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A Companheira Amaldiçoada do Alfa Vilão - Capítulo 270

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Capítulo 270: Roubou Meu Interesse

********

Kael retornou à sua sala do trono, onde Lennox ainda estava sentado, esperando por ele.

“E então?”

Lennox recostou-se na cadeira, uma sobrancelha levantada naquele olhar familiar de impaciência.. “Quando você vai trazer isso à tona com o conselho? O que vamos realmente fazer sobre as águas escuras?”

A bota de Kael ecoou contra o piso de mármore enquanto ele atravessava a vasta câmara, as luzes douradas das altas janelas vitrais se derramando sobre seu manto real.

Ele subiu ao estrado e afundou em seu trono ornamentado, um assento que parecia carregar o peso de mais do que apenas governança. Sua expressão era distante, pensativa, como se sua mente tivesse vagado muito além das paredes desta sala.

Ele descansou um braço no lado da cadeira, seus dedos roçando o queixo distraidamente.

“Se as águas escuras realmente contêm vestígios de magia corrompida,” ele disse lentamente, “então não está além do controle. Seu poder pode ser selvagem, sim, mas ainda uma espécie que precisa ser estudada, compreendida e talvez até regulada para um contra-ataque.”

Lennox franziu a testa.

“Você parece calmo demais sobre algo que está engolindo vilarejos.”

Os lábios de Kael se contraíram, um leve sorriso sem humor. “Pânico não serve a ninguém. Aquela de cabelos verdes testará a primeira fórmula ao amanhecer. Assim que tivermos os resultados, saberemos se essa ‘maldição’ pode ser contida. De qualquer forma, estaremos prontos para o que acontecer a seguir.”

Ele pressionou os lábios em uma linha fina, o brilho de pensamento passando por seus olhos traindo um momento de consideração antes de finalmente acrescentar:

“Essa mulher… Esmeray,” ele disse lentamente, quase saboreando seu nome. “Ela roubou meu interesse agora.”

Lennox virou-se completamente ao ouvir isso, sua sobrancelha franzida em confusão. “Eu não entendo. O que você quer dizer com ela roubou seu interesse?”

Os lábios de Kael se curvaram, embora o sorriso não alcançasse seus olhos. “Não pareça ciumento, Lennox. Você é um homem casado agora,” ele provocou levemente, seu tom brincalhão, mas havia uma familiaridade de zombaria que fez Lennox apertar o maxilar.

“Sim, você me ouviu bem,” Kael continuou, recostando-se no trono com um leve sorriso. “Acho que ela terá grande valor para mim. A linhagem Montague tem um dom – um que serviria bem ao meu propósito. Há magia em suas veias, eu senti no momento em que a toquei. É indomada, mas potente mesmo assim. Duvido que ela sequer esteja ciente de quanto poder possui.”

Lennox soltou uma risada curta e incrédula, sua expressão endurecendo. “Boa sorte com isso,” ele murmurou. “Aquele marido demônio dela a tem firmemente em suas mãos. Não há como separá-la dele.”

O olhar de Kael escureceu, embora seu tom permanecesse enganosamente calmo. “Eu não sou tão cruel a ponto de separá-los. Deixe-os aproveitar seu momento juntos… por agora. Eu só espero que, quando a situação finalmente mudar, você esteja bem com isso também, Lennox. Tenha uma maravilhosa noite de descanso.”

Ele bateu o bastão suavemente no chão – um som nítido que ecoou pela vasta câmara e sinalizou o fim da discussão.

Lennox não disse mais nada.

Por mais que quisesse argumentar, ele sabia bem. Kael nunca aceitava protestos uma vez que sua mente estava feita – e neste caso, havia outro obstáculo completamente, Donovan Morgrim.

Aquele homem fez coisas que teriam justificado execução imediata em circunstâncias normais, mas ele ainda estava à solta. Talvez ele soubesse que não poderia ser morto? Que seu corpo se acostumou com a dor?

Os pensamentos de Lennox escureceram. Ele não conseguia ler a expressão de Kael, mas entendia o suficiente. Se as coisas se desenrolassem como Kael previu, Esmeray se tornaria o preço da vitória, e quando esse momento chegasse, ele não teria outra escolha a não ser entregá-la a ele.

Uma sombria realização se contorceu dentro dele. Ele estava começando a ver muito de si mesmo em Kael, a fome por controle, a disposição para sacrificar outros pelo que sempre sentiram que precisava ser feito. O pensamento fez seu punho se fechar firmemente ao seu lado. Sem mais uma palavra, ele se levantou e saiu da sala do trono.

Um minuto passou em silêncio antes que uma batida ecoasse além das portas douradas. Quando se abriram, cinco guardas entraram. Kael levantou uma única sobrancelha ao reconhecê-los como os guardas que ele enviou para procurar as pessoas que Lennox lhe disse que estavam desaparecidas do grupo.

Eles se posicionaram diante do Alto Mago, o punho pressionado contra o peito em saudação, o ar ao redor deles pesado de apreensão.

“Vocês os encontraram?” Perguntou Kael.

Os cinco guardas se ajoelharam, cabeças abaixadas, sem ousar olhar nos olhos dele. Após uma pausa tensa, um deles finalmente falou:

“Perdoe-nos por nossa incompetência, meu senhor… mas não conseguimos encontrá-los.”

Um leve lampejo passou pelos olhos de Kael — não era raiva ou surpresa, mas algo mais frio. Seu olhar se aguçou ao notar: uma leve névoa de energia negra pairava sobre os homens como uma névoa venenosa. Sua expressão endureceu ao se levantar lentamente do trono, o eco de seu bastão atingindo os degraus do estrado preenchendo a câmara.

“Vocês não conseguiram encontrá-los?” ele repetiu, seu tom quieto mas com uma corrente perigosa.

Outro guarda engoliu seco e respondeu, “Sim, Alto Mago.”

“Entendi.”

A mão de Kael tremeu levemente em torno de seu cajado antes de acená-lo de forma displicente, sua voz tornando-se distante. “Vocês podem ir, eu irei cuidar do resto. Pelo menos vocês estão cientes de quão incompetentes todos vocês são.”

Os guardas, visivelmente aliviados, mas abalados, levantaram-se rapidamente e fizeram uma reverência antes de recuar da sala do trono. As portas pesadas se fecharam atrás deles com um baque surdo, deixando Kael sozinho mais uma vez.

“Como ele tem tanta certeza de que eles voltarão em dois dias?” Kael murmurou para si mesmo, sua voz mal audível enquanto observava as portas agora fechadas. A pergunta pairava no ar, sem resposta.

Ele se virou lentamente, lembrando da escuridão que pairava sobre seus guardas. Aquela energia, pesada e corrompida, contava-lhe uma história diferente. Eles os tinham encontrado. Ou pelo menos cruzado o caminho. Ainda assim, voltaram de mãos vazias. Eles devem ter escapado novamente, usando seus poderes malditos para dominar seus guardas. Ele realmente poderia chamá-los de delirantemente corajosos por executarem uma missão infrutífera?

Seus olhos se estreitaram. “Eles não poderiam ainda estar vivos,” ele parecia estar convencendo a si mesmo. “Eu teria sabido… Eu deveria ter sabido se fosse esse o caso.”

Ele fez uma pausa, o mais leve tremor de dúvida cruzando sua mente. Se os três magos executados ainda estivessem vivos, se de alguma forma tivessem se escondido de seu alcance por tanto tempo – então a confiança de Donovan fazia sentido. Mas por que ressurgir agora?

Um zumbido baixo de poder emanou da cabeça de seu cajado, reagindo à sua crescente inquietação.

“Qual é seu jogo, Donovan?” ele sussurrou, sua voz ligeiramente mais fria. “O que você espera ganhar com eles?”

********

Leonardo e Cora estavam exaustos.

Depois de horas caminhando pela floresta, eles finalmente tropeçaram em um pequeno vilarejo aninhado entre as colinas. Fumaça subia preguiçosamente de algumas chaminés, e o leve cheiro de ensopado pairava no ar frio da noite.

O assentamento não deveria ter mais de uma dúzia de casas, todas modestamente construídas de madeira e pedra, seus telhados pesados com musgo.

Leonardo diminuiu o ritmo ao chegarem à estreita trilha de terra que cortava o centro do vilarejo e parou em frente a uma pequena estalagem à beira da estrada.

Cora desdobrou o mapa gasto, suas sobrancelhas franzidas enquanto estudava as marcações, então olhou ao redor para as casas silenciosas antes de apontar para um prédio baixo perto da borda da estrada.

“Acho que é aquele.”

Leonardo seguiu seu dedo. A casa que ela indicou era menor que as outras, suas janelas pintadas de um azul desbotado. Ervas pendiam para secar sob os beirais, e uma placa de madeira marcada com um símbolo meio-lua levemente esculpido balançava suavemente ao vento.

“Tem certeza?” ele perguntou.

Cora comparou o mapa novamente, inclinando a cabeça como se tentasse combinar o desenho com a paisagem. O contorno das colinas atrás, o estreito riacho próximo, tudo combinava. “Sim,” disse ela finalmente, com mais certeza. “Tem que ser.”

Leonardo estudou a casa novamente, seus olhos se estreitando. “Eles são algum tipo de curandeiro?” murmurou, mas fazia sentido.

Mas para Cora, de todas as coisas que ele esperava, essa não era uma delas. Ela presumiu uma fortaleza escura escondida ou algo mais legal, mas um vilarejo? Não é de admirar que eles conseguiram ficar fora de vista por tanto tempo até hoje.

“Ei,” Leonardo sussurrou. “Podemos usar seu tornozelo machucado como isca.”

“Eu não vou deixar algumas bruxas imortais tratarem meu tornozelo,” ela recusou, balançando a cabeça em descrença. “De jeito nenhum. Pense em outra coisa.”

“Não temos tempo para isso,” ele respondeu, sua voz baixa mas resoluta. “Não se preocupe, estarei com você o tempo todo.”

Antes que ela pudesse protestar novamente, ele avançou e bateu com os nós dos dedos na porta de madeira envelhecida.

Uma vez.

Duas vezes.

Três vezes.

Por um momento, houve apenas silêncio. O som de passos leves pôde ser ouvido segundos depois, e a porta rangeu ao se abrir. Para sua surpresa, uma jovem apareceu.

Ela parecia deslumbrante – demais para alguém vivendo tão profundamente na floresta. Seu longo cabelo escuro caía em ondas suaves sobre os ombros, sua pele pálida como a luz do luar, e seus olhos… um tom hipnotizante de âmbar que parecia brilhar levemente na penumbra. Um leve perfume floral vinha do cômodo atrás dela, misturado com o aroma metálico de ervas.

“Sim?” Ela perguntou educadamente, sua voz suave e melodiosa, embora houvesse uma nitidez inconfundível por trás dela. “Como posso ajudá-los?”

Cora já estava insatisfeita.

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