A Companheira Amaldiçoada do Alfa Vilão - Capítulo 81
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81: Você me esperou? 81: Você me esperou? A ABAIXO ESTÁ A TRADUÇÃO SOLICITADA:
O silêncio de Donovan era opressor, à medida que sua cabeça pulsava com uma dor surda e implacável. A voz que ecoava em sua mente não era parte da maldição — não carregava o tom zombeteiro da maldição, mas sim, era algo diferente.
Era como se um espectro do seu distante passado, enterrado por quinze longos anos, estivesse lutando para voltar das sombras.
A ironia disso era que Donovan quase acolhia a promessa do esquecimento. A morte soava como um alívio para ele. Ele sabia que havia cometido inúmeros erros enquanto criança, mas como poderia ser responsabilizado? Ele era apenas um menino brutalizado, suportando um tormento inimaginável.
Antes de ser posto para dormir, na mesma noite de sua execução frustrada, alguém invadiu sua mente inconsciente. Ele não conseguia vê-los, nem discernir sua verdadeira identidade, mas a presença deles trouxe um consolo frio e perturbador. No fim, seu eu mais jovem fechou um acordo com essa figura misteriosa, apostando a própria vida.
Agora, enquanto a memória ressurgia, Donovan não conseguia afastar a roedora suspeita de que o estranho pudesse ser o verdadeiro portador da maldição, e que ele havia feito um acordo com essa pessoa.
Mas os detalhes do encontro eram frustrantemente embaçados. Ele não conseguia se lembrar da conversa claramente o suficiente para compreender o que realmente acontecera. No entanto, uma onda de raiva e irritação se apertava em seu peito.
Quem quer que fosse aquele estranho, eles devem ter feito algo para provocá-lo, para deixar essa amargura duradoura gravada em sua alma.
Por que ele não conseguia se lembrar de todo o intercâmbio?
“Descanse um pouco,” Irwin sugeriu, sua voz cortando a névoa de Donovan e trazendo-o de volta ao presente. “Seu corpo ainda está se recuperando, e não é surpresa que seu povo esteja mais cauteloso com Licanos do que com lobos comuns,” ele adicionou, levantando-se da cadeira e limpando as mãos na túnica antes de seguir em direção à porta.
Os olhos de Donovan se estreitaram instintivamente enquanto ele chamava por ele, “Foi ele, não foi? Ele é o que me trouxe aqui. Onde ele está?”
Irwin parou no meio do passo diante da indagação de Donovan, sua mão no batente da porta. “Você desmaiou sem aviso,” ele disse, seu tom firme, mas suave. “Sua febre estava disparando – muito além do normal. Você realmente esperava que ele te deixasse deitado inconsciente na chuva?”
Donovan permaneceu em silêncio diante da pergunta retórica de Irwin, sem oferecer contraponto.
Já fazia um tempo desde que se sentira tão esgotado, e ele sabia que estava ligado à ligação temporariamente cortada com seu lobo.
Embora seu lobo tivesse se aquietado, ele nunca havia realmente experimentado sua ausência — pelo menos, não assim. O repentino vazio deve ter colocado um imenso esforço em seu corpo, dado que seus lobos eram uma parte fundamental de quem eles eram.
Tão irritante quanto seu lobo pudesse ser, ele percebeu o quanto ele era essencial para si. A ausência que sentia lhe roía por dentro, e isso só aumentava sua preocupação por Esme.
Ela tinha sempre carregado essa sensação vazia, vivendo sem seu lobo por tanto tempo?
“Onde ele está?” Donovan finalmente exigiu, sua voz baixa e comandante. Antes que Irwin pudesse dizer algo, a porta se destrancou, e Leonardo entrou.
Sem dizer uma palavra, ele se aproximou de Donovan e gentilmente colocou algo em sua mão – um pedaço de tecido familiar.
“Eu encontrei sua venda,” Leonardo disse, seu tom calmo, mas com uma nuance de cuidado. “Está seca agora. Você pode colocar se estiver se sentindo exposto.”
Os dedos de Donovan fecharam em torno do pano, reconhecendo a textura desgastada. Era de fato sua venda.
“Você voltou lá?” ele perguntou, sua voz marcada por um toque de curiosidade e cautela.
A expressão de Leonardo era indecifrável. “Sim,” ele respondeu. “Eu usei minha fala. Eles ficarão congelados até o amanhecer.”
Ele cruzou os braços sobre o peito, observando silenciosamente enquanto Donovan enrolava a venda de volta em seus olhos. A voz de Leonardo, no entanto, tinha uma aspereza — soava rouca, como se o poder de sua maldição o tivesse desgastado. Ele havia usado sua fala pela terceira vez no dia, e precisaria de mais comprimidos mais tarde para curar sua garganta.
“Por que você tirou?”
“Por que mais?” Donovan rebateu, sua voz marcada pela amargura. “Eu estava no meio de algo crucial, mas seu rei tolo, e aquele desgraçado, Dahmer, arruinaram meu plano.” O fato de que ele tinha permitido que o acuassem em tal canto feria seus nervos, uma ofensa ao seu orgulho.
Ele certamente não deixaria isso impune, especialmente depois que eles tinham ousado mexer com seu lobo daquela forma. Levaria tempo para que seu lobo se recuperasse, já que também estava sofrendo sob a manipulação da maldição.
A ironia, entretanto, não estava perdida para ele. Eles permitiram que um demônio real, já vinculado pela maldição, escapasse por entre seus dedos, tudo para que eles pudessem apertar seu inútil controle sobre ele.
“Eu o tinha,” Donovan disse, sua voz baixando com frustração. “Ele estava tão perto de revelar a verdade, e eles deixaram ele escapar.” Ele tentava não deixar sua raiva tomar o controle. Pelo menos agora ele tinha uma pista; ele precisava rastrear três bruxas.
Mas três bruxas… onde em todos os reinos ele deveria encontrá-las?
A segunda pista que ele obteve foram os olhos do homem, já que Eugene mencionou que seus olhos eram idênticos. Eles eram exatamente da mesma cor que os seus, um tom único que ele tinha dito ter uma semelhança inegável com os de seu pai. Mas isso não poderia ser — seu pai estava morto, não? O mero pensamento parecia absurdo. Contudo, se não era seu pai… então quem poderia ser?
“Duas vezes em uma noite, eu te ajudei,” Leonardo comentou, um vestígio de satisfação pingando de sua voz enquanto finalmente captava a atenção de seu irmão. “Isso significa que você me deve. Você vai ter que fazer algo em troca para mim.”
Em resposta, as sobrancelhas de Donovan se arquearam instintivamente, uma sombra de suspeita em sua voz enquanto perguntava, “E exatamente o que você quer?”
“Eu preciso falar com você — sobre a maldição e nosso pai. É importante.” Leonardo disse, seu tom atentamente ficando mais sério a cada minuto. “Precisamos nos encontrar de novo amanhã. Há informações vitais que preciso compartilhar com você.”
Donovan sentiu o peso das palavras de seu irmão. Não parecia uma estratégia para forçar outro encontro, e ele podia dizer que Leonardo estava sendo sincero.
“Como posso ter certeza que será um investimento valioso do meu tempo?” ele perguntou, seu ceticismo palpável.
A resposta de seu irmão foi firme. “Será, eu também não sou de divulgar informações desnecessárias. Você entenderá amanhã.” Ele pausou, uma sombra de consideração em seu tom.
“Eu antecipei que você não iria querer demorar uma vez que recuperasse a consciência, então tomei a liberdade de secar suas roupas.” Ele se moveu até a poltrona onde tinha guardado as roupas de Donovan.
O silêncio entre eles foi prolongado, como se Donovan estivesse processando a situação. Finalmente, ele quebrou a calmaria, sua pergunta tingida de curiosidade. “De quem exatamente estou vestindo as roupas?”
O olhar de Leonardo se desviou para a roupa simples, mas prática que seu irmão vestia — uma camisa simples e calças folgadas.
“Minhas,” ele respondeu, sua voz baixa e uniforme.
“Eu tive que revirar minha gaveta de roupas para encontrar algo que não o fizesse parecer um bloco sem forma,” ele adicionou, seu tom pingando com sarcasmo. “Quem diria que o irmão magricela que eu conhecia viraria… isso?” Ele gesticulou para o físico robusto de Donovan, um lampejo efêmero de travessura em seus olhos.
As palavras fizeram uma veia inchar na testa de Donovan, e ele franzir a testa. “Quem diabos você está chamando de magricela? Seu atrevido nanico?!”
Leonardo levantou uma sobrancelha inocente, “É um fato inofensivo. Quer pegar emprestado meus olhos para ver a diferença?”
“Você quer ser socado para a próxima semana e desfrutar de um belo e curto cochilo?” Ele retrucou com um rosnado ameaçador.
Irwin simplesmente ficou na entrada, assistindo a disputa verbal dos irmãos com uma mistura de diversão e preocupação. Um sorriso discreto brincou em seus lábios quando eles finalmente cessaram a discussão, com Donovan se levantando da cama. Ele arrancou seu traje da mão de Leonardo.
“O banheiro é…” Leonardo começou, mas Donovan interrompeu-o com uma réplica cortante.
“Não preciso da sua ajuda.”
Irwin balançou a cabeça, rindo para si mesmo enquanto se afastava.
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Enquanto isso, enquanto a chuva tamborilava contra as janelas do sombrapico, Esme havia se resignado ao seu destino, suas pálpebras se tornando incrivelmente pesadas com a fadiga.
Mas então, uma batida na porta quebrou o silêncio, e ela apressou-se em responder. Seu coração deu um pulo quando ela a abriu para revelar Donovan parado no umbral.
A noite chuvosa senhor grudava nele como um manto úmido, porém, ele mesmo parecia intocado pelos elementos, sua presença irradiando uma luz dourada e quente que envolvia Esme como um abraço suave.
“Onde você estava?” Ela exigiu, sua voz tremendo com uma mistura de preocupação e alívio, sua própria presença inesperada igualmente deixando Donovan momentaneamente sem palavras.
“Você sabe que horas são?” Ela continuou. “Quem sai por essa hora da noite e—” antes que ela pudesse desatar o turbilhão de palavras que tinha guardado para ele, ele subitamente a envolveu em seus poderosos braços, seu peito uma sólida muralha de músculos que parecia englobar todo o seu ser.
O suspiro de Esme se perdeu na compressão de seus corpos, seus olhos arregalados de maravilha enquanto ela sentia-se derretendo em seu abraço.
“Você me esperou?” ele perguntou, sua voz baixa e cativante. “Eu nunca pensei que voltaria para casa e alguém estaria preocupado comigo. Estou feliz que seja você, Esme.” Suas palavras enviaram calafrios por sua espinha, fazendo seu coração bater como um pássaro cativo, preso pelo peso de suas palavras e o calor de seu abraço.
“O que você está–”
Mas antes que ela pudesse terminar sua pergunta, ele aninhou seu rosto na curva suave de seu pescoço, seu sopro quente formigando seus sentidos. Ele aspirou profundamente, seus próprios sentidos intoxicantemente sobrecarregados pelo cheiro familiar que tinha vindo a definir ela – uma mistura embriagante de pétalas de rosa e luz de lua que mexia com seu ser.
Enquanto ele afundava mais profundamente, seus lábios roçaram a pele macia de seu pescoço, fazendo o coração de Esme bater descontroladamente em seu peito. Suas palavras se perderam em um suspiro enquanto ele sussurrava sua súplica, sua voz um murmúrio rouco e que enviava tremores pelo seu núcleo.
“Fique comigo esta noite, Esme. Faça-me companhia em minha própria escuridão. O que você me diz? Sim, não, talvez… ou para sempre?”