A Armadilha da Coroa - Capítulo 645
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645: Marca-me 645: Marca-me Como se viu, Aurelia não sabia como se comportar.
Por mais que tentasse controlar seu consumo de álcool, a pressão constante para que bebesse em celebração fez com que ela perdesse a noção de quanto estava ingerindo. Como resultado, à medida que a noite avançava, menos controle tinha sobre seus próprios malditos lábios.
— Você está bem, Lia? — perguntou Calypso… algum tempo após Gideon e Freya terem saído. Parece que ela também tinha perdido a noção do tempo. — Você está com o rosto bem vermelho.
Aurelia piscou para o homem que era supostamente seu parceiro. Não que ela tivesse do que reclamar. Ele era bastante bonito, pelo menos. Sua boca poderia ter um pouco mais de contenção quanto ao seu constante tagarelar, mas sua voz era agradável de ouvir, se é que ela mesma podia dizer.
— V-Você pode continuar falando? — balbuciou, com a visão embaçada, enquanto suas inibições a abandonavam rapidamente, segundo a segundo. — Eu quero ouvir mais a sua voz…
— Ela está claramente bêbada — declarou uma mulher mais velha, sua mãe, se ela estava ouvindo a voz corretamente.
— Isso é incomum — alguém disse, dessa vez seu pai. — Aurelia tem mais controle do que isso.
— Eu vou cuidar dela — afirmou Calypso rapidamente. — Vou garantir que ela chegue ao nosso quarto em segurança.
— Não ouse se aproveitar dela — advertiu seu pai. — E confie em mim, minha filha é inteligente o suficiente para não esconder uma coisa dessas por algum tipo de vergonha, se isso acontecer com ela.
— E-Exatamente… — Aurelia pronunciou arrastado. — Eu sou muito direta…
Em algum canto de sua mente, ela não pôde deixar de se sentir envergonhada pela forma como estava agindo. No entanto, isso estava longe de seus pensamentos atuais, enquanto seus olhos se fixavam no rosto intenso de Calypso. Ele parecia esteticamente atraente para ela no momento, especialmente com a luz do luar brilhando contra seu rosto, revelando o quão simétrico e… agradável ele era para ela.
— Claro, Lorde Tubal — Calypso assentiu. — Eu conheço meus limites.
— Apesar de que, se isso acontecer, certifique-se de que nos deem netos — Senhora Rosa riu baixinho. — Vocês dois são parceiros, afinal.
— E-Ei! Eu ainda não concordei com isso! — Aurelia de repente exclamou. — Ele pode ser bonito, mas eu ainda tenho meus padrões!
Sua mãe riu. — Padrões que ele claramente já atendeu, se você já está se agarrando a ele assim tão forte, Querida.
Aurelia piscou. De fato, ela já estava pendurada em Calypso como se sua vida dependesse disso. É verdade que era porque ele a estava ajudando a se levantar e seus joelhos estavam instáveis demais para ela confiar devido à embriaguez, mas parecia que ela estava se agarrando a ele como amantes fariam…
Não que ela se importasse, ela pensou, mas era o pensamento que contava.
— I-Isso não conta! — ela choramingou, mesmo enquanto apertava mais forte seu parceiro. — Ele está… Ele está apenas me ajudando!
— Graças a Deus, nossa filha ainda tem um pouco do senso mesmo estando bêbada — suspirou seu pai. — Muito bem, Calypso. Confio que você tenha os melhores interesses dela em mente.
Aurelia sentiu Calypso assentir acima dela, e antes que percebesse, estava sendo carregada para fora da sala de jantar e de volta ao corredor. Ela podia vagamente perceber que estava sendo levada para o seu quarto, mas ela não estava tão indefesa ao ponto de precisar de ajuda, com certeza!
— E-Ei! Lia, pare! —
Ela balançou a cabeça desafiadoramente enquanto encarava o rosto extremamente bonito de Calypso. — V-Você não pode me impedir!
Liberando-se à força de seu agarro, a súbita sensação de leveza fez com que ela caísse no chão. Felizmente, ela estava bêbada demais para sentir dor enquanto se sentava casualmente de novo e se forçava a ficar de pé.
Só que ela não conseguia.
— Vamos lá… — suspirou seu parceiro, estendendo a mão para ajudá-la a se levantar. — Deixe-me levá-la para a cama antes que você se machuque.
— Eu nem estou machucada… — ela reclamou com um bico, balançando os braços fracamente contra o peito dele enquanto lutava contra seu captor. — Me solta!
No entanto, por mais que tentasse, os braços de Calypso eram fortes demais para ela se libertar. Antes que percebesse, estava de volta à sua cama, com seu parceiro pairando sobre ela enquanto ele se certificava de que ela finalmente descansasse.
— Aurelia, você precisa dormir — ele insistiu. — Não quero que seus pais fiquem bravos comigo. Ou pior, Gideon.
— Meu irmão não tem o direito de se intrometer nos meus assuntos de qualquer maneira — ela murmurou indistintamente, a visão oscilando entre clareza e turvação. — Você é meu parceiro… E eu decido por mim mesma… Que você é…
Suas palavras a abandonaram enquanto ela se forçava a sentar de novo. Inclinando-se para frente, posicionou seu rosto contra o dele e imediatamente tentou um beijo mal direcionado.
— L-Lia?
— V-Vamos… Só um… — ela murmurou, a cabeça balançando ao vento enquanto tentava e falhava em beijá-lo. — Dá pra mim…
— Eu não acho que devemos fazer isso enquanto você está assim — Calypso defendeu-se fracamente enquanto desviava facilmente das tentativas de beijo dela. — Não quero que você faça algo que possa se arrepender depois.
— Ou talvez você simplesmente não confie em si mesmo perto de mim… — ela respondeu arrastado, sua perspicácia aparecendo apesar de como sua mente estava nublada. — Eu não me arrependo de nada…
E ela realmente queria dizer isso. Mesmo que fosse apenas seu subconsciente falando, cada palavra que ela dizia era algo que até sua versão sóbria concordaria.
— Lia…
— Sabe de uma coisa? Marque-me — ela desafiou com um sorriso embriagado. — Sem voltar atrás, certo?
Sem hesitar, ela puxou a gola de seu vestido, expondo seu ombro nu para ele.
— V-Você tem certeza?
Ela revirou os olhos, o hálito cheirando a álcool enquanto respondia. — Você não quer me beijar… E não quer me marcar? Que tipo de parceiro é você?
Calypso ficou surpreso, mas felizmente, ele parecia se recuperar rapidamente enquanto praticamente se atirava para beijá-la. Ela não pôde deixar de gemer quando sentiu seu toque, seus sentido arrepiando enquanto seus lábios depois devagar se encaminhavam para seu ombro.
— Não diga que eu não avisei…
Sua voz soava como chocolate aveludado enquanto ele resmungava em sua pele. Mas antes que ela pudesse seguir em frente, uma dor aguda e penetrante explodiu em seu ombro. Combinada com sua herança meio-humana e bêbada, ela pouco pôde fazer além de desmaiar enquanto a marca de Calypso queimava-se em sua pele pálida.
Ainda assim, mesmo com sua consciência desvanecendo, ela não pôde deixar de sorrir em desafio a todos que duvidavam de sua decisão.
‘I-Isso vai mostrar a eles,’ ela riu interiormente. ‘Ninguém me diz o que fazer…’