando os punhos ao seu lado, Scarlett resmungou interiormente, “Droga! Rex Morrison, por que você teve que intervir e atacar meu inimigo? Você roubou minha chance de realizar minha vingança!”
Com irritação percorrendo seu corpo, Scarlett analisou o quarto em busca de algo que pudesse usar. Seus olhos pousaram em uma cadeira no canto. Com rapidez, pegou a cadeira e arrastou-a pelo chão de concreto, provocando um som de raspagem que despertou Theodor de seu estado semi-consciente.
Theodor enterrou o rosto nas mãos, sua voz trêmula enquanto falava, “Q-Quantas vezes preciso repetir”, suas palavras eram impregnadas de medo e ódio, “Não vou revelar nada para você! Nem mesmo se tirar minha vida!” A raiva crescia dentro dele, alimentando sua desobediência.
Seu corpo era tomado por uma dor excruciante, deixando-o praticamente paralisado. No entanto, o que mais frustrava Theodor era sua total falta de compreensão sobre o motivo pelo qual ele havia sido capturado em primeiro lugar.
Tudo o que sabia era que seu captor, que o havia submetido a essa brutal surra, buscava informações sobre sua família. Suportando a agonia, Theodor jurou a si mesmo que jamais trairia sua linhagem real. Ele preferiria encontrar a morte nesses confins a trair sua família.
Os olhos de Scarlett se arregalaram de surpresa com a pergunta de Theodor.
‘O que diabos Rex fez com esse pobre homem? Que tipo de informação ele pediu para ele?’ Muitas perguntas passavam por sua mente, mas ela as deixava de lado por enquanto.
Ela colocou a cadeira a uma pequena distância de Theodor e pegou duas seringas do bolso de seu casaco. Com passos calmos, ela se aproximou dele, agachando-se. Ela aplicou ambas as injeções — os líquidos azul e amarelo — em um movimento rápido. Depois de retirar as seringas, guardou-as discretamente no bolso.
“O que… O que você está fazendo?” Theodor perguntou em pânico. Mesmo em seu estado semi-consciente, ele pode sentir a presença de alguém injetando substâncias em seu corpo.
Em questão de segundos, Theodor sentiu uma sensação peculiar percorrendo seu corpo. Seus membros se enrolaram ainda mais involuntariamente, mas suas mãos passaram de proteger o rosto a pressionar o peito, que agora estava envolto em um calor sem nome.
“D-Droga! E-Está me envenenando??” Theodor gritou de agonia, reunindo forças para levantar a cabeça e encarar a pessoa à sua frente.
Aos poucos, ele ergueu a cabeça, seus olhos fixos no rosto dessa pessoa desprezível. Jurou memorizar esse rosto, mesmo que fosse perecer ali, faria da perseguição a essa pessoa sua missão incessante.
Porém, quando seus olhos encontraram o rosto daquela pessoa, ele ficou totalmente chocado.
“Scarlett Piers!?” Theodor exclamou em choque. “É realmente você, Scarlett Piers?” ele questionou, incrédulo em sua voz.
Ele não conseguia entender como a esposa de seu melhor amigo poderia ser responsável por seu sequestro e tortura. Eles nunca haviam se cruzado antes, e ele não se lembrava de nenhum motivo para ela manter más intenções em relação a ele. Agora sua mente estava em um misto de incredulidade e confusão.
“P-Por quê? Por que você me sequestrou?” ele perguntou novamente. Ainda assim, Scarlett não respondeu.
‘Por que essa mulher me odeia? Será que a deixei com raiva? Por isso ela parecia fria comigo quando nos conhecemos antes?’ Theodor falava consigo mesmo, e muitas perguntas passavam por sua mente.
Theodor encarou os olhos de Scarlett atentamente, esperando sua resposta. No entanto, Scarlett o ignorava completamente. Chegou até a se afastar dele casualmente e sentar-se em uma cadeira no meio do quarto.
Ele lutou para se sentar, encontrando uma facilidade recém-descoberta em seus movimentos, como se a dor que havia sentido antes tivesse desaparecido; seu corpo se sentia muito melhor, sem mais sensação de queimação no peito, sem mais dor em todo o corpo sendo atingido.